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Mulher, Filha e Mãe

Sensibilizar (para) e apoiar (na) ansiedade e depressão na gravidez e no pós-parto

A influência da Personalidade na Depressão Perinatal: Dependência e autocrítica.

Nas últimas duas semanas já foram abordados os conceitos de personalidade, da influência da mesma no desenvolvimento da depressão perinatal por si só, e de que forma é que o temperamento e o caráter também poderão influenciar o mesmo desenvolvimento, de forma isolada

 

Tal como tenho vindo a referir, é muita a informação inerente à influência da personalidade no desenvolvimento da depressão pré e pós-parto, pelo que a divisão dos vários subtemas nesta rubrica de edição limitada, é necessária para que o máximo possa ser descrito da forma mais adequada, tornando também os artigos de consulta e leitura mais fácil. 

 

 

Em relação à dependência e à autocrítica, a investigação tem mostrado que as dimensões das mesmas influenciam o inicio e o curso da depressão pós-parto. 

 

As pessoas autocríticas têm sido descritas como altamente preocupadas com a autodefinição, controlo, perfeição, enquanto que os indivíduos dependentes são tipicamente preocupados com os medos de abandono e de perda.

Vários são os estudos que têm fornecido dados para a assunção de que a autocrítica está positiva e fortemente ligada à sintomatologia depressiva no pós-parto.

 

Relativamente à dependência, os níveis moderados da mesma, protegem a mulher contra sintomas depressivos no período do pós-parto, ao passo que níveis elevados e baixos de dependência estão associados a uma vulnerabilidade aumentada para a depressão.

Em particular, as mulheres com baixos níveis de dependência podem ser incapazes de procurar e de manter o suporte social e de se relacionarem com os seus bebés conduzindo a sintomas de inadequação e consequentemente, à depressão. Em contraste, altos níveis de dependência podem desencadear uma reação mal adaptativa mãe-bebé, que pode conduzir a medo de separação e a depressão.

Níveis moderados de dependência podem relfetir a capacidade de procurar e de manter o suporte social e de se relacionar com o bebé de forma adaptativa, protegendo assim a mulher dos sintomas depressivos.

 

 

Fonte