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Mulher, Filha e Mãe

Sensibilizar (para) e apoiar (na) ansiedade e depressão na gravidez e no pós-parto

Reiki e as nossas emoções.

Encontrei este artigo numa revista, e ao lê-lo, senti que o devia partilhar! 

Fala sobre a forma como lidamos, quase que normalmente, com as nossas emoções - mas que de natural, tem pouco - e como o Reiki nos pode ajudar a lidar com a gestão das mesmas.

 

 

Á medida que crescemos  e experimentamos novas situações e sentimentos, alguns deles negativos e bem marcantes, vamos fazendo exatamente o que nos foi ensinado: guardar, esconder e abafar. É assim que aprendemos a lidar com as nossas emoções. Acumulando e guardando muitos dos nossos sentimentos negativos. Com isto, os sentimentos de amor, carinho, empatia, solidariedade, todas as nossas emoções positivas são cercadas. 

 

O nosso centro das emoções, o coração, está aberto só por uma frestinha, somente o necessário, o mais seguro. Mas, isso tem o seu preço. Além de experimentar a vida só um pouco, agora muitos de nós não conseguem nomear o que sentem, muito menos porque sentem.

 

O Reiki é uma técnica suave e natural que nos ajuda a encontrar uma maneira melhor de lidarmos com as nossas emoções. Dizemos que a energia Reiki é uma energia inteligente, ela vai para onde e quando for necessária. A sua alta vibração energética desaloja as mais densas, ou seja, os sentimentos negativos guardados e escondidos são modificados suavemente para alcançarem um  nível mais elevado ou se dissiparem. Um a um, esses sentimentos vão-se apresentando para serem trabalhados. 

Com a ajuda do Reiki, temos o suporte para identificar e aprender a lidar com eles de forma mais consciente e saudável.

 

O artigo encontra-se na revista Reiki e Yoga nº6, pági. 34.

O amor pelos nossos filhos.

Quando pensamos no amor por um filho, tenho a certeza que todos concordarão comigo, que o que nos vem ao pensamento de imediato ultrapassa a possibilidade do infinito.

É difícil de descrever por palavras, mas muito fácil de se compreender através do que sentimos.

Também já foi tema de conversa entre nós e aquele nosso grande amigo que vos falei, e que da última vez nos escreveu sobre "Os pais como mediadores".

 

Hoje, partilho convosco a sua reflexão sobre o amor filial. Espero que vos faça refletir - tanto como nos faz a nós - independentemente da possível concórdia ou não.

 

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Quase todos queremos ter filhos e um dos nossos desígnios, quando casamos ou nos juntamos a outra pessoa, é precisamente constituir uma nova família. Já aqui fomos alertados para a nossa tendência imediatista, porquanto achamos que tudo pode mudar em pouco tempo. Mas o ser humano não é assim. Pode mudar certas coisas fora dele, mas interiormente as mudanças não aparecem apenas porque as desejamos. Temos de as desejar mas também temos de as realizar na prática, o que, consoante os casos, pode demorar algum tempo (muitos anos até, mau grado as nossas boas intenções) Pode, até suceder que não sejamos espectadores dessas alterações nesta vida, sobretudo quando envolvem assuntos que abrangem muitas outras pessoas. Contudo, se tivermos uma visão mais ampla, não deixaremos de proceder de acordo com a nossa consciência e o benefício recairá sobre as próximas gerações, ou seja, as dos nossos descendentes.

 

Isto vem a propósito de, muitos de nós, pensarmos que basta querer que os filhos que trazemos ao mundo sejam “boas pessoas” para isso suceder. Não é assim. Desde logo porque se não trabalharmos sobre nós mesmos, ao longo das nossas vidas, nesse sentido, o carácter desses seres não deixará de reflectir o que nós somos. Não será o casamento que alterará essa disposição e muito menos o “amor” que dizemos ter por eles. Depois, porque o seu querer também é muito importante. Não alteramos as pessoas. Caso queiram, elas é que se transformam.

