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Mulher, Filha & Mãe.

Sensibilizar (para) e apoiar (na) ansiedade e depressão na gravidez e no pós-parto

Mulher, Filha & Mãe.

Sensibilizar (para) e apoiar (na) ansiedade e depressão na gravidez e no pós-parto

Pumpkin: Uma nova parceria com o Projeto Mulher, Filha & Mãe!

Acredito que muitos de vós conheçam a Pumpkin, especialmente enquanto agenda de apoio para conhecermos as atividades que decorrem durante o ano para as nossas crianças, para nós e para a família. 

 

A Pumpkin vai mudar a sua imagem brevemente, e irá alargar a sua área de abrangência em termos de conteúdos. E assim sendo, fez sentido à respetiva equipa integrar conteúdos como os que são abordados no Projeto Mulher, Filha & Mãe. E assim sendo, o convite lançado por eles foi de imediato aceite por mim! 

 

 

Acredito que será mais uma forma de levar estas temáticas mais além. A mais casas, a mais famílias, a mais casais e a mais mulheres que passem, que poderão vir a passar e/ou que já tenham passado por situações como as que aqui identificamos tantas vezes. 

 

Vamos escrever sobre isto. Temos de falar sobre isto. Há que agir sobre isto. Portanto, vou continuar a caminhar por aqui! 

 

E desse lado, quem me acompanha?

 

Se vos fizer sentido, contactem-me! Vamos articular conhecimentos, ideias, intencionalidades e áreas de intervenção dentro da saúde mental perinatal e vamos agir sobre os problemas que carecem de tanta intervenção! 

 

Contactem-me! 

blog@mulherfilhamae.pt

Adoro o meu filho, mas estou sempre tão zangada e irritada!

Acabaste de ser mãe. 

 

Ninguém duvida do amor que sentes pelo teu filho, especialmente tu. Mas a verdade é que te sentes sempre tão zangada e irritada. Por vezes, capaz de berrar com o teu bebé. Não só és capaz como já gritaste com o teu bebé. Várias vezes.

E cada vez que gritas, e te zangas, mais zangada e irritada ficas.

E cada vez que gritas, mais te questionas sobre porque o fazes. 

E cada vez que gritas, mais te culpas. Mais culpada te sentes. 

 

É como uma bola de neve. 

E essa bola de zanga e irritação está a crescer.

E quanto mais cresce, mais desorientada ficas. 

E quanto mais cresce, mais dúvidas tens. 

E quanto mais cresce, mais confusa te sentes. 

 

E aí, sentes que não sabes o que fazer. 

Falas com o teu marido? Com a tua mãe? Com a tua melhor amiga? 

Será que alguém me vai compreender? - questionas. 

Tens um filho saudável, amoroso. E estás zangada. 

E quanto mais olhas para ele, mais zangada ficas. 

E quanto mais olhas para ti, mais irritada te sentes. 

E quanto mais irritada te sentes, mais culpa absorves. 

 

Não sabes se isto vai ter fim. Questionas a opção de ter sido mãe. Mas por outro lado, foi o que sempre quiseste. Ou então, será que querias mesmo? - questionas. 

 

As perguntas aumentam e as respostas não aparecem. 

E continuas sem saber com quem falar. 

 

E quantas mais dúvidas tens, mais irritada ficas. 

E quantas mais respostas se ausentam, mais zangadas te sentes. 

 

Mas será que isto vai parar? 

Serei boa mãe? 

Serei a mãe que o meu filho precisa? 

Tenho medo de ficar sozinha com ele. 

Mas não era suposto eu ser capaz? 

Pensas.

 

E quanto mais te observas, mais culpa sentes. 

E quanto mais culpa sentes, mais zangada e irritada ficas. 

 

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Mas lembra-te - agora digo-te eu - que essa zanga e irritação poderão ser naturais nesta fase. Ou então, poderão estar a perturbar-te demais, e se assim for, pedir ajuda é mesmo o melhor remédio. Porque por mais pequena que possa parecer, é sempre melhor do que nenhuma ajuda ter. 

