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Mulher, Filha & Mãe.

Sensibilizar (para) e apoiar (na) ansiedade e depressão na gravidez e no pós-parto

Mulher, Filha & Mãe.

Sensibilizar (para) e apoiar (na) ansiedade e depressão na gravidez e no pós-parto

O dia em que conheci a Ana, uma leitora do blogue.

A Ana que vos falo já foi identificada duas vezes aqui no blogue:

  1. Quando partilhou a sua vivência de uma depressão pós-parto, que podem relembrar aqui
  2. Quando partilhou um forte resumo da sua recuperação, que podem consultar aqui

 

A verdade é que nós nunca deixámos de comunicar desde que a Ana partilhou o seu relato. Vários foram os temas que foram emergindo, mas sem dúvida que a sua recuperação da depressão pós-parto, e os recursos utilizou, assim como qual o impacto que considera que tiveram em si, foram os temas principais das várias trocas dos últimos emails. 

 

Considerámos que para lá dos emails, gostávamos de conhecer as pessoas que os elaboravam, e assim foi. Combinámos um encontro, desmarcámos, combinámos outro, e lá estávamos nós: expectantes e muito curiosas. 

 

 

E que bom que foi partilhar uma tarde com a Ana! São poucas as palavras que o possam descrever... 

 

Tenho por certo que se tivéssemos mais horas disponíveis ficariam todas ocupadas com tantos dedos de conversa. Isto pois, do café posterior ao almoço até à hora do jantar, a tarde de Sábado foi toda nossa e das nossas vivências, reflexões, pensamentos, dúvidas, e muitas muitas questões, especialmente relativas à temática que permitiu que os nossos caminhos se cruzassem - a depressão pós-parto. Mas não foi só! E tal como não poderia deixar de ser, temas como a depressão pós-parto trazem muitas outras questões atrás relacionadas com a família, com a mulher, com a autoestima, com a educação, com os filhos, com os amigos, com a profissão e com uma panóplia de outras questões corriqueiras com as quais uma mulher com depressão pós-parto lida todos os dias, durante e após a sua reabilitação. E foi por isso que aproveitei. Aproveitei e lancei-lhe um desafio - que aviso desde já que foi aceite!

 

Se para lá de uma tarde a refletir e a partilhar sobre o tema, a Ana passou praticamente um ano a viver junto da sombra da depressão pós-parto e concomitantemente perto da luz da reabilitação, porque não partilhar o máximo que lhe fosse possível sobre esses (mais de) 365 dias, aqui no blogue na ótica da primeira pessoa do singular?

Seja sobre a depressão pós-parto em si, seja sobre a recuperação, seja sobre as estratégias que utilizou, sobre os efeitos que os antidepressivos lhe causaram, assim como os problemas com os quais foi lidando no seu dia-a-dia e que a marcaram, o que me pareceu é que, não só existem uma série de temas sobre os quais me parece útil integrar o comentário de alguém vivenciou esta realidade na primeira pessoa, como notei que a Ana estava muito permeável a que isto acontecesse. Que agarrar na sua história e que poder partilhá-la nas suas mais variadas vertentes, lhe fazia sentido. Fez-lhe sentido.

 

Provavelmente com uma frequência quinzenal, assim o fará. Mas, assim que tivermos a possibilidade de publicar a sua reflexão de estreia, sinalizarei de forma intensa! 

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