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Mulher, Filha & Mãe.

Sensibilizar (para) e apoiar (na) ansiedade e depressão na gravidez e no pós-parto

Mulher, Filha & Mãe.

Sensibilizar (para) e apoiar (na) ansiedade e depressão na gravidez e no pós-parto

Acessibilidade para quem anda com um carrinho de bebé: Onde é que ela está?

Antes de ser mãe, confesso que pouco tinha pensado sobre o assunto: "Acessibilidade em locais públicos para quem anda com um carrinho de bebé".

 

Agora que tenho vindo a experienciar na primeira pessoa a gestão das dificuldades de quem necessita de acessos adequados em locais públicos, e que muitas vezes são inexistentes, ou então existentes, mas como se faz por norma em Portugal - desenvolvidos pela técnica do desenrasca - observo e sinto, como é difícil de gerir no dia-a-dia a deslocação para e/ou nesses mesmos locais.

 

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Falo de restaurantes e outros locais públicos sem rampas de acesso (só degraus, e muitas vezes, mais altos do que o normal), de cafés sem espaço para parar um carrinho sem que alguém tenha de empurrar outro alguém para conseguir passar sem tropeçar no carrinho, de lojas onde não se consegue andar de carrinho pois o espaço entre corredores não o permite, de transportes públicos não adaptados para o transporte de carrinhos de bebé, de ruas cujas calçadas são tão desniveladas que mais parece que estou a subir e descer degraus a cada meio metro de movimento, de centros comerciais cujos elevadores devem ser prioritários para grávidas, deficientes, idosos e para quem anda com um carrinho de bebé e onde o respeito por esta prioridade é tão grande como o tamanho do cérebro de uma formiga, ou mesmo de parques de estacionamento onde existem 3 em 500 lugares, exclusivos para grávidas, idosos e pessoas com bebés de colo e onde nos restantes, mal se consegue abrir a porta para retirar a criança do carro sem se deixar moça no carro do lado... 

 

 

 

Desde que ando com a Madalena que questiono com frequência o sentido de prioridade de cada um, os conhecimentos de quem governa e/ou que gere a via e determinados locais públicos perante as necessidades de quem não se desloca (só) a si mesmo, e a existência de civismo no seu todo e na soma das suas partes por cada um e por todos em geral. E muito sinceramente, a poucas (mas bastante claras...) conclusões chego.

Basta-me descer as escadas e começar a andar para perceber que os passeios não estão adaptados, que os diversos estabelecimentos públicos não estão minimamente preparados (na sua grande maioria, perguntar: "Existe fraldário?",  é quase como perguntar se existe vida fora do planeta terra, pois alguns não sabem do que se trata, e outros dizem que não em jeito de "tipo, dah! Claro que não..."), sendo que de base penso que muitos não compreendem (ou até já se esqueceram - os que também são pais - ou fazem-se de esquecidos...) este tipo de dificuldades.

 

Quantas vezes já preferi determinados locais só porque tinham fraldário?

Quantas vezes já tive obrigatoriamente de optar por determinados restaurantes/cafés porque eram os únicos com espaço para estar sentada com o carrinho da Madalena por perto?

Quantas vezes já tive de andar o dobro do trajeto até conseguir encontrar uma rampa para conseguir subir para o local pretendido?

Quantas vezes tive de ficar à porta pois não conseguia entrar com o carrinho da Madalena?  

 

 

Portanto, se na probabilidade de um para um bilião, alguém que possa influenciar ou executar este tipo de adaptações esteja a ler este post, fica a saber a opinião de uma mãe que observa e sente este tipo de limitações com frequência, sobre como se podem melhorar algumas condições de forma a facilitar (um pouco) a sua vida e a de tantas outras mulheres e mães, se:

 

- Destinarem mais lugares a grávidas e pessoas com crianças de colo (Por norma são mais largos, o que nos permite abrir mais facilmente as portas para tirar os bebés, carrinhos e malas dos bebés. Sem contar com o facto de se situarem mais perto do local a que pretendemos aceder);

 

- Construírem/adaptarem os passeios para serem mais baixos e minimamente adequados para que, andar sobre os mesmos, seja mais vantajoso do que andar na estrada;

 

- Construírem mais rampas em locais de frequência comum como os supermercados, farmácias, bancos, etc..;

 

- Existirem mais elevadores em centros comerciais e/ou grandes superfícies comerciais, (e/ou maiores) para caberem mais carrinhos, e pessoas que deslocam esses carrinhos... (quantas vezes é que já estive longos períodos de tempo à espera porque quem podia andar de escadas rolantes optou por ir de elevador ocupando um espaço cuja prioridade é de quem realmente necessita?);

 

- Pensarem nos corredores de determinadas lojas um pouco mais largos para caber lá um carrinho e mais uma ou outra pessoa, de forma a fazer com que quem anda com bebés não seja inibido de entrar em determinados locais (a não ser que a inibição da sua entrada seja propositada...);

 

- Existirem cadeirinhas disponíveis nos restaurantes para sentar a criança.

 

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Como tenho a certeza que ainda existem muitos mais exemplos por aí, alguém quer dar uma ajudinha e acrescentar mais sugestões neste âmbito? 

 

Tenho a certeza que muitos de vós já sentiram limitações semelhantes! Não?

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