 

 

Texto baseado nesta notícia

Projeto Mulher, Filha & Mãe: Já viram as novidades no site?

Especialmente desde que recomecei de forma mais estruturada as atividades do Projeto Mulher, Filha & Mãe, várias foram as oportunidades de desenvolvimento do projeto. Alguns destes momentos foram destacados também aqui no blogue, mas no site já podem consultar de forma mais aprofundada e organizada as novidades sobre os projeto referentes aos últimos meses. 

 

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Lembrem-se que se vos fizer sentido, ou se conhecerem alguém que poderá beneficiar da implementação do Projeto Mulher, Filha & Mãe, não hesitem em entrar em contacto comigo através do seguinte email:

 

blog@mulherfilhamae.pt

"Presenciei na minha filha a angústia e a ansiedade dos primeiros dias do pós-parto"

Há pouco tempo enviei um email com uma mensagem que já andava há muito para partilhar com as mulheres e respetivas famílias que têm partilhado pedaços das suas histórias aqui no blogue, nas Histórias que dão a cara por esta causa e em outros momentos. 

 

Recebi respostas inesperadas, que não pude deixar de comentar e de trazer, com a respetiva autorização, de novo para este espaço. Especialmente por considerar que podem ser fontes valiosas de partilhas que a terceiros muito podem/poderão ajudar.

 

A resposta da Maria Leonor foi uma das respostas inesperadas que vos falo.

Já tinha partilhado connosco uma história que viveu enquanto cunhada, na década de 80. E hoje, partilha connosco uma história que viveu enquanto avó, há relativamente pouco tempo e que toca essencialmente na temática do baby blues e da depressão pós-parto.  

 

Partilhem também as vossas histórias! Façam como a Maria Leonor, que enquanto avó, também tem uma voz, também tem a sua visão, e também tem o seu lugar de quem apoia, e de quem precisa de ser apoiado enquanto vivência este tipo de realidade. 

 

blog@mulherfilhamae.pt

 

"Olá Ana

 

Da ultima vez que lhe escrevi contei a historia de um familiar com realidade de depressão pós parto.

 

Entretanto já fui avó de um lindo menino que nasceu em Agosto de 2016, e presenciei ao longo dos dias na minha própria filha a angustia e a ansiedade dos primeiros dias, até porque o bebe nasceu prematuro e os cuidados foram maiores, no entanto houve dias em que senti que a mãe (minha filha) se encontrava na fase dos baby blues acho que é assim que se diz.

 

Mas estes baby blues não são mais do que o começo das depressões, no entanto talvez com a sua formação em enfermeira teve o discernimento para ela própria evitar que a depressão se instalasse, também conversamos e manteve conversas com as amigas recém mamas, e acho que toda a ajuda pela positiva é necessária nestes primeiros dias, não julgar, não interferir, não baralhar, não dar palpites, e estar presente com energias positivas é primordial para que a recente mãe se sinta calma e sem stress.

 

Mas é imperioso que se fale neste assunto, porque o mesmo é muito abafado, porque se espera demasiado de uma recente mãe, porque está gorda, porque o bebe não mama, porque tem que sair e fazer a vida normal, porque mil e uma coisas e nada disso é real, a realidade são as 24 horas em que dedica toda a energia a um ser recém chegado, que não conhece e que não nos conhece, que chora e não sabemos porquê, que implora atenção, que depende totalmente de nós.

 

Não devíamos exigir tanto de uma recém mãe.

 

Muito obrigada pelo trabalho que tem feito, qualquer ajuda não hesite em pedir.

 

Beijinhos."

"Tanto ouvi falar em depressão pós-parto mas parecia-me algo difícil de acontecer"

É sempre um alívio e uma alegria para mim quando recebo um email de alguém que dedica algum do seu tempo a refletir sobre temas como a depressão pós-parto. 

