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Mulher, Filha & Mãe.

Sensibilizar (para) e apoiar (na) ansiedade e depressão na gravidez e no pós-parto

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Sensibilizar (para) e apoiar (na) ansiedade e depressão na gravidez e no pós-parto

Baby Blues e Depressão pós-parto: Serão a mesma coisa?

Para quem segue o blogue há mais tempo provavelmente vai perceber que já não é a primeira vez que escrevo sobre este tema. No entanto, por ser um tema tão importante, nunca é demais apostar na sua abordagem. 

 

Logo no inicio do blogue um dos primeiros textos que fiz foi denominado por Baby Blues e Depressão Pós-Parto: Duas (realidades) muito diferentes!

Um texto que de uma forma muito simples e objetiva identificava algumas diferenças entre as duas realidades supracitadas. Mais tarde, e após um contacto - que jamais esquecerei - com a equipa de investigação do Serviço de Psicologia Médica da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra, a Dra. Ana Telma Pereira, coordenadora de estudos na área da saúde mental perinatal também nos esclareceu quanto à presente questão respondendo o que poderão verificar aqui.

 

 

Agora, poderão estar a questionar-se sobre o porquê de abordar novamente a questão, mas a verdade é que ainda há muito para ser falado sobre o tema. 

 

Há pouco tempo, andava eu a pesquisar sobre Baby blues, quando me deparo com o vídeo que coloco de seguida (no final do presente parágrafo). Em poucos minutos é realizada uma entrevista a Alanis Morissette - uma das cantoras e compositoras de eleição dos meus tempos de adolescente - quando verifico que a mesma também passou por um baby blues que foi muito abordado na época e sobre o qual a cantora resolveu falar em vários programas televisivos de forma a alertar mulheres e respetivas famílias para esta realidade. Contudo, algo com que me deparei no vídeo, foi que ao longo do mesmo tanto falavam em baby blues como em depressão pós-parto. Deu-me a entender que falavam de ambos os termos como se do mesmo se tratasse. E não é verdade

 

 

Baby blues e depressão pós-parto constituem-se duas realidades diferentes a vários níveis como podem verificar nos artigos referenciados ao longo do presente texto

 

Acima de tudo é importante compreender que o baby blues é, de facto, menos grave/intenso emocionalmente do que a depressão pós-parto. Esta última, por sua vez, já é considerada uma patologia que necessita de tratamento médico e acompanhamento especializado. Assim sendo, se sentem que estão a passar por uma fase que identificam como sendo um baby blues e se as alterações que verificam/sentem perduram por mais de 2/3 semanas após o parto, que vão piorando há medida que o tempo passa, e que vão ficando cada vez mais exaustas, isoladas, anérgicas, sem interesse no que vos rodeia (podendo incluir, ou não, o bebé), por exemplo, então devem procurar ajuda! 

 

Falem com o vosso companheiro, ou amigo/amiga, familiar, alguém com quem tenham mais confiança. Partilhem o que sentem. Se não conseguirem falar sobre o que vos angústia no momento, escrevam e mostrem a alguém de confiança, por exemplo. Mesmo assim, não se esqueçam que existem profissionais especializados para acompanharem este tipo de casos, a quem devem recorrer para que possa ser feita uma adequada avaliação da situação e caso seja necessário, obterem assim, um acompanhamento ajustado às vossas necessidades. 

 

E caso tenham alguma dúvida, lembrem-se sempre que podem contactar-me através do seguinte email:

blog@mulherfilhamae.pt

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