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Mulher, Filha e Mãe

Sensibilizar (para) e apoiar (na) ansiedade e depressão na gravidez e no pós-parto

Crónicas da nossa Equipa Clínica - "Casais que dialogam são mais felizes!"*

Utilizo imensas vezes esta história nas sessões de terapia de casal:

 

Um casal tomava o pequeno-almoço no dia das suas bodas de prata.
Enquanto a mulher passava a manteiga no miolo do pão para dar ao seu marido, pensava: “Sempre quis comer a melhor parte do pão – o miolo! Mas amo tanto o meu marido que, em 25 anos, sempre lhe dei o miolo para agradá-lo... Hoje acho que tenho o direito de satisfazer o meu desejo, pelo menos uma vez na vida…”

Para sua imediata surpresa, o rosto do marido abriu-se num sorriso sem fim e ele disse:
- Muito obrigado, meu amor. Durante 25 anos sempre quis comer a côdea do pão, mas como tu sempre gostaste tanto dela, jamais te ousei pedir!

 

É uma história que nos fala de amor. Uma mulher que deixa de comer a sua parte preferida do pão para a dar – por amor – ao marido, que por sua vez aceita pois pensa que a outra parte é a preferida da sua esposa e não lhe quer tirar esse prazer. Quantas vezes os casais praticam gestos semelhantes?

 

Achamos que estamos a fazer o outro feliz mas não é a realidade… É importante percebermos que somos todos diferentes. Ninguém pensa igual a ninguém e se não dissermos aquilo que queremos e gostamos o outro não tem a capacidade de adivinhar. Não é correto nem saudável esperar que o outro adivinhe o que estamos a pensar! É essencial transmitirmos de forma clara aquilo que desejamos e ouvir o mesmo do outro lado!


Uma regra fundamental na relação de casal é:

 

DIALOGAR, DIALOGAR, DIALOGAR E AINDA, DIALOGAR!

 

Evitamos situações com as da imagem infra em que um membro do casal não sabe – por exemplo – o porquê do outro não estar feliz:

 

 

 

Atenção, a comunicação não-verbal também é muito importante mas na relação de casal não resulta se não for acompanhada pela comunicação verbal, pelo diálogo a dois.

  

 

P.S.: NÃO SE ESQUEÇAM DE DIALOGAR

 

 

 

*Crónica por Isabel Sofia Pires (Terapeuta Familiar).

 

Boas notícias: "Exame de sangue pode prever depressão pós-parto"

 

Uma cientista da Universidade da Virgínia, Prof. Jessica Connelly, com a colaboração de cientistas de outras instituições nos Estados Unidos e no Reino Unido, descobriu que a hormona oxitocina, envolvida no aleitamento e no afeto entre mães e bebés, também está associada à depressão pós-parto.

Os investigadores descobriram que os baixos níveis desta hormona no sangue podem servir como indicativo de que a mulher terá o problema, avança o Medical News Today.

Este estudo, publicado na revista Frontiers in Genetics, analisou a informação de milhares de mulheres e concluiu que as mães que sofriam de depressão pós-parto tinham níveis baixos de oxitocina.

Ainda assim, admitem que é preciso fazer mais estudos, para confirmar a tese.

 

 

A Noticia foi recentemente avançada pelo portal Noticias ao Minuto e pode ser consultada na íntegra aqui

 

Quais as implicações do stress na gravidez e no pós-parto?

Motivos que nos levam a sentir stress com frequência provavelmente não nos faltam nos dias que correm, e falar em stress torna-se cada vez mais, um lugar comum. Contudo, há que ter em conta que lhe estão inerentes, uma série de pensamentos e emoções associados, assim como claras consequências, especialmente quando o stress é vivenciado de forma intensa por uma grávida ou por uma mulher que acabou de ter um filho. 

 

A maternidade pode colocar a mulher em risco de desenvolver doenças do foro mental, como temos vindo a debater e desenvolver aqui, e muitos são os fatores que influenciam o aparecimento de dificuldades psicológicas na gravidez e no pós-parto, em particular perturbações da ansiedade, depressão e stress. 

 

De acordo com o Psicólogo Eduardo Sá*, um dos fatores que tem maior interferência na relação de vínculo entre a mãe e o feto é o stress, sendo considerado como um fator determinante no sofrimento fetal. 

Para além do sofrimento fetal, o atraso na realização de determinados marcos do desenvolvimento, o aumento da incidência de reações alérgicas e perturbações comportamentais nas crianças, o aumento da probabilidade de ocorrência de parto prematuro e o baixo peso ao nascer são muitas das consequências que podem advir da vivência de stress por parte da mulher, durante a gravidez. 

