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Mulher, Filha & Mãe.

Sensibilizar (para) e apoiar (na) ansiedade e depressão na gravidez e no pós-parto

Mulher, Filha & Mãe.

Sensibilizar (para) e apoiar (na) ansiedade e depressão na gravidez e no pós-parto

Ser Filha, e depois, ser Mãe. Sabem o impacto que isso tem?

Ser mãe, faz-nos reviver em grande escala o nosso papel de filha. 

 

Muitas vezes sem nos aperceber-mos, outras claramente compreendendo, passamos por momentos em que revivemos o que de melhor e o que de pior nos formou, nos transformou, nos solidificou e o que nos fraquejou. 

De bebés a adultos, batemos com a cabeça na parede várias vezes, fomos em frente mesmo sabendo que à partida que não iríamos ser bem sucedidos, ou pelo contrário, onde sabíamos que o iríamos ser. Remámos individual e conjuntamente para atingirmos determinamos objetivos, desde o aprender a comer, passando pela aprendizagem do andar, ler e ser, ao completar a nossa formação académica. Lutámos, corremos, caímos, lesionámo-nos, e por vezes, seguimos em frente. 

Dizem que tudo isto (e muito mais) faz parte.

 

Enquanto fomos coleccionado todos esses momentos catalisados por um potencial individual e/ou familiar, olhámos para os nossos Pais enquanto heróis, e noutros momentos, enquanto vilões de uma história por nós vivida e pelo destino contada. Voámos juntamente com eles para os observarmos e aprendermos. Ganhámos uma asa, e depois outra, e no fim, aprendemos a voar. 

Questionámos os seus conhecimentos, os seus ensinamentos, as suas atitudes e comportamentos, e um dia, floresce a oportunidade de sermos, agora nós, quem cuida. 

 

Ao longo desse processo, pensamos nos exemplos que tivemos, em tudo o que queremos perseguir e em tudo o resto que queremos optar por não valorizar, quando chegar a nossa hora de atuar. Tememos que os erros poderão ser os mesmos ou semelhantes aqueles que cometemos por estupidez, por orgulho ou simplesmente por falta de conhecimento. Imaginamos a possibilidade das vitórias poderem ser ainda mais altas e intensas do que aquelas que nós conseguimos até agora e acreditamos na eventualidade de um futuro melhor ou igual ao passado, que também em nós, perdura. 

 

Na verdade, nada sabemos, à superfície muito tememos, e no fundo, muito queremos e sentimos necessidade de pensar, reviver e sentir todos estes momentos que fizeram parte do nossa percepção enquanto ainda vivíamos debaixo das asas dos nossos pais. Em muitas destas recordações e vivências residem matérias e materiais essenciais para a construção do papel que aos poucos vai crescendo em nós e tomando rédeas a uma grande parte do nosso âmago: o de ser mãe

 

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Por vezes, essas vivências, e especialmente a forma como nós as percecionamos, dão origem a materiais sólidos e firmes que nos permitem viver um pós-parto isento de grandes alterações a nível emocional. Outras vezes, potenciam uma fragilidade típica do momento, que leva muitas mulheres a vivenciarem situações como Baby Blues e Depressão Pós-Parto, temáticas que têm sido muito debatidas por aqui

 

Mas calma, não fiquem chocados com este facto!

 

Reflitam antes:

É, ou não é, a Família, a base das nossas mais profundas aprendizagens (da observação à prática, do emocional ao lógico e racional), desde a conceção, até aos dias que correm?

 

Sim. A Família importa, e muito!

Logo, ser Filha, e depois, ser mãe, é sem dúvida, uma experiência impactante cujos resultados dependem, em grande escala também, do percurso de vida no seio familiar, desse alguém

Crónicas da nossa Equipa Clínica: "O Silêncio é de... Evitar!"

“Sinto um nó na garganta, uma pressão no peito... parece que tenho dificuldade em inspirar, sinto uma inquietação constante, um mal estar... (...)”

 

Identifica-se ou já se identificou com esta situação?

 

Nem sempre a própria pessoa consegue reconhecer determinados sinais... Pode não estar disponível, pode não estar informado, pode considerar que é normal

 

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Em várias situações e, em particular, o contexto da gravidez e do pós-parto (como é visível em vários testemunhos publicados na rubrica Histórias que dão a cara por esta causa), por todas as mudanças que acarreta, é muitas vezes considerado natural e aceitável existir alguma dose de stress, mesmo de stress patológico.