 

O termo “dizer ter” não põe em causa o sentimento que, na maioria, temos pelos nossos descendentes; apenas reflecte a qualidade desse sentir e as suas motivações. Mas, na maior parte das vezes, entendemos o “amor” de uma forma muito deficiente. Dizemos “amar” as crianças, mas, na realidade, temos um grande afecto por aquelas que são as “nossas”, o que não é um sentimento abrangente. Caso os crianças em causa saiam desse âmbito, podemos ser simpáticos com elas, mas dificilmente vamos ao ponto de fazermos grandes “sacrifícios”. Pensamos: “eu não sou progenitor desta criatura, logo não tenho obrigação nenhuma. Isso cabe a família”.

Claro que a “obrigação” diz mais respeito aos familiares, mas, tal como referido noutra ocasião, há um lado “colectivo” dessa criança que nos toca. O que significa que o “amor” pelos nossos filia é, por vezes, muito restritivo e, de certo modo, um bocado egocêntrico. É muito positivo sermos pais, mas essa experiência não pode ser limitativa, dado que o Amor é universal e não está limitado a uma pessoa. Pelo contrário, deve ser entendido como um começo, um incremento ou alargamento de um sentimento que começa por ser pessoal. Começamos por pensar sobretudo em nós (antes de nos juntarmos a alguém), passamos a ter que pensar também no parceiro e quando somos pais, existem pelo menos três pessoas, pois junta-se um novo ser. Este processo de sociabilização, nem sempre evidente para todos, prepara-nos para darmos entrada num mundo mais abrangente.

 

Por outro lado, este tipo de amor pelos “nossos” filhos pode ser interesseiro, caso os encaremos os como um “prolongamento” de nós mesmos. Neste caso, esses seres serão educados para serem muito “parecidos connosco, o que nos dará muito orgulho. Acontece que se eles forem “iguais” a nós, muito dificilmente isso será um progresso a todos os níveis. É precisamente na diferença, para melhor, que reside o acréscimo. Como tal uma educação esclarecida passa por conhecer as tendências positivas que as crianças trazem e ajudar a alterar as que nos parecem inapropriadas. Todos temos qualidades e defeitos.

 

Dirão alguns que isso não é possível, pois os bebés são tão pequeninos e queridos, que apenas poderão ter qualidades. Ainda não desenvolveram defeitos. Caso pensemos assim, incorremos num lamentável erro de que só nos daremos conta quando pouco há a fazer. Agir como se a criança fosse apenas aquele corpo e não uma alma que tem um corpo, que crescerá e se tornará um adulto, é limitarmos ou adiarmos a sua educação e o seu crescimento como pessoa. E ignoramos também que essas qualidades e esses defeitos podem ser passados por nós, ou através da genética ou através da aprendizagem que foram assimilando ao viver connosco. E a partir de certa altura essa forma de ser poderá tornar-se irreversível.

 

José Mendes

Sessão de Meditação para Grávidas dia 24 de Outubro! Quem está interessada?

Como já falei por aqui, temos um novo parceiro para o Projeto "Mulher, Filha & Mãe": Embalaiê - centro de desenvolvimento infantil pela dança. 

 

Neste espaço, vamos poder desenvolver, em cursos, workshops e ações de sensibilização, vários tipos de temáticas relacionadas com a saúde mental no pré e pós-parto, com o Reiki e com a Meditação.

 

A primeira sessão que irei realizar será já no dia 24 de Outubro (Sábado) das 11h - 12h, onde facilitarei um momento de meditação para grávidas!

O grande objetivo destas sessões é promover o relaxamento da grávida, o contacto com a sua condição de mulher e de gestante, e promover a vinculação materno-fetal.

Para mais informações e inscrições (as vagas são limitadas) enviem email para blog@mulherfilhamae.pt.

 

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Se vos fizer sentido, venham ter connosco! 

De certo que juntas, partilharemos um momento de paz e tranquilidade. 

Admiro os Pais que cuidam dos filhos a tempo inteiro!

Foram nove, os meses que estive em casa de Licença. 

Inicialmente planeámos que ficasse os típicos seis, mas depois acabei por ter de alargar a licença e ficar durante 9 meses, a tempo inteiro com a Madalena.

