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Mulher, Filha & Mãe.

Sensibilizar (para) e apoiar (na) ansiedade e depressão na gravidez e no pós-parto

Mulher, Filha & Mãe.

Sensibilizar (para) e apoiar (na) ansiedade e depressão na gravidez e no pós-parto

"Há pequenos momentos em que só me apetece fugir"

E quantas vezes é que se começa a falar de forma mais aprofundada sobre o tema e esta opinião acaba por tornar-se um lugar comum?

 

Sim, comum:

Ser mãe.

Apetecer fugir. 

Sentir-se sem paciência.

Culpar-se por isso.

Sentir-se incompreendida.

Ser alvo de comentários sentidos como invasivos.

Sentir que se tem de ser capaz de fazer tudo.

Sentir que não há melhor sensação no mundo do que ser mãe, ao mesmo tempo.

 

Esta leitora descreveu-no na perfeição num comentário no blogue:

 

"Gritar não.. mas há pequenos momentos que só me apetece "fugir um pouco ".. sem paciência .. e culpo me por isso . E bastante difícil ser mãe e só compreende quem é... mas também não há melhor sensação do mundo do que o nosso filho  e concordo com alguns comentários aqui a sociedade está muito centrada no que a mãe tem que ser capaz , nós temos que ser capazes de tudo , tanto que chega um pouco de nós enlouquecer .. eu sinto bastante isso temos que ser mães ser donas de casa e esposas .. basta errar uma vez somos alvos de comentários .. não é fácil ..."

 

 

Não é preciso ter um diagnóstico de Depressão Pós-Parto, para alguém se sentir assim.

Também não significa que todas as mulheres se sintam assim.

Mas a verdade, é que muitas se sentem.  

 

E então? 

 

blog@mulherfilhamae.pt

Histórias que dão a cara por esta causa #23 "tinha uma depressão avançada com pensamentos suicidas"

Mais uma história que, muito provavelmente, se encaixa no contexto de várias mulheres. Um pedaço de uma história que demonstra muitos contornos em volta da vida familiar, e da sua importância no apoio emocional durante a gravidez e no pós-parto. Conta-nos também um pedaço de história de uma mulher que, desde então, tem lutado com grande afinco para ultrapassar cada momento menos positivo do seu pós-parto, e tentado encontrar no seio da sua família, amigos e respetivo trabalho, a luz que a conforta e que a faz seguir em frente.

 

A M. é uma leitora do blogue que já teve uma depressão pós-parto grave numa primeira gravidez, e que desenvolveu uma segunda - embora que menos grave - na sua segunda gravidez. Hoje, resolveu partilhar connosco um pouco da sua história.

 

Cada mulher encontra as suas estratégias dentro do seu contexto e dos recursos que possui. Estas, foram as estratégias que esta leitora utilizou (e utiliza) para se manter o mais saudável mentalmente possível numa fase de grande turbulência emocional, como muitas vezes é, o pós-parto.

 

Partilhem também as vossas histórias e estratégias! O que considerarem pertinente pode revelar-se uma ajuda para as várias pessoas que diariamente leem a rubrica Histórias que dão a cara por esta causa

 

blog@mulherfilhamae.pt

 

Vamos conversar?

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Olá sou a M., aos 18 anos caso-me e tenho o meu primeiro filho aos 19 anos - o Francisco. Mas era mãe de primeira viagem,super nova mas sempre sabendo o que queria,mas passado 4 meses o Doutor reparou que não estava bem,e ja tinha uma depressão super avançada com pensamentos já suicidas...fui para psiquiatras ....psicólogos. ....e andei em médicos e em médicos. ...e passado 1 ano e meio o meu casamento chegou ao fim....não perdi esperança e agora tenho uma relação forte com um meio familiar muito compreensivos e estão muito presentes na vida dos meus filhos pois o Francisco é filho....Neto.....bisneto de coração da minha nova relação (foi aceite como se levasse o sangue de familia). Acho muito importante que haja um meio familiar estável, é super importante. Agora com 32 anos engravidei novamente (gravidez do Mateo) engordei quase 30 kilos e não aceitei o meu novo corpo, sentia-me muito mal, nem dormia,nem à rua eu saia, até que passado 9 meses o meu "Carlos" diz que me ama todos os dias, e quando eu tenho um problema com os meus filhos, os meus patrões deixam-me sair logo sem me cobrar uma única satisfação ou horas extraordinárias,ou me repreendam. ....a vovó Zeza fica com os netinhos e não tenho preocupações. O Seio familiar é muito importante, e ter um emprego com bons patrões, é um passo para a depressão ir embora sem nos dar-mos conta. ..há altos e baixos mas já aceitamos. ....agora é viver e pensar que não sou a única. ....sou só especial com uns kilinhos a mais....um bem haja ......beijinhos.