E abrindo um parênteses: o stress resulta da interação entre o meio e a pessoa e pressupõe uma reação ou resposta, como forma de existir uma adaptação e nesse sentido é positivo! Mas se a situação for demasiado intensa, prolongada ou intimidadora para a pessoa, o stress pode tornar-se patológico, provocando um desequilíbrio… ou seja em vez de promover uma vitalidade que leve à ação, poderá manifestar-se irritabilidade, depressão, pessimismo, baixa resistência imunológica, mau humor,...

 

Portanto, até poderá ser comum (frequente) e nesse sentido considerar-se natural, pois existe algo que se identifica como desencadeador da mudança de comportamento (a pessoa tem um motivo!), mas será que deveremos considerar aceitável? E passo a explicar. Deveremos colocar a pessoa (ou o próprio colocar-se) numa posição em que deverá aceitar viver esse stress porque simplesmente faz parte, é suposto?

 

Eventualmente alguns de vós pensarão que quem se sente assim deverá ser apoiado e orientado, permitindo que encontre o seu reajustamento emocional. Mas como fazê-lo se o próprio não reconhecer essa necessidade?

E é nestes momentos que o ditado popular é invertido. O silêncio é de... evitar, e não é de ouro!

 

A partilha facilita e promove uma auto-consciência, isto é o reconhecimento das próprias emoções, das necessidades individuais e de sinais de que o equilíbrio emocional do próprio poderá estar comprometido.

Este reconhecimento é o primeiro passo para chegar ao EU.

 

“(...) As palavras começam a sair... e a primeira lágrima escorre, num desabafo e choro. Há um alívio acompanhado por uma libertação no respirar.”

 

 

*Crónica por Raquel Vaz (Psicóloga Clínica)

 

E quando eles começam com as Papas, Sopas e Frutas? #7 - É ótimo termos quem nos ajude!

Mesmo sendo Mãe, nem sempre tenho as respostas na ponta da língua. E considero que isso faz parte. 

Faz parte porque sou humana, e claro está, que não sei tudo! 

Sei muito, e considero saber o que é o melhor para a minha filha, mas não sei tudo. E como tal, tem sido ótimo para mim partilhar as minhas vitórias, mas principalmente as minhas dificuldades neste percurso, com terceiros.

 

Hoje a Madalena alimenta-se muito bem e são raros os momentos em que sinto dificuldades em dar-lhe uma refeição, mas nem sempre foi assim (e nem sei como será no futuro, pois ainda não introduziu todos os alimentos).

 

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Inicialmente foi complicada a introdução da sopa, assim como da fruta cozida. Aparentava não gostar, ou não querer. Preferia (obviamente) a Papa que já tinha experimentado e que adorava!

Cheguei a um momento em que comecei a ficar um pouco preocupada, e dado que pouca experiência tinha por ser a primeira filha, também um pouco assustada. Só me perguntava: Será que vai ser sempre assim? O que é que eu estou a fazer de errado? 

Chegou a uma altura em que os meus pais lhe davam a sopa sem problemas, e comigo ela não comia praticamente nada.

E a verdade é que andei durante algum tempo um pouco desorientada...

 

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Não tenho dúvidas de que um dos fatores que me ajudou bastante para que o cenário mudasse de figura foi o facto de ter partilhado essas minhas dificuldades com outras pessoas.

Partilhei-as convosco aqui, partilhei com os meus pais, amigos e colegas, que tinham (ou não) mais experiência do que eu na "área".

Cada um à sua maneira foi-me dando algumas dicas, e eu fui ouvindo e tentando integrar aquelas que considerei mais viáveis no nosso dia-a-dia, e a verdade é que aos poucos as coisas foram mudando.

 

Confesso até que cheguei a sentir-me mal comigo mesma nessa altura, menos confiante. Pensava com frequência: Mas porque raio é que eu não conseguia?! 

E hoje, imagino as famílias onde este cenário se repete toda a santa refeição, ou praticamente todos os dias. Não deve MESMO, ser nada fácil. É claro que muitos podem ser os fatores envolvidos para fundamentar a não aderência à alimentação por parte de uma criança, mas tendo em conta as pessoas que nos rodeiam, e sabendo também que é difícil partilharmos determinados momentos (ainda por cima quando estamos menos confiantes) vos digo e repito: Partilhem as vossas dificuldades, pois com a troca de ideias (seja com alguém mais ou menos experiente) de certo que vão arranjando soluções cada vez mais eficazes para tornarem o momento da refeição um sucesso!

