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Mulher, Filha & Mãe.

Sensibilizar (para) e apoiar (na) ansiedade e depressão na gravidez e no pós-parto

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Individualismo

O nosso querido amigo José Mendes partilhou connosco mais uma reflexão sobre o tema Individualismo. O que é para vocês uma pessoa individualista? Consideram-se individualistas? 

 

E... será que a vossa resposta a estas questões se irá manter no final desta partilha? 

 

Curiosos? Aproveitem!

O texto vem já de seguida...

 

 

O individualismo é uma das grandes peias que temos de ultrapassar como seres manifestamente sociais que somos, caso pretendamos melhorar a nossa vida comum, tanto no país como no mundo.

 

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Em Portugal, somos mais ou menos 10 milhões e a população mundial roça os 7 biliões, pelo que não faz sentido pensarmos que 1 pessoa possa ser independente, transformar o mundo ou causar qualquer mudança duradoura. Claro que há pessoas que influenciam o seu ambiente, mas, em geral, o que é ensinado nas escolas, nas universidades e na maioria das famílias apenas se refere ao conhecimento e ao culto da personalidade, o que é muito pouco.

 

Tenhamos em conta que numerosas decisões relativas a Portugal são tomadas nos órgãos colectivos europeus. Pertencemos a uma ampla comunidade com todas as vantagens e desvantagens que isso implica, mas parecemos ignorar esse facto e querer “voltar para trás”, em vez de contribuir para que essa realidade se aperfeiçoe.

Isto significa que nos valores a passar às futuras gerações, damos uma ideia parcial da realidade; e qualidades como a colaboração impessoal, a solidariedade, a compaixão, a fraternidade, a misericórdia, a visão colectiva, etc. são temas que, a par da melhor maneira que conhecemos para enfrentar os desafios que a vida material nos coloca, terão de passar a fazer parte das experiências que devemos cultivar.

 

Isolados numa atitude egoísta não iremos longe. Apenas se realizam grandes coisas quando homens e mulheres se unem para trabalhar em conjunto. Mesmo que haja indivíduos que tenham um grande ideia, socialmente são necessários outros para a implementar. Sempre foi assim e sê-lo-á cada vez mais. A maior empresa da actualidade alberga 20.000 funcionários!

 

Claro que a vida militar, os clubes desportivos, e em muitas outras instituições, é despertada a pertença a um grupo ou a um colectivo, mas o individualismo não é apagado, antes pelo contrário. Passamos grande parte da nossa vida a trabalhar ou nas escolas e universidades, onde impera, em geral, uma atitude competitiva, por vezes hostil.

 

É tempo de começarmos a alterar a situação, através de uma responsabilização amorosa crescente, de modo a que sejam os valores mais elevados a predominar e essa tendência belicosa se esbata. Dependemos todos, a vários níveis, uns dos outros. Mas se não educarmos as gerações futuras numa perspectiva de colaboração relativamente ao colectivo, não apenas em nossas casas isso se fará sentir de forma negativa, como o individualismo perdurará. E já não é desculpa uns procederem correctamente e outros não.

 

Vamos aguardar pelo dia em todos que todos agirão segundo o que pensamos ser correcto?

 

José Mendes