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Mulher, Filha e Mãe

Sensibilizar (para) e apoiar (na) ansiedade e depressão na gravidez e no pós-parto

Filha, fazer o que se gosta é meio caminho andado para se ser Feliz!

Estava a ler esta notícia sobre o que a grande maioria dos pais (no mundo) gostavam que os seus filhos fossem quando crescessem e a verdade é que respostas como Médico, Engenheiro e Informático foram as mais comuns.

Não é de admirar dado que todos os pais, querendo o que consideram ser melhor para os seus filhos, querem que estes tenham, no mínimo, uma vida profissional que lhes consiga dar sustento para viverem financeiramente equilibrados e sem as grandes preocupações de quem conta os trocos todo o santo dia, todo o santo mês.

 

Mas será que estas profissões continuam a fornecer esse mesmo sustento? A garantir uma vida desafogada, sem a preocupação de contar trocos ou qualquer outra? Será que essas mesmas profissões garantem aos nossos filhos um futuro próspero a nível profissional e financeiramente estável, assim como, uma vida (quase) isenta de grandes preocupações? 

 

Bom, eu penso que o paradigma da estabilidade deste ou de qualquer tipo de profissão mudou muito nos dias que correm e sinceramente, eu acredito que qualquer uma destas profissões possa trazer essa estabilidade SE cumprir um requisito mínimo: A pessoa tem de gostar realmente do que faz.

 

Eu acredito que quem goste e que sinta a vocação para estas, ou para quaisquer outras profissões, sinta que tem uma missão a cumprir e que se agarre à bata da medicina, ao papel do engenheiro ou ao computador do informático como uma parte integrante das suas vidas, acreditando num futuro não só próspero a nível profissional, como pleno a nível pessoal. 

Acredito que quem gosta do que faz, lute com mais fundamento e mais motivação para alcançar os seus objetivos, e que seja, sem dúvida, mais genuíno no seu percurso.

 

Quem gosta do que faz, é feliz! Mesmo com todas as preocupações comuns do dia-a-dia que a mesma profissão acomete. Pois por muito irritado, chateado, stressado e/ou preocupado que esteja, terá sempre presente um véu motivacional que suaviza qualquer uma destas sensações e situações que lhes estejam subjacentes.

Quem gosta do que faz, procura ser melhor em cada movimento, em cada ação. Procura saber mais. Procura continuar a sentir a motivação que sente todos os dias, mesmo nos piores dias. Mesmo com gosto pelo que se faz, a luta é uma corrente diária e necessária ao sucesso no nosso percurso. Mas é algo que se faz com maior prazer, quando se gosta do que faz.

Quem gosta do que faz também tem dias em que quer deitar tudo às urtigas, e virar as costas ao trabalho que tem vindo a desenvolver. Mas nesta balança interna que vai medindo as coisas boas e menos boas inerentes ao nosso percurso, o gosto e o prazer inerente a todo o trabalho desenvolvido contrabalança em larga escala esses momentos menos positivos. Respirar fundo e continuar a caminhar torna-se mais fácil.

Quem gosta do que faz sente-se realizado a nível pessoal e seja a curto, médio e/ou a longo prazo isto é fundamental a nível físico, psicológico e social, não só para o próprio como para os que o rodeiam.

 

Eu gosto do que faço. E sempre lutei para fazer o que gosto. Nem sempre é/foi fácil e houve períodos que nem sempre o consegui, mas continuei e continuarei sempre a tentar. E se há algo que foi fundamental neste meu percurso foi ter Pais que sempre me apoiaram incondicionalmente para eu fazer o que gosto.

Nem sempre quis ser Enfermeira, nem sempre quis dar formação (nem nunca pensei em ter um blog).

O meu percurso começou na dança mas cedo teve de terminar devido a uma lesão (entre outros). E mesmo a dança aparentando não ter igual futuro ao da Enfermagem ou ao da Formação, os meus pais sempre me apoiaram nas minhas aspirações, nos meus estudos e nas minhas ambições. Isso, foi fundamental para mim.

 

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É esse tipo de Mãe que pretendo ser para a minha filha.

 

Quero orientá-la para o que considero ser o melhor para o seu futuro, transmitindo-lhe os valores que considero serem os mais adequados para que possa ser o mais honesta, humilde, segura e autónoma no seu percurso. Para que possa ter o maior sucesso no que fizer. Mas acima de tudo, quero que ela faça o que gosta, pois não tenho dúvidas de que se o fizer, ela será mais feliz.

 

 

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