 

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Histórias que dão a cara por esta causa #11 - "uma gravidez complicada conduziu-me a uma consulta de psiquiatria"

Na sequência da publicação deste texto, várias foram as mulheres que partilharam os seus testemunhos referentes à temática da Depressão na Gravidez e no Pós-Parto. 

Uma delas foi a Cláudia, que para além de nos dar o seu testemunho, me permitiu publica-lo nesta nossa rubrica que dá voz ao passado e ao presente de muitas mulheres e respetivas famílias que lidam (ou lidaram) diariamente com uma gravidez e/ou um pós-parto menos feliz do que o perspetivado.

 

Lembrem-se que se alguma vez sentirem que vos faz sentido, partilhem também as vossas histórias aqui, enviando email para:

blog@mulherfilhamae.pt

 

Dúvidas quanto à sua existência em grande quantidade, não há! Só resta mesmo que essas mesmas histórias venham a público para se dar cada vez mais força a este assunto!

 

Não concordam? 

"tive 3 depressões na minha vida mas com o nascimento do meu primeiro filho ao final de 2 meses de vida dele, passei por um terrível período, deprimida, cansada sem dormir, com os meus pais longe, na mama o tempo todo, só pensava como ia sobreviver, com tanta coisa que tinha para fazer, no entanto se eventualmente tivesse outro filho de certeza que teria de ir para junto de algum nomeadamente a minha mãe pois a falta de descanso e uma gravidez complicada com um bebe prematuro conduziu-me a consulta de psiquiatria com ajuda de alguma medicação estou a ultrapassar."

Vamos falar sobre Baby Blues já este Sábado em Entrecampos! Quem vai?

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Será na Livraria Bulhosa em Entrecampos, dia 29 de Agosto (Sábado), pelas 11h

A entrada é livre.

 

Falarei sobre Baby Blues, especialmente através da partilha da minha história e de outros testemunhos integrados no mesmo tema. 

Da última vez que tive oportunidade de falar sobre este tema, foi verdadeiramente inesquecível: Um dia espetacular, uma plateia fantástica, muitas dúvidas no ar, mas também muitas esclarecidas, e muita partilha inerente (de mulheres que já iam para o segundo filho e que foram informar-se melhor sobre o tema, ao workshop).

Aproveitem, façam o mesmo e partilhem com quem consideram que poderá ter interesse no mesmo! 

 

Conto convosco! 

Buddha Eden: Um ótimo jardim para visitar, mas com algumas coisas para melhorar.

Este fim-de-semana fomos visitar o Buddha Eden Garden, algo que já há muito queríamos fazer em Família!

 

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É um passeio que recomendo vivamente, pois toda a envolvência do jardim encaminha-nos para uma sensação de tranquilidade geral, com vários espaços verdes organizados de diferentes formas e com inúmeras figuras de diferentes tipologias, histórias, tamanhos e significados, a acompanhar o percurso. 

 

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Embora não se possa fazer um piquenique no local, existem diversas sombras e locais para descansar, dado que o jardim é muito grande, e sem dúvida alguma que, bem estruturado também.

 

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Como tal, andámos horas lá dentro para conseguirmos visitar tudo, para tirarmos várias fotos (tal como adoramos) até o rolo terminar, aproveitar algumas sombras para descansar e sentir toda a energia do espaço, ao mesmo tempo que íamos atendendo às necessidades da Madalena (o que atrasa sempre um pouco mais este tipo de visita, embora que paralelamente, compense muito mais do que fazê-la sem ela. Basta sentir a sua alegria e observar com frequência o seu sorriso!).

 

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Adorámos a forma como o jardim estava estruturado, com vários espaços verdes organizados de diferentes formas, as várias paisagens que facilmente conseguíamos captar em qualquer ponto do jardim, o percurso junto ao lago (fantástico!), as várias estátuas referentes a buda (e não só) que tivemos oportunidade de ver, no fundo, o passeio no geral, só por ter sido em família e num espaço tão bonito e apaziguador. Foi ótimo e recomenda-se!

 

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Por outro lado não gostámos que alguns caminhos não tivessem preparados para uma cadeira de rodas, para alguém com mais dificuldades de locomoção e/ou para um carrinho de bebé passar, que algumas estátuas, cujas posições traduzem determinados significados, não tivessem devidamente identificadas (penso que é um acrescento que só daria valor ao local e à visita no geral), que o fraldário tivesse no "meio" do hall de entrada das casas de banho, tanto masculina como feminina (o que tornou o primeiro e o maior cocó do dia da Madalena, o mais interessante e com a maior assistência de sempre...) e que só houvesse um WC no meio do jardim e não identificado, dadas as dimensões do jardim.

