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Mulher, Filha & Mãe.

Sensibilizar (para) e apoiar (na) ansiedade e depressão na gravidez e no pós-parto

Mulher, Filha & Mãe.

Sensibilizar (para) e apoiar (na) ansiedade e depressão na gravidez e no pós-parto

Nasceram mais bebés em 2016! E mais apoio emocional...também houve?

De acordo com esta notícia nasceram mais bebés em 2016, e este crescimento tem sido progressivo desde 2014. 

 

É uma ótima notícia!

Precisamos que a taxa de natalidade aumente, precisamos que a base da pirâmide demográfica volte a ficar mais consistente, que cresça. Mas na minha opinião, também precisamos que determinadas condições acompanhem esse crescimento.

Podia fazer uma rubrica só "com aquilo que precisamos" enquanto pais, ou futuros pais, para que muitos pudessem sentir integrar as condições necessárias para ter mais filhos, sendo que até acredito que muitas famílias gostassem de os ter, mas que não privam com as condições que consideram ser as necessárias para poderem aumentar o respetivo núcleo familiar.

 

Mas para além de tudo "aquilo que precisamos" enquanto pais, quando vi esta notícia rápido me perguntei: E o apoio emocional durante a gravidez e no pós-parto, também aumentou? 

 

Claro que não é o foco central da notícia e muito menos a única coisa que os casais precisam para que a decisão de terem filhos seja muito mais facilitada, mas a verdade é que também é muito - mas mesmo muito - importante, como temos vindo a debater por aqui.

 

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Muitos casais quando pensam em ter filhos, e especialmente se forem pais pela primeira vez, poderão não ter de imediato a consciência da importância deste apoio emocional, mas não preciso de apresentar muitos mais argumentos que o demonstrem. Muitos acabam por ganhar esta consciência, e espero que caminhemos para que a ganhem através da sensibilização para o problema por algum profissional de saúde, familiar ou amigo, ao revés de a ganharem por passarem por situações mais complicadas como o desenvolvimento de um blues, ou de uma depressão pós-parto, por exemplo.

 

Portanto, que nasçam mais bebés, sim! Que nasçam muitos e cada vez mais! Que a curva da taxa de natalidade se eleve e que muitos casais possam concretizar o sonho de acolherem um filho em suas vidas. Mas acima de tudo, que nasçam mais profissionais sensibilizados para a saúde mental perinatal, que se criem mais projetos que fomentem o apoio emocional aos pais e futuros pais e respetivas famílias, que a curva da depressão pós-parto decresça, e que todos os casais e respetivas famílias que se confrontem com a realidade de problemas do foro da saúde mental na gravidez e no pós-parto, possam encontrar formas de acompanhamento mais eficazes e eficientes e que não incluam por si só e em exclusividade absoluta medidas farmacológicas associadas, ou pior, o silêncio dos que sofrem durante semanas, meses e anos, sem se pronunciarem por medos, dúvidas e vergonhas, ou por qualquer outro motivo que os iniba de se expressarem.

 

No fundo, que se valorize este aumento de bebés (sim!), que se atente na prevenção de problemas do foro da saúde física e mental (sim!), mas que se aposte em igualdade na sinalização, assim como no acompanhamento destes casos, não só a nível físico, mas a nível emocional também.