 

Quando o stress sentido pela mulher, se alia ao baixo suporte do companheiro e restante família e amigos/pessoas significativas, aumenta em três vezes mais a probabilidade de uma mulher ter complicações durante a gravidez quando comparado com as mulheres que relatam ter/sentir esse tipo de suporte. Para além disso, as mulheres que sentem maior stress durante e após a gravidez, têm maior probabilidade de vir a desenvolver uma depressão pós-parto, principalmente se acompanhadas de acontecimentos adversos de vida.

 

 

No fundo, o que se tem verificado é que a forma como as mães avaliam e atribuem significado aos acontecimentos de vida poderá ser indutor de stress, e mães com maior stress são menos positivas nas suas atitudes e comportamentos, enquanto que mães com maior apoio são significativamente mais positivas. 

O apoio social modera os efeitos adversos do stress sobre a satisfação de vida da mãe e evidencia efeitos significativos sobre a forma como a criança poderá vir a interagir, demonstrando nitidamente que o stress pré-natal percebido pela mãe, é responsável por resultados negativos durante a gestação, no pós-parto e posteriormente, poderá vir a ter efeitos menos positivos ao longo da vida da criança.

 

 

*Sá, E. (2004) A maternidade e o bebé. Lisboa: Edições Fim de Século.

**Fonte do presente artigo 

 

Filha, fazer o que se gosta é meio caminho andado para se ser Feliz!

Estava a ler esta notícia sobre o que a grande maioria dos pais (no mundo) gostavam que os seus filhos fossem quando crescessem e a verdade é que respostas como Médico, Engenheiro e Informático foram as mais comuns.

Não é de admirar dado que todos os pais, querendo o que consideram ser melhor para os seus filhos, querem que estes tenham, no mínimo, uma vida profissional que lhes consiga dar sustento para viverem financeiramente equilibrados e sem as grandes preocupações de quem conta os trocos todo o santo dia, todo o santo mês.

 

Mas será que estas profissões continuam a fornecer esse mesmo sustento? A garantir uma vida desafogada, sem a preocupação de contar trocos ou qualquer outra? Será que essas mesmas profissões garantem aos nossos filhos um futuro próspero a nível profissional e financeiramente estável, assim como, uma vida (quase) isenta de grandes preocupações? 

 

Bom, eu penso que o paradigma da estabilidade deste ou de qualquer tipo de profissão mudou muito nos dias que correm e sinceramente, eu acredito que qualquer uma destas profissões possa trazer essa estabilidade SE cumprir um requisito mínimo: A pessoa tem de gostar realmente do que faz.

 

Eu acredito que quem goste e que sinta a vocação para estas, ou para quaisquer outras profissões, sinta que tem uma missão a cumprir e que se agarre à bata da medicina, ao papel do engenheiro ou ao computador do informático como uma parte integrante das suas vidas, acreditando num futuro não só próspero a nível profissional, como pleno a nível pessoal. 

Acredito que quem gosta do que faz, lute com mais fundamento e mais motivação para alcançar os seus objetivos, e que seja, sem dúvida, mais genuíno no seu percurso.

 

Quem gosta do que faz, é feliz! Mesmo com todas as preocupações comuns do dia-a-dia que a mesma profissão acomete. Pois por muito irritado, chateado, stressado e/ou preocupado que esteja, terá sempre presente um véu motivacional que suaviza qualquer uma destas sensações e situações que lhes estejam subjacentes.

Quem gosta do que faz, procura ser melhor em cada movimento, em cada ação. Procura saber mais. Procura continuar a sentir a motivação que sente todos os dias, mesmo nos piores dias. Mesmo com gosto pelo que se faz, a luta é uma corrente diária e necessária ao sucesso no nosso percurso. Mas é algo que se faz com maior prazer, quando se gosta do que faz.

Quem gosta do que faz também tem dias em que quer deitar tudo às urtigas, e virar as costas ao trabalho que tem vindo a desenvolver. Mas nesta balança interna que vai medindo as coisas boas e menos boas inerentes ao nosso percurso, o gosto e o prazer inerente a todo o trabalho desenvolvido contrabalança em larga escala esses momentos menos positivos. Respirar fundo e continuar a caminhar torna-se mais fácil.

Quem gosta do que faz sente-se realizado a nível pessoal e seja a curto, médio e/ou a longo prazo isto é fundamental a nível físico, psicológico e social, não só para o próprio como para os que o rodeiam.