"Pedi ajuda quando já não dormia há várias noites e já tinha perdido 14kg"

Tive poucas palavras para devolver a esta leitora, quando comentou o texto "Depressão Pós-Parto: Quando é que pediram ajuda?".

 

Contudo, uma coisa é certa, o pedido de ajuda que aclamou por iniciativa revelou muita da sua coragem e vontade de tratar o que a andava a fazer sofrer, aparentemente, há alguns anos. 

 

Já não é a primeira vez que são partilhadas por aqui, vivências de mulheres que levam meses e/ou anos a conseguirem assumir o sofrimento que sentem neste âmbito, sem que qualquer um à sua volta compreenda o que se passa. Pois tal como abordei há pouco tempo, não é pela expressão, ou por um ou outro encontro, que se percebe facilmente se alguém está a vivenciar uma depressão pós-parto. Portanto, para além das poucas frases que escreveu e que muito revelam em termos emocionais, eu também só lhe posso agradecer por ter tido a coragem de partilhar connosco parte do que sentiu contribuindo para aumentar a sensibilização das pessoas que consultam o blogue para o tema. 

 

E vocês, quando é que pediram ajuda?

blog@mulherfilhamae.pt

 

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"Pedi ajuda quando já nada importava para mim.. nem eu nem os meus dois filhos.
Pedi ajuda quando já não dormia há várias noite e já tinha perdido 14kg.
Pedi ajuda quando vi que sozinha não conseguia.


E passados quase dois anos e com a vida composta e até uma vida que se pode dizer normal.. e feliz (sim.. feliz) continuo a precisar de ajuda porque ainda não consigo desligar-me, controlar e evitar remexer com os pensamentos sobre tudo o que passei e senti e vivi."

Onde está a minha mulher?

Acredito que seja este o pensamento de muitos homens que acabam de ser pais. Que num dia têm no olhar de quem está há anos a seu lado, uma ternura e uma vontade de estar sem fim, e que no outro, atentam que no olhar não se encontra nem por perto o carinho que também os embalava e os fazia reconhecer que estava ali a mulher que os amava. 

 

Acredito de igual forma que este pensamento seja fruto de muitas emoções que muitas vezes preferem esconder. Que produza ao mesmo tempo uma série de confusões e de zangas internas que se perdem, na tentativa de as resolver. Que instiga a desilusão de quem muito ou pouco expectava por um novo futuro cheio de amor e harmonia.

 

Imagino que para muitos, seja simples refletir sobre o facto de que de um pequeno rebento, isento de ação, mas cheio de ligação com ambos, pudesse nascer tamanha alteração, tamanha adaptação, tamanha confusão, tamanho amor. 

 

É difícil compreender para alguns onde fica a mulher que outrora os olhava com uma expressão exclusiva de amor e cuidado. Que outrora só tinha espaço para si nos seus braços, no seu peito, no seu corpo. Que outrora só o desejava. Que outrora só em si pensava, especialmente quando a casa chegava. 

 

É difícil para outros, ou até para os mesmos, aceitar que as rotinas mudam, que os humores também, que a família não alarga só em número, que o espaço não se ajusta só em mobílias e que as visitas deixam de vir somente por si.  

 

No fundo, é difícil compreender o impacto da chegada de um bebé quando ele ainda não está nos seus braços. Quando ele nem sequer nasce no seu corpo, ou quando só e simplesmente faz parte da sua imaginação. Quando nem sequer existe outro por perto. 

 

E tudo isto, há que ter em conta como de, nada mais, nada menos, do que completa e absolutamente natural. Mas Pais, peço-vos só um pouco de compreensão. Um pouco mais do que aquela que consideram ter, ou mesmo do que aquela que têm tido e que consideram que está a terminar. 

E como se já não estivesse a abusar, peço-vos também um pouco mais de tolerância e afeto, mesmo nos piores momentos. Tolerância e afeto com quem está a vosso lado, e acima de tudo, tolerância e afeto convosco próprios. Acreditem no que já construíram. Relembrem várias vezes o que prometeram construir. E reflitam bastante sobre como é que podem tornar esta fase - porque é isto que é, uma fase - no momento mais confortável possível, dentro da desorganização mental que poderão estar a viver. 

