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Mulher, Filha e Mãe

Sensibilizar (para) e apoiar (na) ansiedade e depressão na gravidez e no pós-parto

Sabiam que... um bebé pode chorar por sentir raiva?

Eu não.

 

Só soube há pouco tempo quando li um livro bastante interessante e esclarecedor sobre "Como compreender a agressividade na criança" de T. Brazelton e J. Sparrow.

 

Os mesmos, ainda referem que:

 

"Nos primeiros meses, os pais estão atentos aos choros de necessidades do bebé - fome, dor, aborrecimento e cansaço - e estão prontos a responder-lhes. Mas é um grande choque constatar que o bebé pode sentir raiva. Um bebé já não doce e inocente, mas zangado mostra uma nova forma de se tornar pessoa."

 

Confesso que a primeira vez que senti que a minha filha chorou (pelos vistos) por raiva, por não lhe dar o biberão logo quando pediu, foi um choque.

Senti necessidade de compreender um pouco melhor aquele momento. Fiquei curiosa, confesso. Especialmente preocupada, intrigada e confusa, mas curiosa. Senti que nada a acalmava, nem o meu colo, nem os meus braços, nem a minha voz, muito menos a minha presença. Parecia que tudo piorava o seu estado, e o seu choro, agudizava a cada segundo que passava. Ah! E tinha a certeza que não eram cólicas, ou qualquer outra coisa mais "Básica" do cuidar (É aquela coisa do Nós, mães, é que sabemos!)...

Até que, parou. Não quis o biberão, ficou algum tempo séria. E só passado cerca de meia hora, é que lá voltou a chamar por nós. A tentar socializar. 

 

Nunca mais aconteceu mas, fiquei um pouco mais descansada quando descobri nas entrelinhas do livro deste grande senhor que: 

 

"Os sentimentos de agressividade e a dúvida sobre como lidar com eles são formas da criança se afirmar. Os pais terão de lhe dar espaço para a afirmação desta faceta da sua personalidade. Se forem capazes de enfrentar estes sentimentos, poderão também ajudar os filhos a enfrentá-los."

 

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E esta,

 

[Vá, não se riam da minha ignorância. Estamos sempre a aprender!]

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