Há tanto para dizer em relação a esta experiência, que sinto que os pensamentos correm, e que aqui não há espaço suficiente para poder escrever tudo o que gostaria sobre o tema.

 

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Tive de ficar em casa pela força de algumas circunstâncias, mas também quis ficar mais tempo a cuidar da minha filha. Senti que seria benéfico para ambas, especialmente para ela. Por outro lado, também queria voltar a trabalhar e às minhas rotinas habituais. Precisava do meu tempo, das minhas construções.

Ou seja, inicialmente foi bastante confusa esta (nova) realidade, em determinados momentos, para mim - ser Mãe a tempo inteiro. Pensei muitas vezes nas mulheres que o são, quer por opção ou por força das circunstâncias, e senti, sempre que pensava no assunto, o quanto as admirava!

 

Hoje em dia muitas de nós trabalham e exercem paralelamente o seu complexo e desejado papel de Mãe.

Trabalhamos e temos de gerir toda a logística que envolve o trabalho, a creche para uns, a ida e vinda da casa dos avós para outros, a confeção de refeições, os banhos, a preparação do necessário para o dia seguinte, o tempo de qualidade com os filhos (e connosco próprios), entre tantas outras tarefas que integram o nosso dia-a-dia. Trabalhar e cuidar de filhos, é complicado e envolve uma adaptação brutal das rotinas de um casal e de cada um dos elementos por si só, assim como das suas necessidades humanas básicas, psicológicas e de autoregulação. No entanto, ser mãe ou pai a tempo inteiro, não é - de todo - muito diferente! 

Pode não envolver toda a azáfama de ir de um local para outro ou gerir as preocupações que ocupam as mentes e corações de pais que passam o dia sem ver os seus filhos, mas envolve várias outras coisas que tornam esta condição muito difícil. Mais do que, para muitos, aparenta.

 

A vida de alguém que cuida em exclusivo de alguém (e evidenciando aqui uma mãe/pai que cuida de um filho a tempo inteiro) corre o risco de se fundir no cuidado, na atenção exclusiva e no necessário para suprir a necessidade do outro. O tempo para si dissolve-se entre os cuidados com o outro, os trabalhos domésticos e outras necessidades familiares.

Claro que esta pode não ser a realidade de todos os pais, mas acredito que seja a realidade de muitos que o são a tempo inteiro. 

 

Desde que voltei a trabalhar e a solidificar todas as rotinas que tinha e a integrar outras novas, a verdade é que, por muitas (imensas!) saudades que tenho da minha filha durante o dia, sei que em grande parte, faz parte deste processo, e que no geral, nos faz bem. Sentir saudade, é saudável para qualquer relação. É fácil dar-se mais valor ao que se tem, quando se sente a sua ausência, seja de que tipo for. Então, quando não sentimos a sua ausência, como podemos sentir saudade? Como podemos gerir o que sentimos em relação ao que nos repleta e completa, se o temos sempre perto de nós?

 

Não se gosta mais ou menos quando trabalhamos ou ficamos em casa a cuidar dos filhos. Mas a verdade é que é muito difícil gerir uma relação a longo prazo, quando se passa o tempo inteiro a vivê-la. No fundo, independentemente do amor que se tenha pelo outro, a verdade é que é (mais) complicado - no meu ponto de vista - gerir a relação entre uma mãe/pai e um filho quando se cuida em exclusivo do mesmo, de ambas as partes. O que torna esta opção, fruto de admiração da minha parte. 

Se tivesse de o fazer, como foi o caso, continuaria a cuidar a tempo inteiro da minha filha com todo o amor e intenção. Mas sei que seria difícil para mim fazê-lo a longo prazo. Preciso muito do meu tempo, e só o facto de estar a trabalhar já faz com que tenha tempo para mim. O que não acontecia com tanta frequência (ou praticamente nenhuma) quando cuidava a tempo inteiro da Madalena.