 

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No entanto, fazendo o balanço do dia, e como já anteriormente referi, é um local que podendo, devem visitar, não só pela sua envolvência, como pelas paisagens, figuras e pelos espaços verdes, e porque será, certamente, um dia bem passado, seja só ou bem acompanhado! 

 

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Uma miúda, que se tornou uma grande tia e que sempre foi a melhor irmã!

Começou por ser uma grande vontade, que logo se tornou numa ideia e que rapidamente se tornou numa realidade: aquela em que o meu pedido por uma irmã estava próximo de ser concedido. 

 

Tinha pouco menos de 5 anos quando no dia 24 de Agosto, de mão dada com a minha mãe e a descer a rua para chegar até casa, ela me dizia: A mana está quase a chegar! 

 

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Aqui, a mana estava quase a chegar, mas era a outra paragem. 

 

Não me perguntem como, mas lembro-me tão, TÃO bem daquele nervoso miudinho bem traduzido pela nossa barriga, daquele momento. Não sabia o que fazer, para onde me virar, mas sabia que brevemente teria a minha grande companheira de brincadeiras perto de mim!

Naquela altura só pensava que os legos, as barbeies, as histórias, os faz de conta, os jogos, os passeios, no fundo, todas as brincadeiras, já não o seriam na íntegra repletos só de mim mesma e da minha criatividade tipicamente infantil, mas sim, acompanhados por alguém que já tanto me dizia, e ainda nem ao mundo tinha chegado: pela minha irmã!

 

Quando a vi pela primeira vez ela sorriu para mim (e isto está filmado!) e manteve-se assim bem quietinha no meu colo com os seus cabelos pretos e já tão grandes para uma bebé tão pequenina...

Confesso que, do que me lembro e do que me contam, quando me apercebi que aquela companheira que tanto desejava ainda ia demorar algum tempo para andar, falar, compreender o mundo que a rodeia, e acima de tudo, para partilhar das mesmas (ou quase) brincadeiras do que eu, fiquei um pouco triste, mas aos poucos, lá me fui recompondo com a ajuda dos Pais e dos avós que lá tiveram de me ir explicando que um dia ela ia crescer, e aí, íamos poder partilhar muito mais do que jogos e brincadeiras juntas!

E não podia ter sido mais verdade... 

 

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Não, não era carnaval. Estávamos mesmo a viver um dos nossos grandes vícios conjuntos: os campos de férias. 

 

Passados todos estes anos, temos tantas histórias para contar, tantos sustos que pregámos uma à outra, tantas partidas que fizemos juntas aos que nos cuidavam, tantas brincadeiras que partilhámos, tantas regras que quebrámos, tantas aprendizagens que realizámos...

Tantos momentos de orgulho, de amor, de chatice, de birra, de amizade e acima de tudo, de muito, mas mesmo muito companheirismo

 

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Hoje, para além de, inicialmente miúda, e sempre irmã, tornou-se uma verdadeira tia!

No fundo, aquela que eu gostaria de ter tido. Aquela que, de certo, qualquer um gostava de ter.

A tia que está atenta, que ama, que cuida, que ensina, que quer sempre aprender sobre como fazer melhor e que só não está mais presente, porque não pode.

Aquela que diz não, diz sim, diz talvez e mais ou menos, mas onde subjacentemente, está sempre implícito amor.

Aquela que está sempre presente para a mãe e que a mima tanto como à filha. 

Aquela que rouba sempre um olhar tão cúmplice e tão meigo à sobrinha, só por estar presente e por a abraçar.

Aquela que tudo faz, para que o tudo que constrói em conjunto com a sobrinha, seja o mais completo possível. 

 

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Ela, é sem dúvida, a tia e a irmã. E hoje, a nossa miúda, está de Parabéns! 

 

 

Acessibilidade para quem anda com um carrinho de bebé: Onde é que ela está?

Antes de ser mãe, confesso que pouco tinha pensado sobre o assunto: "Acessibilidade em locais públicos para quem anda com um carrinho de bebé".

 

Agora que tenho vindo a experienciar na primeira pessoa a gestão das dificuldades de quem necessita de acessos adequados em locais públicos, e que muitas vezes são inexistentes, ou então existentes, mas como se faz por norma em Portugal - desenvolvidos pela técnica do desenrasca - observo e sinto, como é difícil de gerir no dia-a-dia a deslocação para e/ou nesses mesmos locais.