Seja a partilhar a sua história, seja a partilhar a sua opinião, a vivência de alguém próximo ou a colocar uma dúvida, o que for. Saber que este assunto é abordado por mais pessoas, e fazer parte desse estímulo, faz parte do meu objetivo!

 

Foi o que aconteceu com a Sandra, que há poucos dias me enviou um email sobre o que sabia sobre depressão pós-parto. A mesma foi mãe há relativamente pouco tempo, não desenvolveu uma depressão pós-parto, mas a verdade, é que tem uma opinião muito bem definida sobre o assunto. 

 

Enviem-me também vocês a vossa opinião. O que é que sabem sobre depressão pós-parto? 

Já alguma vez refletiram sobre o tema? O que diriam num texto (numa frase ou imagem) sobre o assunto? 

blog@mulherfilhamae.pt

 

 

Movimento: O que é que tu sabes sobre Depressão pós-parto?

 

Boa tarde,

 

Obrigado pelo incentivo de falar / escrever sobre este assunto.

 

Acredito que no final sentir-me-ei mais "leve".

 

Fui mãe pela primeira vez, à cerca de um ano.

Foi uma gravidez muito desejada mas demorou um pouco à acontecer. Felizmente quando íamos iniciar as consultas de fertilidade, descobrimos a gravidez.

Que felicidade e que medo de algo menos bom.

Felizmente a gravidez correu sem problemas mas no fundo não estava preparada para toda a mudança que estava prestes a acontecer.

Quando dei por mim, estava no hospital com a minha M prestes a nascer. Que misto de sentimentos... Não estava preparada para tamanha mudança.

Assim que a vi pela primeira vez fiquei muito feliz mas não senti o tão falado "amor à primeira vista".

Passei a primeira noite acordada a olhar para ela e a tentar juntar a parte racional à parte sentimental. Tinha ali um ser tão indefeso, que dependia de mim e eu não sabia se iria ser capaz de cuidar dela e de a proteger.

Foi este o sentimento de partida para o turbilhão de sentimentos que aí vinha...

A insistência por parte dos profissionais de saúde e por todos aqueles que me rodeavam na amamentação que teimava em não correr bem. A menina que passava grande parte do dia a chorar e eu como mãe devia acalmar mas não conseguia, dias a fio sem poder dormir 2h seguidas.... Enfim, era ela a chorar por um lado e eu por outro... Tive a sorte de contactar com duas enfermeiras fantásticas (a do centro de saúde a do curso pós-parto) que me ajudaram a acalmar e a perceber que precisava de falar, expor sentimentos, pedir ajuda e acima de tudo a acreditar que era capaz.

 

E felizmente não "caí" na depressão pós parto mas não desfrutei das primeiras semanas de vida da minha tão desejada e amada filha.

 

Tanto ouvi falar na depressão pós parto no curso de preparação para o parto mas parecia-me algo difícil de acontecer mas, na realidade, é tão simples. A confusão hormonal que temos, por vezes, até parece que nos "empurra" para o abismo.

A própria sociedade que responsabiliza a mulher / mãe por cuidar dos filhos, esquecendo-se do incentivo à mulher para cuidar de si.

Os defensores da amamentação que querem a todo o custo que esta seja por muito tempo e em exclusivo. (Atenção que eu concordo com a amamentação mas acho que neste momento já não é um incentivo mas sim pressão).

 

O marido/pai tem um papel tão importante. Felizmente o meu foi espetacular. A ele um muito obrigado não só pela ajuda nas rotinas mas acima de tudo pelo apoio moral/sentimental.

 

 

A depressão pós parto é algo tão pessoal mas precisa de ser falado sem ser criticado. Os cursos pós parto têm um papel tão importante. Permite-nos contactar com outras mulheres que vivem a mesma realidade e deixamo-nos de sentir tão "sós".

 

O texto (minha história) já vai longa.

 

Parabéns pelo incentivo à discussão sobre este "tabu".

Amiga, estarei sempre aqui!

E não tenhas dúvidas. 