 

Desde que voltei a trabalhar, sinto até que a nossa relação evoluiu. A minha filha sente a minha falta e eu sinto muito a falta dela, mas quando nos vemos levamos uma injeção de amor e emoção e ficamos a saborear normalmente, um longo abraço acompanhado de um jato de beijos e sorrisos que enchem e floreiam todo o meu dia, independentemente de como o dia começou ou como se foi desenrolando. A verdade é que o momento em que nos vemos, é muitas vezes, o momento do meu dia. 

 

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Enquanto cuidei a tempo inteiro da Madalena também tive ajuda dos meus pais e de amigos próximos sempre que precisei, mas tudo isto me levou muitas vezes a pensar: E quando existem pais que estão na mesma situação do que eu, e pouca ou nenhuma ajuda têm? E quando existem pais que têm de cuidar dos filhos a tempo inteiro, porque é a única alternativa? 

Não é, não deve ser - mesmo nada - fácil, esta condição.

 

Não coloco em causa (jamais o faria) o amor que cada um de nós sente pelos seus filhos. Não sei sequer se tal é mensurável. Simplesmente hoje, ao lembrar-me de muitos desses momentos que passei enquanto cuidei a tempo inteiro da Madalena, e agora, vendo como tudo está desde que voltei ao ativo - e o bem que isto nos fez! - decidi dedicar a todos estes pais, as minhas palavras, o meu tempo e a minha grande admiração. 

Dançar, faz bem à alma!

Abriu-me a porta e disse:

 

"Vai entrando e vai já dançando. Aproveita a energia desta música." E assim foi.

Entrei, descalcei-me, entrei na roda já formada pelas participantes presentes e aproveitei a energia da música. 

Pareceu-me que estava a entrar numa viagem. Só que ao revés do habitual, tirei o cinto e deixei-me levar.

Há medida que o tempo passava, parecia que estava a flutuar enquanto me movia ao som de músicas que, embora desconhecesse, faziam e davam todo o sentido ao momento e ao que era orientado pela Tatiana - a professora.

 

Assim que comecei a dançar entrei em contacto comigo mesma. Não vos consigo explicar bem como, nem porquê, mas a verdade é que após alguns anos de ausência de movimentos tão coordenados como os que qualquer dança acaba por exigir, recomeçar a mover-me ao som de vários tipos de sons que me preencheram, comoveram e que automaticamente me fizeram sorrir e emergir em mim mesma, fez-me sentir em paz. Estava, cada vez mais tranquila, em movimento, entregue ao momento, e sim, em paz.

 

 

Há algum tempo que ansiava por esta sensação, e é tão óbvio (para mim) que a tivesse encontrado ao ritmo de uma dança.

A dança sempre fez parte da minha vida, e a verdade, é que esta, não foi, não era, qualquer tipo de dança.

Fui experimentar uma aula de dança para grávidas guiada pela Tatiana do Embalaiê - centro de desenvolvimento infantil pela dança - e saí de lá, praticamente como se tivesse terminado uma sessão de meditação. Como se tivesse entrado completamente em contacto com o que de mais puro sou, e essa sensação tivesse florescido e albergado todo o meu corpo e alma, e me tivesse impulsionado para uma sensação de leveza, tranquilidade e felicidade. 

 

No final de uma dura semana de trabalho, imaginam o quanto esta aula me soube bem?

 

Várias vezes me veio ao pensamento que, se já estava a ser tão bom e eu nem estava grávida, então se estivesse, teria entrado em êxtase com tudo o que dança guiada pela Tatiana promoveu e me fez sentir de bom.

Tive pena de não ter encontrado estas aulas durante a minha gravidez, pois não tenho a menor dúvida do beneficio que teriam para mim, para a Madalena e para mim e para a Madalena. 

 

Fizemos questão que a experimentasse, pois só assim poderia sentir os seus efeitos e transmitir-vos da melhor forma possível uma experiência na primeira pessoa.

Espero sinceramente que mais mulheres, bebés e grávidas possam sentir os seus efeitos, pois não tenho a menor dúvida do beneficio que estas aulas têm e terão para qualquer um que as experimente, a curto, médio e longo prazo.

 

Gostavam de experimentar? 