 

 

A verdade é que vocês conhecem de ginjeira quem têm ao lado. Simplesmente, essa mulher, tem agora em si uma nova e complexa missão - o constructo de um novo papel, o de mãe - e vocês têm em vós uma posição fundamental nas suas vidas - o vosso apoio é fundamental! - nas vossas vidas - também vocês estão a construir o vosso papel de pai - e na vossa vida de casal - tolerância e afeto... estão recordados? 

 

Sim... vocês já eram, mas agora, são ainda mais importantes!

"Tanto ouvi falar em depressão pós-parto mas parecia-me algo difícil de acontecer"

É sempre um alívio e uma alegria para mim quando recebo um email de alguém que dedica algum do seu tempo a refletir sobre temas como a depressão pós-parto. 

Seja a partilhar a sua história, seja a partilhar a sua opinião, a vivência de alguém próximo ou a colocar uma dúvida, o que for. Saber que este assunto é abordado por mais pessoas, e fazer parte desse estímulo, faz parte do meu objetivo!

 

Foi o que aconteceu com a Sandra, que há poucos dias me enviou um email sobre o que sabia sobre depressão pós-parto. A mesma foi mãe há relativamente pouco tempo, não desenvolveu uma depressão pós-parto, mas a verdade, é que tem uma opinião muito bem definida sobre o assunto. 

 

Enviem-me também vocês a vossa opinião. O que é que sabem sobre depressão pós-parto? 

Já alguma vez refletiram sobre o tema? O que diriam num texto (numa frase ou imagem) sobre o assunto? 

blog@mulherfilhamae.pt

 

 

Movimento: O que é que tu sabes sobre Depressão pós-parto?

 

Boa tarde,

 

Obrigado pelo incentivo de falar / escrever sobre este assunto.

 

Acredito que no final sentir-me-ei mais "leve".

 

Fui mãe pela primeira vez, à cerca de um ano.

Foi uma gravidez muito desejada mas demorou um pouco à acontecer. Felizmente quando íamos iniciar as consultas de fertilidade, descobrimos a gravidez.

Que felicidade e que medo de algo menos bom.

Felizmente a gravidez correu sem problemas mas no fundo não estava preparada para toda a mudança que estava prestes a acontecer.

Quando dei por mim, estava no hospital com a minha M prestes a nascer. Que misto de sentimentos... Não estava preparada para tamanha mudança.

Assim que a vi pela primeira vez fiquei muito feliz mas não senti o tão falado "amor à primeira vista".

Passei a primeira noite acordada a olhar para ela e a tentar juntar a parte racional à parte sentimental. Tinha ali um ser tão indefeso, que dependia de mim e eu não sabia se iria ser capaz de cuidar dela e de a proteger.

Foi este o sentimento de partida para o turbilhão de sentimentos que aí vinha...

A insistência por parte dos profissionais de saúde e por todos aqueles que me rodeavam na amamentação que teimava em não correr bem. A menina que passava grande parte do dia a chorar e eu como mãe devia acalmar mas não conseguia, dias a fio sem poder dormir 2h seguidas.... Enfim, era ela a chorar por um lado e eu por outro... Tive a sorte de contactar com duas enfermeiras fantásticas (a do centro de saúde a do curso pós-parto) que me ajudaram a acalmar e a perceber que precisava de falar, expor sentimentos, pedir ajuda e acima de tudo a acreditar que era capaz.

 

E felizmente não "caí" na depressão pós parto mas não desfrutei das primeiras semanas de vida da minha tão desejada e amada filha.

 

Tanto ouvi falar na depressão pós parto no curso de preparação para o parto mas parecia-me algo difícil de acontecer mas, na realidade, é tão simples. A confusão hormonal que temos, por vezes, até parece que nos "empurra" para o abismo.

A própria sociedade que responsabiliza a mulher / mãe por cuidar dos filhos, esquecendo-se do incentivo à mulher para cuidar de si.

Os defensores da amamentação que querem a todo o custo que esta seja por muito tempo e em exclusivo. (Atenção que eu concordo com a amamentação mas acho que neste momento já não é um incentivo mas sim pressão).

 

O marido/pai tem um papel tão importante. Felizmente o meu foi espetacular. A ele um muito obrigado não só pela ajuda nas rotinas mas acima de tudo pelo apoio moral/sentimental.

 

 

A depressão pós parto é algo tão pessoal mas precisa de ser falado sem ser criticado. Os cursos pós parto têm um papel tão importante. Permite-nos contactar com outras mulheres que vivem a mesma realidade e deixamo-nos de sentir tão "sós".

 

O texto (minha história) já vai longa.

 

Parabéns pelo incentivo à discussão sobre este "tabu".

Os pais, os sogros, e o papel fundamental que têm no apoio aos filhos e aos netos!

Ter pais e/ou sogros que ajudem a cuidar de um filho é fundamental! 