 

Eu gosto do que faço. E sempre lutei para fazer o que gosto. Nem sempre é/foi fácil e houve períodos que nem sempre o consegui, mas continuei e continuarei sempre a tentar. E se há algo que foi fundamental neste meu percurso foi ter Pais que sempre me apoiaram incondicionalmente para eu fazer o que gosto.

Nem sempre quis ser Enfermeira, nem sempre quis dar formação (nem nunca pensei em ter um blog).

O meu percurso começou na dança mas cedo teve de terminar devido a uma lesão (entre outros). E mesmo a dança aparentando não ter igual futuro ao da Enfermagem ou ao da Formação, os meus pais sempre me apoiaram nas minhas aspirações, nos meus estudos e nas minhas ambições. Isso, foi fundamental para mim.

 

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É esse tipo de Mãe que pretendo ser para a minha filha.

 

Quero orientá-la para o que considero ser o melhor para o seu futuro, transmitindo-lhe os valores que considero serem os mais adequados para que possa ser o mais honesta, humilde, segura e autónoma no seu percurso. Para que possa ter o maior sucesso no que fizer. Mas acima de tudo, quero que ela faça o que gosta, pois não tenho dúvidas de que se o fizer, ela será mais feliz.

 

 

Histórias que dão a cara por esta causa #9 - "Com tratamento, melhorei e estou no bom caminho."

Na sequência do texto que escrevi sobre o Porquê da desvalorização da Depressão na Gravidez e no Pós-Parto, foram algumas, as mulheres que falaram sobre as suas experiências e opiniões relativamente ao tema. 

 

Uma delas foi a Ana, que também nos permitiu publicar aqui um pouco da sua história dando ênfase a um aspeto fundamental no que toca à passagem por qualquer afeção no âmbito da Saúde Mental no pré e no pós-parto, e que já muito se falou por aqui - A importância do apoio do companheiro e restante família nesta fase. Foi este apoio que amparou em muito a Ana, e foi este apoio que a mesma aqui também evidência como fundamental. 

 

Hoje, trago-vos um testemunho curto, mas muito elucidativo sobre a vergonha que persiste quando se passa por uma situação como uma depressão pós-parto, sobre a importância do apoio do companheiro nesta fase, e acima de tudo, sobre mais uma mulher que se encheu de coragem para dar a cara e demonstrar como situações destas existem e persistem e como se torna fundamental a expressão escrita e prática de mais uma realidade menos positiva no inicio da maternidade. 

 

Hoje trago-vos o testemunho da nossa querida Ana. E vocês, também se querem encher de coragem e enviarem-me o vosso testemunho? Não hesitem!

 

blog@mulherfilhamae.pt

 

 

"Acho que vergonha é um sentimento sempre presente na depressão pós parto. Pelo menos foi assim no meu caso. Tinha vergonha de dizer a alguém que não estava a aguentar, afinal, tínhamos tudo para estar felizes, uma bebé saudável que dormia e comia bem, condições sociais e económicas fora de serie. Não tinha coragem de falar sequer nisso, com pessoas que eu sabia terem passado bem pior que eu. Quando falei, comecei por minimizar os sintomas, mais uma vez por vergonha e por medo de me rotularem má mãe. Já estava no ponto de rotura e ainda assim não queria expor a verdadeira dimensão da depressão. Com tratamento, que ainda continua, melhorei e estou no bom caminho. Fui eu que em ultima instancia desvalorizei a minha depressão. Aqui o papel do pai, dos avós, do circulo mais chegado foi muito importante para me tirar da espiral descendente. Estarmos todos bem informados e preparados, porque acontece (e não é raro), é essencial.
O meu marido demorou a perceber a situação. Também ele teve de lidar com a avalanche de sentimentos que é trazer uma criança ao mundo. Mas quando percebeu, transformou-se no meu rochedo, e hoje lutamos juntos contra a minha depressão e contra os comentários, opiniões e influencias menos felizes que vão aparecendo. 
Hoje, o meu marido é um verdadeiro advogado da causa, com amigos pais ou futuros pais para que as suas famílias não passem pelo mesmo. Estou tão grata e tão orgulhosa, espero que estes pequenos passos possam fazer diferença. Não faz mal falar disto. Pode não ser confortável mas faz bem, faz parte do processo. Não tem de ser tabu, nem para Mães nem para Pais."

Crónicas da nossa Equipa Clínica - "Libertarmos Nós"*

Não estás bem? Não estejas assim”, “Porque é que estás assim?”, “Não tens razão para estar assim”, “Não penses mais nisso”, “É um disparate sentir isso”, ...

 

Ao longo da nossa vida muitas vezes este é o feedback que recebemos quando estamos tristes, zangados, ansiosos,... No fundo quando demonstramos uma emoção que não seja alegria.