 

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Falo de restaurantes e outros locais públicos sem rampas de acesso (só degraus, e muitas vezes, mais altos do que o normal), de cafés sem espaço para parar um carrinho sem que alguém tenha de empurrar outro alguém para conseguir passar sem tropeçar no carrinho, de lojas onde não se consegue andar de carrinho pois o espaço entre corredores não o permite, de transportes públicos não adaptados para o transporte de carrinhos de bebé, de ruas cujas calçadas são tão desniveladas que mais parece que estou a subir e descer degraus a cada meio metro de movimento, de centros comerciais cujos elevadores devem ser prioritários para grávidas, deficientes, idosos e para quem anda com um carrinho de bebé e onde o respeito por esta prioridade é tão grande como o tamanho do cérebro de uma formiga, ou mesmo de parques de estacionamento onde existem 3 em 500 lugares, exclusivos para grávidas, idosos e pessoas com bebés de colo e onde nos restantes, mal se consegue abrir a porta para retirar a criança do carro sem se deixar moça no carro do lado... 

 

 

 

Desde que ando com a Madalena que questiono com frequência o sentido de prioridade de cada um, os conhecimentos de quem governa e/ou que gere a via e determinados locais públicos perante as necessidades de quem não se desloca (só) a si mesmo, e a existência de civismo no seu todo e na soma das suas partes por cada um e por todos em geral. E muito sinceramente, a poucas (mas bastante claras...) conclusões chego.

Basta-me descer as escadas e começar a andar para perceber que os passeios não estão adaptados, que os diversos estabelecimentos públicos não estão minimamente preparados (na sua grande maioria, perguntar: "Existe fraldário?",  é quase como perguntar se existe vida fora do planeta terra, pois alguns não sabem do que se trata, e outros dizem que não em jeito de "tipo, dah! Claro que não..."), sendo que de base penso que muitos não compreendem (ou até já se esqueceram - os que também são pais - ou fazem-se de esquecidos...) este tipo de dificuldades.

 

Quantas vezes já preferi determinados locais só porque tinham fraldário?

Quantas vezes já tive obrigatoriamente de optar por determinados restaurantes/cafés porque eram os únicos com espaço para estar sentada com o carrinho da Madalena por perto?

Quantas vezes já tive de andar o dobro do trajeto até conseguir encontrar uma rampa para conseguir subir para o local pretendido?

Quantas vezes tive de ficar à porta pois não conseguia entrar com o carrinho da Madalena?  

 

 

Portanto, se na probabilidade de um para um bilião, alguém que possa influenciar ou executar este tipo de adaptações esteja a ler este post, fica a saber a opinião de uma mãe que observa e sente este tipo de limitações com frequência, sobre como se podem melhorar algumas condições de forma a facilitar (um pouco) a sua vida e a de tantas outras mulheres e mães, se:

 

- Destinarem mais lugares a grávidas e pessoas com crianças de colo (Por norma são mais largos, o que nos permite abrir mais facilmente as portas para tirar os bebés, carrinhos e malas dos bebés. Sem contar com o facto de se situarem mais perto do local a que pretendemos aceder);

 

- Construírem/adaptarem os passeios para serem mais baixos e minimamente adequados para que, andar sobre os mesmos, seja mais vantajoso do que andar na estrada;

 

- Construírem mais rampas em locais de frequência comum como os supermercados, farmácias, bancos, etc..;

 

- Existirem mais elevadores em centros comerciais e/ou grandes superfícies comerciais, (e/ou maiores) para caberem mais carrinhos, e pessoas que deslocam esses carrinhos... (quantas vezes é que já estive longos períodos de tempo à espera porque quem podia andar de escadas rolantes optou por ir de elevador ocupando um espaço cuja prioridade é de quem realmente necessita?);

 

- Pensarem nos corredores de determinadas lojas um pouco mais largos para caber lá um carrinho e mais uma ou outra pessoa, de forma a fazer com que quem anda com bebés não seja inibido de entrar em determinados locais (a não ser que a inibição da sua entrada seja propositada...);

 

- Existirem cadeirinhas disponíveis nos restaurantes para sentar a criança.

 

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Como tenho a certeza que ainda existem muitos mais exemplos por aí, alguém quer dar uma ajudinha e acrescentar mais sugestões neste âmbito? 

 

Tenho a certeza que muitos de vós já sentiram limitações semelhantes! Não?

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