Já ouviu falar… Mas sabe o que é ter uma depressão?*

Falamos imensas vezes na palavra depressão. Criámos – enquanto sociedade - uma conotação negativa e pejorativa desta palavra. Dizemos a palavra depressão e ouvimos os respetivos feedbacks:

 

- Coitadinho(a)!

- Sempre achei que era uma pessoa frágil!

- Como é possível, parecia tão forte e saudável!

- Agora tem de ir para o hospital dos malucos?!

 

Todas estas expressões têm algo em comum, a falta de informação. Muitos de nós desconhecemos o que é realmente a depressão. A depressão é uma doença que afeta mais de 350 milhões de pessoas no mundo. 

 

Partilho convosco a forma que mais utilizo para explicar às pessoas com quem trabalho o que é a depressão. Espero que gostem do vídeo: I had a black dog! (Eu tinha um cão preto!) Vídeo criado e publicado pela OMS – Organização Mundial de Saúde.

 

 

*Publicação sugerida por Isabel Sofia Pires (Terapeuta Familiar) 

Os pais como mediadores.

Como eu já calculava, este texto do nosso querido amigo José Mendes, foi um sucesso! 

 

Como tal, hoje, trago-vos a continuação da sua reflexão. Curiosos?

 

 

Na sequência da anterior sugestão, em que lembrávamos que os pais podem olhar para os filhos como um serviço à sociedade, e não como uma propriedade exclusiva, vamos dilatar mais essa perspectiva.

 

Todos nós integramos um colectivo, que é o meio onde vivemos. Este presta-nos determinados serviços e nós fazemos o mesmo. Sempre existiu uma grande interdependência. O que implica uma responsabilidade mútua que, no caso da gravidez, tende a ser esquecida, tanto pelos pais, como pela sociedade. Geralmente, olhamos com simpatia para uma grávida, mas quando estão em causa questões laborais, o mais comum é pensarmos na vertente financeira, relegando as condições do desenvolvimento da criança para outro plano.

Porém, todos somos afectados por essas decisões. Os pais devem ser encarados como mediadores e responsabilizados pela sua actuação, tanto na vertente física como psicológica. O todo social deve proporcionar-lhe os meios adequados a um correcto desenvolvimento, mas isso não pode ser encarado como uma obrigação sem retorno. Esta atitude, por vezes displicente, por parte dos pais, tem implicações que importa aprofundar. Desde logo, poderá querer dizer que as nossas responsabilidades sociais são muito limitadas, pois os filhos são “nossos” e a maneira como os educamos só a nós diz respeito.

 

Esta visão antiquada da educação em geral e, em particular, da gravidez, gera uma sociedade defeituosa e reflecte-se no nosso progresso. Dá origem a seres mimados e ego centrados, que irão reproduzir essa perspectiva nas gerações futuras.

Muitas vezes, caímos na tentação de olhar para os nossos rebentos como se estes não crescessem. Mas crescem! São eles os futuros homens e mulheres que darão corpo a este país e a este mundo! Há que pôr os olhos neles não como futuros bebés ou crianças mas como seres, que devemos ajudar a aperfeiçoar tendo em vista a sua maturidade. Como tal, convém orientá-los desde cedo nessa óptica, em vez de os educar como seres cuja responsabilidade é muito limitada. Ao fazê-lo estaremos a condicionar-nos e prestar um serviço deficiente a todos nós.

A influência da personalidade na depressão perinatal: Autoestima e otimismo.

Continuo a percorrer alguma da bibliografia existente capaz de nos fazer entender de que forma é que a personalidade poderá influenciar o desenvolvimento da depressão no pré e no pós-parto. 

 

Assim sendo, até aqui já foram desenvolvidos os seguintes temas dentro da área em questão, e que podem consultar nos seguintes links:

 

 

 

Inerente ao presente tema, sabe-se que uma baixa autoestima foi apontada como tendo impacto no humor depressivo durante a gravidez, sendo a baixa autoestima e o baixo otimismo apresentados como fatores de risco significativos para o aparecimento de sintomatologia depressiva no pós-parto.