Parece quase que é proibido não estar feliz! Como se fosse possível estar sempre feliz.

 

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Muitas pessoas, na educação transmitida pelos pais não aprendeu a lidar com a tristeza ou mesmo com a frustração, não aprendeu a “deprimir-se”, reprimindo sentimentos negativos, em vez de tentar compreendê-los e ao longo da vida apresenta dificuldades em lidar com tais sentimentos.

 

No contexto da gravidez e do pós parto esta dificuldade poderá tornar-se visível, conforme já foi expresso num post publicado aqui “(...) é "suposto" que as mulheres devam sentir-se felizes pelo facto de que tudo o que gira à volta da maternidade serem acontecimentos dotados de grande felicidade, alegria e bem-estar. As mulheres que não sentem essa "suposta" felicidade podem desenvolver sentimentos de vergonha, culpa, fracasso ou medo de serem estigmatizadas ou que lhes sejam retirados os filhos com receio de serem vistas como "más mães", não reconhecendo determinadas manifestações como sendo de valorizar para recorrer a apoio técnico especializado.”

 

Atualmente cada vez mais se compreende a importância de saber lidar com todo o tipo de emoções (um bom exemplo da mudança dos tempos é o filme “Divertida Mente”, o qual recomendo!). Cada vez mais tomamos consciência da importância do desenvolvimento da inteligência emocional e não apenas da intelectual.

Entenda-se inteligência emocional como a “capacidade de identificar os nossos próprios sentimentos e os dos outros, de nos motivarmos e de gerir bem as emoções dentro de nós e nos nossos relacionamentos” (David Goleman, 1998).

 

Ninguém deseja estar triste ou ter ao seu lado alguém que esteja triste, porque possivelmente não sabe lidar com essa emoção ou tem receio de lidar, tem receio de ser “contagiado” ou de reforçar esse estado. Mas na realidade é tão importante estar triste, como estar alegre.

É não só importante saber lidar com cada emoção, como deixar que se sinta cada emoção e não negá-la ou minimizá-la, pois ao fazê-lo só vamos “adormecer” a emoção, mas a mesma um dia vai acordar e teremos de olhá-la de frente e abraçá-la.

Sim, abraçá-la! Pois é preciso receber qualquer que seja a emoção de braços abertos, ser compreensivo e sem juízos de valor escutá-la e aceitá-la, pois cada emoção tem o seu papel e só assim conseguiremos desenrolar os nós da vida.

 

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 *Crónica por Raquel Vaz (Psicóloga Clínica)

Ter avós que o são, é (praticamente) tudo!

Ter Avós que:

  • Sabem, querem e ADORAM cuidar dos nossos filhos;
  • Respeitam (maioritariamente) a opinião dos Pais;
  • Estão disponíveis para aprender;
  • Querem muito mimar os seus netos;
  • Por vezes caiem na tentação de lhes fazer as vontades;
  • Ensinam os netos como se faz, diz, é;
  • Ensinam os Pais;
  • Estão sempre disponíveis para ajudar;
  • Começam a maior parte das suas frases com "No meu tempo...";
  • Têm o maior orgulho em participar em todos momentos da vida dos netos (e dos Pais);
  • Não esperam nada em troca sem ser um sinal de afeto, ou simplesmente um sorriso;
  • Fazem tudo com um amor puro, maduro, saudável e tão único e brilhante, que é mesmo bonito de se assistir;
  • Realmente o são em todas as suas vertentes.

 

Ter avós que nos amam e têm sempre um carinho para nos dar, assim como muito para nos ensinar, foi o tipo de avós que eu tive a felicidade de ter. Foi o tipo de avós que me instruiu em tanto ao longo da minha vida que é impossível falar de parte do melhor de mim, sem falar deles.

 

 

Os meus avós amaram-se toda uma vida. Amaram-me. Ensinaram-me muito sobre o amor. E deixaram-me uma grande herança, mesmo quando partiram: Que devemos valorizar a vida, o tempo que temos, o que somos, o que fazemos, e acima de tudo, quem amamos, pois o dia de amanhã é mesmo, uma incógnita. 

 

Este, foi o tipo de avós que eu sinto que tive e que sempre desejei para a minha filha. 

Este, é o tipo de avós que eu sei que a minha filha tem. 

 

Obrigada Pai e Mãe! 

 

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Babete Baby Gil: Nós já comprámos! E vocês?

Confesso que só há poucos meses é que tomei conhecimento de forma mais abrangente sobre a Fundação Gil e respetiva missão.