 

Ainda me recordo das conversas em que o tempo passava a voar. Em que divagávamos sem limites, sempre fixadas na esperança de que um para sempre assim estaria ali subjacente. 

Ainda me recordo daquelas músicas que nos faziam divagar em silêncio. Que penetravam diretamente no nosso âmago, e que nos faziam sonhar e imaginar como estaríamos dali para a frente, sempre juntas. 

 

As gargalhadas nas madrugadas após uma noite de loucura e as ressacas nesse mesmo dia. Ressacas de, acima de tudo, noites, momentos, paixões, vivências, que sabíamos (lá bem no fundo) que cada vez seriam menos frequentes. 

 

E aquela noite em que fui bater à tua porta às tantas da madrugada? Não. Não estava, de todo, numa boa fase. E tu, acolheste-me, como sempre. 

E aquela tarde me que te liguei desesperada? Não sabia o que fazer. E tu, orientaste-me. 

E naquela manhã em que apareci de surpresa para tomarmos o pequeno-almoço em conjunto? No fundo, apetecia-me falar contigo. Saber a tua opinião. E tu captaste-me, mesmo sem o assumires. Mesmo sem o assumir. Contornaste o assunto e foste direta ao cerne da questão. Apanhaste-me no meu próprio enredo, e confrontaste-me com o que precisava de ouvir, mas que não me apetecia nada. Apeteceu-me gritar-te naquele momento, mas eu sabia que tinhas razão. Lês-me tão bem! Sempre foi assim.

E quando aconteceu o mesmo contigo? O teu mau-feitio não te permitiu assumir o momento em que te captei, e viraste-me as costas. Ficámos um tempo assim, mas o que nos unia era, sem dúvida, mais forte. 

 

Primeiro a escola, depois a faculdade, e entretanto, entrou mais alguém para o nosso mundo. Percebi cedo que era o tal. 

Foi difícil dividir-te de inicio, mas a vida é mesmo assim. Rápido me apercebi o quão difícil também foi para ti dividires-me, quando fui eu que encontrei o tal

 

O tempo passa. Continuamos unidas, mas menos tempo juntas. O tempo voa cada vez mais depressa quando nos vemos. Aquele abraço apertado que trocamos, o carinho que se mantém e a forma como tentamos aproveitar cada segundo de conversa a sós, e a quatro. O nosso ritmo de vida é frenético. Isso sempre foi algo que tivemos em comum, e que se mantém. O tempo voa quando estamos juntas, e voa quando estamos sós.

E de repente surge a notícia... oh meu deus, vais ser mãe! Vou ser tia... 

 

Incrível como o tempo passa! Incrível! Só me consigo lembrar daqueles momentos em que divagávamos, questionando - e quando formos mães? - E agora, chegou o momento! 

 

Para mim ainda é cedo, mas eu sabia que esse caminho chegaria cedo para ti! Sempre foi o teu maior desejo! 

Lembraste do que perspetivávamos jovens para este momento? É tal como tu o imaginaste? 

 

É maravilhoso ver-te assim. Radiante, feliz. A gravidez vai passando, e mesmo apesar dos enjoos e de todas as alterações que vão ocorrendo dia após dia, estás verdadeiramente linda! 

 

O tempo de gestação está quase a terminar e rapidamente teremos a nossa menina junto de nós. Já não seremos só duas a passar uma tarde a falar sobre a vida, mas teremos mais uma miúda para integrar! Não tenho grande experiência com bebés, mas quero estar aqui para te ajudar em tudo o que precisares. É tão bom ver-te assim, feliz! 

 

A pequena já está cá fora, linda, saudável...é um doce! E vocês, os pais mais babados do mundo. 

Combinamos ver-nos depois da saída da maternidade, mas não dizes nada. Estranho. Ligo, e não atendes.

Ligas depois, dizes-me que está tudo bem mas que estás cansada. Combinamos para outro dia, e mantemo-nos semana após semana assim. 

 

Decido ir bater-te à porta com uma caixa de sushi e um bolo de chocolate, tal como tu adoras! 

