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Mulher, Filha e Mãe

Sensibilizar (para) e apoiar (na) ansiedade e depressão na gravidez e no pós-parto

Histórias que dão a cara por esta causa #7 - "O meu companheiro abandonou-nos nesta luta"

Confesso que este, foi mais um testemunho que me deixou perplexa a olhar para o ecrã do computador... 

 

Como é que em pleno século XXI ainda se quebram famílias a este ponto e os casais ainda se separam por problemas como Depressões pós-parto subdiagnosticadas?! 

Como é que em pleno século XXI as famílias ainda não estão alerta para a existência (sim, porque estes problemas EXISTEM!) deste tipo de problemas? Como é que ainda se desvaloriza? Como é que a mulher ainda é culpabilizada e concomitantemente vive em sofrimento com a dor de uma Depressão? Como?! 

 

É que eu tenho a certeza que ao lerem o testemunho que chegou até mim há poucos dias, vão ficar exatamente com as mesmas questões!

 

Mais uma vez, um grande bem haja para esta mulher de coragem que fez chegar até nós a sua dura história, e que se mantém sob as consequências de uma realidade que já tem sido muito debatida por aqui: a Depressão pós-parto

 

 

"No meu caso, apenas no primeiro trimestre dormi bem. Depois, a partir de meados do segundo trimestre já não havia posição e no terceiro acordava de hora a hora. Por isso e pelos restantes fatores que referiu, sim, tive uma depressão pós-parto que se mantém e só agora está a ser tratada. Até aos 2 anos de idade da minha filha nunca dormi uma única noite seguida, nem mais de 4 horas seguidas. Acordava várias vezes de noite. Uma situação que me levou a um desgaste gigantesco. Depressão e quase esgotamento. A vida tal como era antes acabou. O meu companheiro abandonou-nos nesta luta, nesta vida que perspectivamos. Depois, tive de gerir as minhas emoções e as da minha filha. Não há palavras! Os amigos afastam-se, a família culpabiliza. Ninguém sequer conseguirá imaginar o sofrimento por que se passa nestas situações. Nunca imaginei chegar a esta situação tão difícil. 

Obrigada pelo seu blog que muito me tem ajudado.
Sim, claro que pode partilhar, para que se saiba onde se pode chegar, para que ajude outras mães e pais."

 

 

Se também nos quiserem enviar a vossa história, não hesitem!

Com a existência de cada vez mais testemunhos, sem dúvida alguma que o assunto ganhará mais força e será levado com mais realismo, a cada vez mais locais no nosso País!

Enviem-nos email para blog@mulherfilhamae.pt

 

 

 

Podem consultar a sequência de comentários/testemunho na íntegra aqui

 

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