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Mulher, Filha & Mãe.

Sensibilizar (para) e apoiar (na) ansiedade e depressão na gravidez e no pós-parto

Mulher, Filha & Mãe.

Sensibilizar (para) e apoiar (na) ansiedade e depressão na gravidez e no pós-parto

"Obrigada Ana por proporcionar este espaço de partilha!"

Ainda fiquei na dúvida, mas não resisti! Tive de publicar este comentário no blogue. 

E não. Não falo só do excerto que deu origem ao título - e que muito agradeço, pois é sempre bom vermos o nosso trabalho reconhecido - mas falo especialmente do resto que o compõe, e que passo desde já a partilhar:

 

 

"Obrigada Ana por proporcionar este espaço de partilha! 


Se efetuarmos uma busca na Internet descobrimos, em Portugal, informação escassa sobre a diversidade de vivências do pós parto, sobretudo de casos de baby blues e, mais ainda, da DPP. Existe informação muito genérica sobre o que é que cada um é, mas informação mais detalhada é difícil encontrar. Encontrar relatos de experiências, grupos de partilha, mais difícil é! Os relatos que se encontram não são de pessoas portuguesas. O teu blog foi o único espaço, até agora, que encontrei e que aborda estas questões. 


A parentalidade é a experiência mais comum da história da nossa humanidade e tão pouco se sabe e tão pouco se fala, de forma aberta e honesta, sobre o processo de nos tornarmos mães e pais (e que começa bem antes do bebé nascer). 


Obrigada Ana, pela iniciativa!"

 

Não sei se é o único, mas acredito que seja dos poucos. E é incrível, pois a parentalidade é, de facto, algo que já há muito se desenvolve, mas que ainda muito pouco fala de forma aberta, na nossa sociedade. E é também por isso que apelo à partilha de vivências na gravidez e no pós-parto, especialmente se não tiver corrido da forma como era expectável.

E não é por acaso que o faço. Não é por acaso que frequentemente apelo para que quem tiver por aí a ler qualquer coisa do que escrevo, ou que simplesmente esteja a aceder a este espaço pela primeira vez, partilhe a sua vivência. 

 

Faço-o porque sei que através dessas histórias, outras mulheres, homens e respetivas famílias esclarecem algumas das suas questões mais internas, alguns dos seus receios mais comuns, e algumas das suas ansiedades mais prováveis, nesta fase de suas vidas. 

Faço-o porque acredito piamente que se falarmos cada vez mais deste tema assim, de forma verdadeira, que outras pessoas possam ficar mais sensibilizadas para o tema. Que compreendam melhor que a gravidez e o pós-parto são fases únicas na vida da mulher, casal e respetiva família, mas que também têm um lado lunar que precisa, merece e tem de ser falado, debatido e explicado, para que todos possam ficar o mais esclarecidos possível quanto ao assunto em questão. E assim sendo, acredito piamente também que, esse esclarecimento possa ser fonte de prevenção de inúmeras angústias, dúvidas, ansiedades e outros estados emocionais mais perturbadores.

 

Acredito muito que esta possa ser (só) mais uma forma de, em conjunto, elevarmos esta problemática e fundamentarmos a razão da sua pertinência.

 

Acredito, e a cada dia que passa, a cada história que me enviam, a cada feedback que recebo, a cada crítica construtiva que me enviam, acredito ainda mais. E espero, honestamente, que vocês que estão por aí, do outro lado, mas em consonância com as minhas crenças, acreditem também. 

 

Este não é só um assunto da mulher que vivência esta problemática, do casal do blogue, ou da família. É um assunto de todos nós, pois qualquer um de nós, pode ficar face a face com esta realidade. 

 

E se assim for, como é que pensam abraçar e solucionar a situação?

 

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Acreditem também, e enviem-me a vossa história para blog@mulherfilhamae.pt

 

E se vos faltar um pingo de coragem, ou se tiverem alguma restea de dúvida, consultem todas as outras histórias que já nos enviaram na rubrica, Histórias que dão a cara por esta causa. 

 

Obrigada!