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Mulher, Filha e Mãe

Sensibilizar (para) e apoiar (na) ansiedade e depressão na gravidez e no pós-parto

Onde ficámos nós depois de crescer?

Onde ficou a inocência que nos percorreu e nos prendia a atenção sobre o mundo?

Onde ficaram os sonhos que iam transformar a nossa e tantas outras vidas?

Onde ficaram as aspirações que iam mover mentes e corações num só sentido?

Onde ficou a força interior que apaziguava qualquer tipo de obstáculo que surgisse?

Onde ficaram os objetivos quase impossíveis? 

Será que (já) trocámos as sweats e os all star pelas gravatas e os saltos altos, por completo?

Será que é necessário ser assim?

Por vezes parece que embarcámos num navio onde começamos como primeiros-grumetes. Onde cumprimos a nossa função e pouco mais há a fazer. Onde muitas vezes, já nem a camisola de uma nação vestimos. 

Remamos constantemente, contra ventos e marés, muitas vezes encaixados numa realidade quadrada que raramente encaixa em nós, mas onde lá nos vamos deixando ficar por necessidades consideradas (por nós) superiores. Dizem que a família nos prende. Dizem que o sustento nos move, mas será que é assim? Tem mesmo de ser assim?

Onde ficou a força de acreditar? A motivação que assombrava o dom da razão? A emoção que se colocava na ação?

 

Onde ficámos nós depois de crescer?

 

Presos no convés do navio, ou a nadar livremente a favor da corrente?

 

 

 

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