Mulheres com estas características, apresentam uma probabilidade 39 vezes superior de exibirem sintomas depressivos comparativamente a mulheres com autoestima elevada.

 

Outros autores, verificaram que mais do que estar associada ao desenvolvimento de depressão pós-parto, a baixa autoestima era um mediador entre a ocorrência de fatores de stress e a qualidade das relações íntimas primárias e o desenvolvimento de sintomas depressivos.

 

Por outro lado, o otimismo e a elevada autoestima estão associados a níveis menores de sintomatologia depressiva durante a gravidez e no puerpério (período que vai do nascimento até às 6 semanas após o parto), chegando até, a serem considerados como fatores "protetores" ao desenvolvimento de uma depressão pós-parto.

 

Fonte

O apoio da família é fundamental! - artigo publicado na plataforma Maria Capaz.

Mais um artigo publicado na plataforma Maria Capaz que poderão consultar aqui, ou ler de seguida. 

 

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Sim, é verdade! Em qualquer fase da nossa vida, ter uma família que nos apoie é fundamental! E por família identifico  @ companheir@, filh@, mãe, pai, sogr@, irmã,  ti@, o irmão, amig@, prim@ enfim, todos e/ou qualquer um, que nos sejam verdadeiramente significativos.

 

Contudo, após alguns anos de existência confesso que nunca senti tanto a necessidade de apoio, suporte, (verdadeira) compreensão, tolerância e afeto, como senti na fase do pós-parto, enquanto viajava pelo mundo da recém-maternidade.  O turbilhão de emoções que nos envolve a cada novo dia que passa, as múltiplas adaptações que o nosso corpo comporta diariamente, e toda a interpretação e integração das mais variadas experiências e memórias que nos vão surgindo enquanto vamos construindo lenta e intensamente o nosso papel de mãe, não só justifica como consolida em simultâneo a necessidade de apoio por parte da família neste momento da nossa vida.

 

Precisamos de espaço, mas também precisamos de quem compreenda quando queremos um abraço. Precisamos de tempo, mas também precisamos de quem saiba identificar o adequado momento. Precisamos de ajuda para cuidar, mas também precisamos de quem não nos deite abaixo. Precisamos de quem limpe, organize, escute, observe, não julgue e compreenda que nem sempre vamos estar prontas para sorrir, ouvir, falar, ser ou simplesmente, estar.

Pensem que é das hormonas, das dores, das adaptações, das noites sem dormir, do cansaço, da confusão ou da desorganização psicoafetiva que para aqui vai. Pensem o que quiserem.

Pensem que antes dávamos tudo e que hoje dispomos de pouco ou quase nada para quem nos visita. Mas depois de acharem, pensarem, suporem, imaginarem, julgarem e refletirem, lembrem-se que diante de vós está a mulher de sempre. Ciclotímica ou não. Com um humor mais ou menos deprimido, está, por detrás deste cinzento véu que muitas vezes persiste em ficar, a mulher, filha, sobrinha, irmã, neta, prima, amiga e agora mãe, que precisa (talvez até, mais do que nunca) da vossa profunda reflexão sobre o conceito de apoio e compreensão, para concomitantemente tornarem o mais confortável possível, esta estreita fase que nos alberga, e por vezes, nos cega.

 

Se este tipo de apoio é comummente praticado? Talvez não, talvez sim. Mas já há muito que este fator é altamente estudado pelos conhecedores destas matérias, e quer aceitem, contestem, duvidem e/ou acreditem, a verdade é que o apoio da família nesta fase é fundamental!

E no fim – ou mesmo no início e durante a viagem – quando existe e persiste, faz frente, e teima solidamente com as suas emoções, atenuando, ou até mesmo prevenindo o desenvolvimento de perturbações como o Baby Blues e a Depressão Pós-Parto, transformando as típicas alterações que caracterizam a tão peculiar fase do início do pós-parto, em pequenas crostas emocionais, que pela sua desenvoltura cairão, deixando uma subtil, ou mesmo nula marca.

 

 

 Espero que tenham gostado, e que acima de tudo, vos faça refletir.