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Mulher, Filha & Mãe.

Sensibilizar (para) e apoiar (na) ansiedade e depressão na gravidez e no pós-parto

Mulher, Filha & Mãe.

Sensibilizar (para) e apoiar (na) ansiedade e depressão na gravidez e no pós-parto

A Depressão Pós-Parto vista pela lente de uma amiga.

A Ana, autora do blog Chic'Ana, resolveu aderir ao #movimentodepressãopósparto e enviou-nos a sua opinião sobre o tema. 

 

Mais uma perspectiva sobre a Depressão Pós-Parto, através da lente de alguém que embora não tenha passado por esta realidade na primeira pessoa, viveu-a enquanto amiga de alguém que vivenciou a dura realidade que é a Depressão Pós-Parto. 

 

Após a leitura do seu testemunho podemos verificar o quão importante é TODOS estarmos informados sobre o tema, pois tendo alguém próximo que passe por uma Depressão Pós-Parto, podemos mais facilmente compreender (mesmo que minimamente) a sua situação, e determinados comportamentos que da mesma derivam, evitar julgamentos erróneos, e acima de tudo, apoiar (verdadeiramente) a pessoa que padece desta patologia. Mesmo sabendo que este tipo de apoio será uma luta constante e que o 'Não', muitas vezes, será a palavra de ordem. 

 

É por isto também que qualquer um, seja (ou não), pai, mãe, familiar, amigo e/ou especialista no tema, é convidado a aderir ao #movimentodepressãopósparto enviando-me a sua resposta à seguinte pergunta:

 

o que é que tu sabes sobre dpp.jpg

blog@mulherfilhamae.pt

 

"Antes de mais muito obrigada pelo convite para expressar a minha opinião quanto a este assunto. De momento, apenas sou mulher e filha. Espero um dia mais tarde ter a felicidade de conhecer a palavra “mãe” sob outra perspectiva, com mais intensidade.

Relativamente à depressão pós-parto já ouvi falar imensas vezes e tenho uma amiga minha que também sofreu desta depressão. Foi algo que começou devagar, começou a afastar-se com a desculpa que o bebe lhe tirava todo o tempo disponível. É compreensível, principalmente nas primeiras semanas, mas as semanas iam passando e ela ia-se afastando cada vez mais. Não queria receber visitas, não queria telefonemas longos. Achámos toda a situação muito estranha e confrontámos os pais dela com este comportamento. Disseram-nos que estava a ser medicamente acompanhada e para não desistirmos de lutar pela recuperação dela. Assim foi, levámos muitos nãos, levámos respostas muito bruscas, mas não desistimos e felizmente hoje encontra-se bem.

Outra perspectiva que não podemos esquecer é a do pai, também os homens podem ser afectados por esta depressão, devido à falta de atenção que têm da esposa, por passarem de um momento para o outro para um segundo plano. Há muitos que sofrem em silêncio.

O que eu posso aconselhar, apesar de não ter vivenciado nada semelhante? Não encarem a depressão como uma fraqueza, apoiem-se na família e nos amigos para ultrapassarem mais uma provação que a vida coloca. É importante desabafar, pedir ajuda.."

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