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Mulher, Filha & Mãe.

Sensibilizar (para) e apoiar (na) ansiedade e depressão na gravidez e no pós-parto

Mulher, Filha & Mãe.

Sensibilizar (para) e apoiar (na) ansiedade e depressão na gravidez e no pós-parto

Alimentação infantil: Querem saber o que aprendemos de novo?

Fomos Convidados para ir a um Workshop sobre a Importância da Alimentação nos primeiros 1000 dias de vida e... Adorámos!

 

 

 

Como sabem, sou completamente a favor de aprendermos sempre mais se tivermos oportunidade, sendo que no final, não há ninguém melhor para refletir e decidir, como os pais! 

E por aqui, assim foi.

 

Ouvimos a Nutricionista Helena Canário, a Pediatra Rute Neves, e no final, o Psicólogo Eduardo Sá, a falarem cada um, dentro da sua área, sobre o tema.

 

De tudo o que ouvimos, querem saber o que aprendemos de novo?

 

  • Os primeiros 1000 dias contemplam os 270 dias da Gestação + 365 dias do 1ºano + 365 dias do 2 ano. Contudo, esta "coisa" dos primeiros 1000 dias de vida serem fundamentais, embora iniciado em Portugal pela #Nestlé, não partiu, a nível internacional, de uma iniciativa da mesma. Existe uma organização Americana, que teve esta iniciativa, para começar a educar para a saúde, o mais cedo possível, tentando evitar assim a Obesidade infantil, e posteriormente, a adulta. [Se quiserem saber mais aqui está o site: http://www.thousanddays.org/]

 

  • Recentemente descobriu-se que afinal já não é só o genoma que conta nesta área da prevenção da doença quando falamos em obesidade! O Epigenoma também! E muito mais do que pensamos. É o epigenoma que vai ajustando, com o tempo, a ação dos nossos genes, fazendo com que uns possam ficar mais ativos do que outros. Se nos primeiros tempos de vida, tivermos maus hábitos alimentares, então o nosso epigenoma irá "programar" as nossas células para este mau hábito, fazendo com que, para o resto da nossa vida, tenhamos tendencialmente, esse hábito. Mesmo que tentemos a mudança, muito provavelmente, iremos cair no mesmo erro... E pior? Está provado que o nosso epigenoma passa para as células reprodutoras dos nossos filhos, pelo que, estes nossos "hábitos" irão passar para os nossos filhos e consequentemente, netos. Daí que seja fundamental começar a educar para a saúde logo desde cedo, seja a futuros ou a presentes Pais, e não só, ou principalmente, a adultos, por si só;

 

  • Quanto maior o teor de proteína na alimentação infantil até aos 2 anos, maior a probabilidade das nossas crianças serem obesas um dia mais tarde. E aqui, incluí-se não só os alimentos sólidos, como as fórmulas também (suplementos). Daí que seja importante o controlo da proteína na alimentação infantil, sendo que, nos suplementos o teor de proteína legislado encontra-se adequado dentro do 1.8g/100kcal.

 

  • Para fundamentar esta questão da influência da proteína na alimentação infantil, fez-se um estudo há alguns anos, onde se seguiram algumas crianças desde o seu nascimento até aos 6 anos de idade. E Sabem o que se concluiu? Que independentemente da alimentação que posteriormente as mesmas tinham, aquelas que consumiam mais proteína na infância, nomeadamente, nos primeiros 1000 dias de vida, tinham mais excesso de peso, após esse mesmo período.

 

  • A Proteína do leite de vaca é mais prejudicial do que a da Carne ou do Peixe;

 

  • O Leite em pó, é mais saudável do que os restantes para dar às crianças, até ao primeiro ano de vida (pelo menos). Como ainda não vem diluído, as concentrações de aditivos também são muito menores.

 

É verdade que falámos de muitas outras questões, mas o tempo escassa, e o espaço para escrever, também. Daí que tenha selecionado a informação que considerei mais pertinente, para quem se quiser informar um pouco mais sobre a temática, ter agora, também a oportunidade para o fazer. 

 

No entanto, gostava de fazer uma pequena ressalva.

Não é só de hoje, mas sem dúvida que esta questão da Obesidade infantil é um problema preocupante, pois:

 

Crianças Obesas = Adultos Obesos = Adultos com mais doenças crónicas = Maior morbilidade = Menor qualidade de vida = Maior despesa para o Estado = Pagamento de mais impostos por parte de todos! [Etc.]

 

E é óbvio que nem tudo se resume a despesa, mas de certa forma evidenciei este esquema, especialmente, para sensibilizar para o facto de que a obesidade infantil é um problema de todos! E não só, dos pais que dão a comida, ou dos filhos que optam por comer alimentos menos saudáveis constantemente. 

Sem dúvida alguma, que é mais uma questão de mentalidades. 

 

Engraçado como somos um país abrangente pela tal dieta mediterrânica, e com uma das maiores percentagens de obesidade infantil a nível europeu [Cerca de 33%], assim como todos os outros Países que são abrangidos pela mesma. 

E se sabemos que esta é das dietas mais saudáveis, então o que falha? Será a quantidade? A má gestão da alimentação por parte de uma sociedade no seu coletivo e individual, simultaneamente?

 

Para terminar, e não vos massacrar mais, no final do workshop, e através do discurso de um profissional que fiquei, sinceramente a admirar pela sua cultura e sensatez no que toca  ao conhecimento e experiência inerente à maternidade [Psicólogo Eduardo Sá], colocou-se, de entre tantas, uma questão bastante pertinente, com a qual coloco um ponto final, parágrafo, neste post:

 

"Não estará esta sociedade, através da pressão que coloca sobre a mulher antes, durante e após o período gestacional (seja pela questão da amamentação, da alimentação através do suplemento, da pressão por parte da família em inúmeros aspetos durante a gravidez e no cuidado ao recém-nascido, etc.), a contribuir larga e fortemente, para uma condição tão comum desde sempre, mas que só agora começa a ter maior visibilidade: A Depressão pós-parto?"

 

 

 

 

Dá vontade de opinar, não dá?

 

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