Assim que te olho, há qualquer coisa estranha. Não trazes mais aquele brilho no olhar. Dizes-me vezes sem conta que estás cansada e não provas o que te trouxe para comer. Praticamente não me deixas ver a nossa princesa. Estava a dormir e não queres acordá-la. Compreendo. 

 

Sinto que provávelmente vim em má altura e opto por sair após um forte abraço, que não resisto em oferecer-te. Devolves-me o abraço de forma amena, e eu olho para ti. Afirmo que estarei sempre aqui para o que precisares. Sorris (pouco) e agradeces.

 

Não consigo parar de pensar nesse momento estranho. Comento com a minha família, comento com a tua família, e parece-me que não sou a única a achar que algo não está bem. Tento voltar a ver-te mas ofereces sempre alguma resistência. Ofereço-me para ficar com a nossa princesa, mas tu não deixas. Ofereço-me para te fazer o almoço, mas tu não queres. Dizes-me que tens muito tempo para isso. Ofereço-me para ir contigo passear pela hora de almoço e após a sesta da nossa princesa, mas tu resistes.

 

Passa-se alguma coisa. E eu não compreendo o quê.

 

 

 

Estás há quatro meses consecutivos assim, e eu sem saber como chegar até ti. Não penso em desistir, mas de que forma faz sentido continuar? Depois de todos estes anos... Depois de tudo o que passámos juntas...Honestamente, não compreendo! Porque não falas comigo?

 

Resolvo encontrar-te "de surpresa". Sei que costumas ir ao mercado no Domingo de manhã. Mas curiosamente, hoje, não estavas por lá. Vou até tua casa e encontro-te deitada pelas 13h00, sem vontade para fazer nada. Dizes-me que a nossa princesa teve uma má noite. Sento-me perto de ti e penso que desde que foste mãe, nunca me falaste sobre ti, sobre o que sentes, como estás. Estás sempre "bem". Será?

Confronto-te. Fico na expectativa de ver ressurgir o teu mau-feitio, como outrora. Mas não. Ao revés, dizes-me num tom de voz baixinho, sem me encarares: Tenho uma depressão pós-parto.

 

Engulo em seco, olho para baixo e sinto-me completamente sem jeito, envergonhada. Sinto que nada compreendi durante os últimos meses. Sinto que não estive por aqui. Como é que isto me passou ao lado? 

 

Grita em mim uma vontade de te abraçar, de te abanar, de te fazer ver o mundo tal como quando divagávamos em conjunto, sem limites, há muitos anos atrás. Dá-me vontade de estar frequentemente por perto. De te ajudar. Mesmo sem saber como. Dá-me vontade de te olhar, de te mostrar que te estou a ver, e de te afirmar, bem perto de ti, que estarei sempre aqui. Para sempre assim

Agora tudo faz mais sentido, mas mantém-se a dúvida: como é que será confortável para ti o "estarei sempre aqui"?

 

De qualquer uma das formas, tendo conhecimento do que partilhas, floresce em mim uma acalmia, respiro fundo e penso: vou tentar expressá-lo um dia de cada vez. 

Projeto Mulher, Filha & Mãe: Parceria com o Centro de Atividades Árvore dos Bebés.

Já anunciei no blogue alguns workshops em parceria com o Centro de Atividades para Grávidas, Bebés e Crianças - Árvore dos Bebés, mas a verdade é que ainda não tinha aqui anunciado a nossa grande parceria. 

 

Assim que me apercebi da sua existência e do tipo de atividades que desenvolvia, senti que tinha que contactar a equipa do centro!

Rapidamente obtive resposta, e após um encontro pessoal senti uma grande abertura para poder desenvolver o Projeto Mulher, Filha & Mãe

 

Quem me respondeu foi a Carolina! 

