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Mulher, Filha & Mãe.

Sensibilizar (para) e apoiar (na) ansiedade e depressão na gravidez e no pós-parto

Mulher, Filha & Mãe.

Sensibilizar (para) e apoiar (na) ansiedade e depressão na gravidez e no pós-parto

Crónicas da nossa Equipa Clínica - "Vamos ser pais! Ou vou deixar de ser grávida..."*

Há pouco tempo uma recém mamã dizia “tive saudades da barriga” e realmente isto pode acontecer... É como se ser mãe se tivesse congelado naquele momento, naquela fase em que há um conjunto de possibilidades e fantasias...

 

Iniciei esta nossa reflexão com o tema saúde mental e o conceito de normal, pois considero que a nossa necessidade de partilha passa muitas vezes por perceber se o que estamos a viver e a sentir é experienciado e compreendido por outras pessoas. E deste modo sentirmo-nos aceites.

Esta aceitação começa no nosso grupo social (ou é esperado que aconteça), ou seja aquele grupo no qual estamos inseridos e do qual fazemos parte. Aquele grupo que exerce em nós uma forte influência.

E é dentro deste grupo que surge aquela palavra: Expectativa!

 

 

Para não ir mais atrás no tempo (pois desde que nascemos, até antes, esta expectativa acompanha-nos), a altura em que o casal passa para o plano “Vamos ser pais?” é por excelência uma fase de expectativas e de GRANDES expectativas, mesmo nas mais “pequenas” coisas.

 

Expectativa acerca de como seremos como pais (e se esse será o nosso caminho), expectativa se conseguimos engravidar, expectativa se estaremos mesmo grávidos, expectativa se está tudo bem com o bebé, expectativa se é menino ou menina, expectativa como vamos ser enquanto mãe, pai e casal, expectativa de como vão agir os vários elementos da família, expectativa de que tudo serão “rosas”...

Enfim, muitas e muitas e muitas expectativas.

 

Algumas (ou muitas) destas expectativas nem são nossas ou não começam em nós...

E se com estas expectativas vem o imaginar, preparar, aproximar, amar... Também vem o idealizar, aquele ideal que boicota o real. E pode acontecer fugirmos das nossas prioridades, das nossas pedras grandes.

É importante pensar: “Porque é que somos pais?”

Qual a resposta? Quais as expectativas?

 

 

 

 

*Crónica por Raquel Vaz (Psicóloga Clínica)