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Mulher, Filha e Mãe

Sensibilizar (para) e apoiar (na) ansiedade e depressão na gravidez e no pós-parto

Porque é que se desvaloriza a Depressão na Gravidez e no Pós-Parto?

Já foram realizados vários estudos para se tentar compreender a questão, mas de acordo com alguns resultados descritos neste livro, podemos verificar que:

 

- A sobreposição dos sintomas normais da gravidez (perturbações do sono e do apetite, alterações do peso, etc..), com os sintomas depressivos (insónia, falta de energia, alterações do apetite/peso) torna difícil o efetivo diagnóstico, pois muitas mulheres falham em reconhecer esses sintomas como depressivos (achando que são naturalmente decorrentes da gravidez), adiando a procura de ajuda;

 

- A existência de uma crença errada de que  a gravidez "protege" as mulheres contra o desenvolvimento de uma depressão, nomeadamente pelas alterações hormonais que se verificam;

 

- De acordo com o que muitos ainda pensam e transmitem, na gravidez e no pós-parto é "suposto" que as mulheres devam sentir-se felizes pelo facto de que tudo o que gira à volta da maternidade serem acontecimentos dotados de grande felicidade, alegria e bem-estar. As mulheres que não sentem essa "suposta" felicidade podem desenvolver sentimentos de vergonha, culpa, fracasso ou medo de serem estigmatizadas ou que lhes sejam retirados os filhos com receio de serem vistas como "más mães", não reconhecendo determinadas manifestações como sendo de valorizar para recorrer a apoio técnico especializado.

 

 

E por aí, há alguma opinião sobre o porquê deste tipo de desvalorização? 

 

 

blog@mulherfilhamae.pt

 

 

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