Uma colega de profissão, muito entusiasta pela área da saúde infantil, com uma larga experiência e conhecimentos na área, que se identificou de imediato com a necessidade de se desenvolverem mais projetos com foco na saúde mental perinatal. Decidiu que queria apostar em algo diferente, e assim avançou para o projeto - Árvore dos Bebés. Após alguns encontros desafiei-a a responder a algumas questões para o blogue para a ficarem a conhecer melhor. 

 

Carolina, o que é que a Árvore dos bebés trouxe de mais positivo para a tua vida?

A Árvore dos Bebés trouxe-me autorrealização. Depois de vários anos a trabalhar sob as “ordens” de outros, a possibilidade de construir algo meu e que posso partilhar com os outros segundo as minhas perspetivas deixa-me muito feliz. A concretização deste projeto trouxe-me também tempo de qualidade para estar com a minha filha e vê-la crescer, ao mesmo tempo que me possibilita oferecer-lhe diversas atividades que contribuem para o seu desenvolvimento psicomotor e espiritual, para que esteja em harmonia consigo e com o mundo.

 

E o que achas que traz de mais positivo à vida das pessoas que frequentam a Árvore dos Bebés?

Penso que a Árvore dos Bebés, em conjunto com o Páteo Orgânico, trouxe às pessoas um cantinho mágico no Bairro do Infantado. Ao entrarmos na Árvore dos Bebés/Páteo Orgânico sentem-se boas energias, paz, tranquilidade. No fundo uma geral sensação de bem-estar. Num mundo de stress e preocupações, o facto de termos um conceito muito próprio direcionado para as grávidas, bebés, crianças e famílias, faz com que as pessoas queiram partilhar a sua vida connosco, seja tomando um chazinho e comendo uma refeição biológica e vegetariana ligeira, seja participando ativamente nas nossas atividades, as quais promovem o bom desenvolvimento infantil e o bem-estar da população em geral, seja a titulo individual, como em família.



Para além de coordenadora da Árvore dos bebés, também acumulas funções de enfermagem, sendo especialista em saúde infantil e pediatria. Tendo em conta a larga experiência profissional que tens, e a recente experiência materna, consideras que a Mãe e Enfermeira Carolina é hoje diferente, da Enfermeira Carolina, antes de ser mãe? Se sim, em quê?

Penso que sim, embora não muito. Enquanto Enfermeira, Especialista ou não, sempre tive uma grande preocupação com o bem-estar do bebé, o que implica o bem-estar de todo o agregado familiar. A chegada da minha filha despoletou o meu lado mais maternal no sentido de que, não só os bebés e crianças doentes precisam do amor dos pais, mas também as crianças ditas saudáveis. Faz falta amarmos os nossos filhos, brincarmos com eles, vê-los crescer, amparar-lhes algumas quedas ou ajudá-los a superar obstáculos. Faz falta estarmos ATENTOS e PARTICIPARMOS na vida deles. Claro que a experiência enquanto Enfermeira me possibilita estar desperta para determinadas questões relacionadas com o desenvolvimento infantil, sendo isso uma mais valia para o desempenho da minha profissão, mas essencialmente, para ser MÃE.



No site da Árvore dos Bebés, referes que o projeto surgiu numa "noite de insónias" quando estavas grávida de 16 semanas. Hoje, quase um ano depois da elaboração desse sonho, e poucos meses depois da sua concretização, qual o balanço que fazes do projeto?

Não posso negar que nunca pensei que o trabalho e as preocupações fossem tantas quando, nessa noite de insónias, decidi que queria mudar a minha vida e chegar ao coração de mais famílias. Se no inicio a ideia era ter mais tempo para a minha filha, na verdade, isso tem sido possível. Mas para isso acontecer e para dar resposta às muitas solicitações diárias, há outras questões que se levantam: sou humana e o dia não tem mais de 24 horas…sendo que pelo menos 8 deveriam de ser para dormir. Mas não sou rapariga para me queixar, muito menos para desistir. E o que faço, faço com muito prazer porque sei que estamos a contribuir para que a vida das pessoas, dos bebés e das crianças seja melhor. Todos os feedbacks que recebo são lufadas de ar fresco, e amanhã é outro dia, em que vou ver a minha filha a sorrir ao acordar, em que vou ter Mamãs a agradecer pelas aulas, em que vou ter Amigos a dizer que tivemos uma ideia fantástica. Por isso o balanço é mais que positivo…é para continuar a fazer mais e melhor! Quando semeamos amor, vemos crescer felicidade em todas as direções. É esse o nosso Caminho.

