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Mulher, Filha e Mãe

Sensibilizar (para) e apoiar (na) ansiedade e depressão na gravidez e no pós-parto

Ansiedade Pós-Parto: quando é que deixa de ser normal e passa a patológica?

É uma pergunta que me colocam com frequência quando falo sobre ansiedade no pós-parto, como já o fiz neste post

 

É claro que nunca nos podemos esquecer que cada caso é um caso, e que para haver um diagnóstico e algo ser considerado como "patológico" então, há que consultar um médico.

Contudo, existem sinais que a mulher e respetiva família podem (e devem) estar atentos para conseguirem distinguir entre um tipo de ansiedade e outro.

 

A verdade é que a fase do pós-parto caracteriza-se por ser um momento em que a ansiedade é naturalmente decorrente do confronto com todas as novas situações com as quais a mulher/casal/família se confronta/confrontam e que integram um conjunto de inúmeras transformações fisiológicas, psicológicas e sociais para todos. No entanto essa ansiedade deixa de ser natural quando ultrapassa um determinado limite.

 

É difícil traçarmos uma linha certa entre um momento e outro, tornando-a num momento padrão para compreendermos a resposta à questão colocada. Contudo, há determinadas manifestações que podem ser observadas e que nos podem dar algum sinal de que alguma coisa não está bem e que já ultrapassou o espaço do natural

 

 

Alguns autores definem a ansiedade normal como a decorrente de preocupação/receio que ocupa um tempo limitado (20 a 50 % do tempo) e que não interfere com o funcionamento habitual da pessoa, e com a realização das suas atividades diárias. 

Por outro lado, temos a ansiedade considerada patológica que se caracteriza por ser persistente, geradora de grande angústia e que perturba diferentes áreas do funcionamento, necessitando assim, de intervenção especializada para lidar com a mesma.

 

Na prática, o que estes autores querem dizer é que quando no seu quotidiano, a mulher acaba por experienciar (persistentemente e a longo prazo) momentos de (por exemplo) maior irritabilidade, cansaço extremo, grandes dificuldades de concentração, insónia frequente, preocupação excessiva com determinados pormenores, incapacidade de relaxar, entre outros, ao ponto deste tipo de manifestação acabar por incapacitá-la de vivenciar o seu dia-a-dia (ou mais de metade do seu dia-a-dia), então, poderemos estar perante um tipo de ansiedade que já deixou de ser naturalmente decorrente da fase de um pós-parto. 

 

Mais uma vez, é aqui que o companheiro e restante família se tornam fundamentais no processo de reconhecimento, suporte e encaminhamento para uma ajuda especializada, pois embora a Mulher possa passar por todas estas manifestações, também poderá não o perceber de imediato.

 

 

Fonte1

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