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Mulher, Filha e Mãe

Sensibilizar (para) e apoiar (na) ansiedade e depressão na gravidez e no pós-parto

E quando eles começam com as Papas, Sopas e Frutas? #4 - Sopa? Não. Obrigada Mãe! Come tu.

Se estava a correr tudo bem com as Papas? Ui, que maravilha! 

As da Nestlé (especialmente as de Multifrutos) foram as que mais gostou! 

Ela Palrava, movia-se, sorria, brincava e pouco a pouco lá entravam todas as colheradas e o fundo da taça tornava-se facilmente visível! 

 

Mas... e com a Sopa? 

Inicialmente, aposto que se ela já falasse, diria (sem dúvida): "Não quero. Obrigada Mãe, mas come tu!"

 

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Posteriormente, pouco a pouco lá foi saboreando e penso que, lá se foi habituando ao sabor.

 

Agora, o que é que mudou? Ou melhor, o que é que eu mudei?

 

- Coloquei menos Cebola [De facto, estava a ser um pouco exagerado para quem começa a comer uma sopa... ];

- Mudei de batata comum, para batata doce [uma ótima estratégia falada no facebook do nosso blog, pela Patrícia];

- Durante a refeição comecei a alternar uma colher de sopa e uma colher de fruta [Mas onde é que eu já vi isto?!...];

- Ajustei as minhas expectativas e também comecei a dar-lhe menos quantidade do que dava.

 


E faço aqui uma pequena ressalva para este último aspecto: O ajuste de expectativas.

Este foi mais um momento em que dei por mim a refletir sobre o porquê de determinadas coisas não correrem tão bem!

 

Por vezes, mais do que eles fazerem cara feia ou mais do que eles nos demonstrarem que não gostam tanto de certo alimento, impõem-se a nossa percepção dessa mesma realidade, por vezes errada, por termos expectativas tão altas em relação à mesma.

Ora vejamos, como mães, não queremos muito que eles se alimentem? Não queremos muito que eles estejam bem de saúde? Não queremos muito que estejam no percentil correto? E também muitas vezes, não associamos isso logo de imediato à alimentação e a necessidade de eles se alimentarem bem?

Confessem que sim! Já as nossas avós faziam isso com as nossas mães e connosco, já as nossas mães o faziam connosco, e nós agora como mães, sentimos exatamente o mesmo com os nossos filhos! Umas mais, outras menos, mas como diria alguém que muito admiro: quando damos por ela, já foi!

E é verdade! Uma das questões que aqui se coloca é que muitas vezes isto é-nos tão visceral, como inconsciente! Não concordam?

No fundo, só os queremos ver bem, mas muitas vezes as nossas altas expectativas e as nossas mais profundas necessidades, não nos permitem atingir coisas que à partida, estão mesmo ali, à nossa frente. Prontas para serem observadas, quando estivermos preparadas para tal. 

 

Se a Madalena não come tanta Sopa como eu inicialmente gostaria? Não!

Se a Madalena não come tanta cebola como eu inicialmente colocava na Sopa, achando que era o que lhe faria melhor? Não!

Se a Madalena agora, já come a Sopa que eu lhe coloco à frente? Já!

Se isto é para durar? Não sei! Mas irei tentar recordar-me destas minhas palavras numa próxima pedra que se instalar no meu sapato!

 

Ainda esta semana uma colega minha me dizia:

Quando pensamos como mães, por vezes o nosso cérebro "pára".. Ora pensa lá bem porque é que a tua filha não está a aderir tão bem à sopa e não "pares" já a partida num determinado motivo, que pode estar certo, mas que também poderá estar errado. Será mesmo do sabor? Isto é tudo novo para ela! A Papa também era um sabor novo e ela acabou por aderir. Será de algum ingrediente? Será da colher? Será da quantidade? Quando e onde lhe dás a Sopa? Serão as tuas expectativas...? 

 

E não é que ela tinha razão?!

 

 

Já agora, Muito Obrigada pelas dicas que têm partilhado no facebook!

 

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