 

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A Carolina e a Filha no Pateo Orgânico - um café à base de produtos biológicos e vegetarianos, com uma excelente energia e que está agregado ao centro.

 

Ficaram com curiosidade de as visitar?

Aproveitem os workshops que desenvolvemos em parceria! 

Datas anunciadas no facebook do blogue e da Árvore dos bebés

 

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Apresentei de um poster científico sobre o Projeto Mulher, Filha & Mãe!

Foi hoje, num encontro da FNERDM - Federação Nacional de Entidades de Reabilitação de Doentes Mentais onde o foco de abordagem e reflexão se situava no presente e no futuro da saúde mental comunitária. 

 

Como podem ver no cartaz, foi um evento que contou com um forte painel de palestrantes, e com os quais muito aprendi! 

 

Para além do que aprendi, felizmente também me foi dada a oportunidade de partilhar dados relativos ao Projeto Mulher, Filha & Mãe. Infelizmente não houve tempo para questões, mas confesso que estava a aguardá-las com grande expectativa. 

Todas as criticas que ouvi relativamente ao projeto, desde a sua reflexão até aos dias de hoje, em muito têm contribuindo para o seu - e acima de tudo, para o meu - crescimento, e mesmo que por vezes discorde, a verdade é que hoje, sinto que foi mais um passo importante dado na direção da sensibilização da população para a área de saúde mental perinatal, assim como para a divulgação do projeto em si. 

 

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Eu a começar a apresentação (os nervos eram evidentes, mas felicidade por poder estar ali a partilhar sobre o tema, era ainda maior!)

 

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Não hesitem em contactar-me, quer para colocarem alguma sugestão, crítica, darem uma opinião, ou simplesmente para partilharem alguma questão que considerem ser relevante relativamente ao projeto. 

Muitos de vós já o fizeram, e todos os dias conto, e espero, que muitos mais o continuem a fazer! 

 

Para mais informações sobre o projeto:

www.projetomulherfilhaemae.pt

 

Para me contactarem:

blog@mulherfilhamae.pt

Relato Prático sobre o Projeto Mulher, Filha & Mãe: Quando, Onde e Como?

É com grande felicidade e entusiasmo que partilho convosco que pela primeira vez irei apresentar os resultados do Projeto Mulher, Filha & Mãe num encontro de cariz científico. 

 

A apresentação decorrerá sob a forma de comunicação oral no dia 26 de Novembro (Sábado) nas II Jornadas de Saúde Solidária dinamizadas pela Associação VoxLisboa. Uma associação que prima pelo desenvolvimento de trabalho voluntário na área da saúde e que em muito tem contribuído para o desenvolvimento sustentável de atividades de acompanhamento e de promoção da saúde física, mental e social das pessoas em situação vulnerável.

 

Espero trazer-vos mais novidades sobre o projeto em breve! 

 

Podem consultar mais informação sobre a Associação VoxLisboa no site:

http://www.voxlisboa.pt/

 

Podem consultar mais sobre as II Jornadas de Saúde solidária no evento:

https://www.facebook.com/events/1658550267791721/

 

 

Uma imagem vale mais do que 1000 palavras!

 

Nos dias e semanas após o parto, ver uma mulher que mantém um olhar gélido, distante, desconectado com o momento que vive, coerente com um comportamento idêntico em relação a si e ao bebé, são sinais que vos devem fazer refletir sobre um consistente pedido de ajuda. 

 

Peçam ajuda. Informem-se. Pedir ajuda não faz de vocês a família que falhou!

 

#eupediajuda

 

blog@mulherfilhamae.pt