 

Como está descrito no site da Fundação Gil, a mesma tem como missão "(...)a promoção do bem-estar clínico, social e emocional das crianças e jovens doentes, através da criação de estruturas de apoio que lhes permitam melhorar a sua qualidade de vida, acelerar, em alguns casos, o regresso à família, e sonhar com a possibilidade de recuperar em pleno os seus projetos de vida."

 

Um dos exemplos de sucesso da Fundação Gil é a Casa do Gil que foi Inaugurada em 2006.

É o único Centro de Acolhimento Temporário Infantil com cuidados pós-hospitalares. Recebe crianças com idades compreendidas entre os 0 e os 12 anos de idade, devidamente sinalizadas e provenientes dos hospitais, e que se encontram em risco clínico e/ou social.
As crianças acolhidas na Casa do Gil exigem um acompanhamento individualizado e multidisciplinar ao nível clínico, emocional e social.
Assim, a equipa técnica é composta por enfermeiros, assistentes sociais, educadores de infância, terapeutas e auxiliares diversos.

 

Através do Barrigas de Amor tivemos conhecimento de uma campanha da Chicken Chicos para apoiar a Fundação Gil, através da compra do Babete Baby Gil, e decidimos aderir.

 

E vocês, também gostavam de ajudar?

Saibam mais sobre esta campanha, aqui

 

Deixo-vos também com umas imagens deliciosas da minha filhota (com o babete que vos falei) que agora sempre que vê uma máquina fotográfica, não resiste! 

Os vossos também são assim?!

 

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Um passeio em Família, pela festa da Família! Também foram?

Já foi a 5 de Julho que se realizou a grande festa da Família dinamizada pelo Barrigas de Amor no Parque nos poetas em Oeiras.

Embora não tenha conseguido aproveitar todo o dia, o momento em que estive presente foi ótimo por vários motivos!

 

  • Conseguimos passear pelo Parque dos poetas (que não conhecíamos) e aproveitámos determinados espaços para dar a Papa à Madalena, para descansar, e para conhecer vários locais e produtos que de outra forma não teríamos um conhecimento tão pessoal e tão claro. De certo que lá voltaremos para dar mais uma volta e aproveitar melhor os espaços verdes que o mesmo propicia. 
  • Tivemos a oportunidade de ver, conversar um pouco e de dar um forte abraço a uma família pela qual temos um carinho e admiração muito grande - A Débora, o André e as suas duas Marias do blog Nós e as Marias. 
  • Conseguimos aprender bastante e consolidar outros conhecimentos sobre as cadeiras a adquirir para o nosso carro e outras questões sobre o atual ovinho da Madalena, com uma técnica da APSI que muito admiramos (pelo trabalho que temos vindo acompanhar em algumas conferências/formações em que participa/ministra) e que ainda ficámos a admirar mais! A querida Dra. Helena Sacadura Botte.

 

Ah! E a Madalena também tirou uma foto junto da "águia" do Benfica [Algo muito importante para o Pai da Madalena....].

 

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Um evento desta índole e ainda por cima de entrada livre deveria ser realizado mais do que uma vez por ano. 

Não concordam? 

 

Porque é que se desvaloriza a Depressão na Gravidez e no Pós-Parto?

Já foram realizados vários estudos para se tentar compreender a questão, mas de acordo com alguns resultados descritos neste livro, podemos verificar que:

 

- A sobreposição dos sintomas normais da gravidez (perturbações do sono e do apetite, alterações do peso, etc..), com os sintomas depressivos (insónia, falta de energia, alterações do apetite/peso) torna difícil o efetivo diagnóstico, pois muitas mulheres falham em reconhecer esses sintomas como depressivos (achando que são naturalmente decorrentes da gravidez), adiando a procura de ajuda;

 

- A existência de uma crença errada de que  a gravidez "protege" as mulheres contra o desenvolvimento de uma depressão, nomeadamente pelas alterações hormonais que se verificam;

 

- De acordo com o que muitos ainda pensam e transmitem, na gravidez e no pós-parto é "suposto" que as mulheres devam sentir-se felizes pelo facto de que tudo o que gira à volta da maternidade serem acontecimentos dotados de grande felicidade, alegria e bem-estar. As mulheres que não sentem essa "suposta" felicidade podem desenvolver sentimentos de vergonha, culpa, fracasso ou medo de serem estigmatizadas ou que lhes sejam retirados os filhos com receio de serem vistas como "más mães", não reconhecendo determinadas manifestações como sendo de valorizar para recorrer a apoio técnico especializado.

 

 

E por aí, há alguma opinião sobre o porquê deste tipo de desvalorização? 

 

 

blog@mulherfilhamae.pt

 

 

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