 

Digo fundamental pois, digam o que disserem, a verdade é que nos tempos que correm ser mãe e ser pai é também o mesmo que ser "atropelado" por um conjunto de exigências de âmbito parental, profissional e pessoal, tudo ao mesmo tempo, a uma velocidade louca e estonteante, dia após dia! 

São as crianças que têm de estar e/ou sair da escola a determinada hora, somos nós que temos de chegar a determinada hora ao trabalho (mas cuja hora de saída nem sempre é bem definida), são os trabalhos que as crianças trazem para casa, são os trabalhos que os educadores "convidam" os pais a fazer, são os afazeres profissionais que muitos trazem para casa (e acredito que a maioria o traz, não por opção), são os banhos, as refeições para o próprio dia e para o seguinte (que não se fazem sozinhas), são os animais que também temos de alimentar e cuidar, são, por vezes, os poucos minutos a sós que o casal tem para conversar, são as histórias que as crianças querem que se conte, são as roupas e as malas que se preparam para o dia seguinte, e no meio de tudo isto, as birras que, enquanto pais, também devemos estar à altura para lidar, etc., etc., etc. 

 

No fundo somos criativos e malabaristas nas horas livres, professores, técnicos de saúde, operários e afins, uma parte do dia, educadores a vida inteira, e aposto que muitos, em várias fases do desenvolvimento das nossas crianças, ainda fazem uns turnos extra enquanto guardas noturnos, enfermeiros e motoristas. Muitas são as profissões que nos assistem ao longo do nosso ciclo parental, e no meio de tanta tarefa profissional, ter uma (ou duas, ou quarto...) mão que ajude, é, no meu ponto de vista, fundamental e precioso nos dias que correm. Mas a verdade, é que nem todos têm esta sorte. E muitos que a têm, ainda se veem confrontados com algumas (ou muitas...) exigências adicionais, mesmo que parcialmente disfarçadas por determinadas observações mais humorísticas, ou completamente assolapadas por algumas atitudes (in)esperadas. 

 

Honestamente falando, cobrar, é feio, no meu ponto de vista. Especialmente perante este tipo de circunstâncias. 

Pais e sogros, se de facto querem e gostam de ajudar os vossos filhos, façam-no de coração. Ajudar de coração devia deixar qualquer um satisfeito por si só. Sem esperar que haja qualquer tipo de retribuição, seja de que índole for. 

Não se esqueçam nunca que o vosso papel é fundamental para quem está grávido, e para quem é pai e mãe! 

 

 

Têm mais sabedoria, é verdade!

(Mas atenção, porque não dominam todo o leque de conhecimentos e procedimentos universais relacionados com a vida humana.) 

Têm mais paciência, é verdade!

(Mas atenção, porque também vocês já foram pais e podiam lembrar-se mais frequentemente de todos os momentos em que o vosso primeiro impulso foi dar uma palmada ou um grito numa determinada situação limite.) 

Têm mais disponibilidade, é verdade! 

(Mas atenção, lá porque se demitiram de alguns postos que outrora ocuparam, não deixam de ser educadores [lembram-se? É para a vida toda!]. Assim sendo, lembrem-se que enquanto avós, também vocês continuam a educar filhos (e netos!), e eu acredito que é na observação, na sensatez, no senso pedagógico individual e na tolerância, que está a chave da educação.) 

Têm muito amor para dar, é verdade! 

(Mas atenção, os filhos continuam a ser filhos e, neste caso particular, os filhos continuam a ter a palavra final na educação dos vossos netos. Portanto, se têm algo para dizer chamem os vossos filhos à parte e se tiverem necessidade de lhes torcer e/ou puxar as orelhas, como outrora, façam-no! Mas longe do olhar dos vossos netos. Os vossos filhos continuarão a cometer erros. E vocês continuarão a ser os pais. Mas não queiram que os vossos netos assistam a esses momentos, por exemplo. Não é saudável para ninguém.) 

 

Por norma, os filhos aperciam e precisam que tenham iniciativa, que queiram estar e, quem sabe até, ficarem com os vossos netos quando os vossos filhos estão mais ocupados. Concomitantemente, que tentem cumprir com as suas recomendações no cuidado para com os vossos netos e que os amem (quase) como se fossem vossos filhos, mas sabendo que, não o são. 

 

Vocês são, deveras, fundamentais na educação e no desenvolvimento dos vossos netos. São, provavelmente, as pessoas em quem os filhos mais confiam e/ou querem confiar. E os vossos netos precisam de vocês! Precisam de contactar com as vossas experiências, com as vossas histórias, precisam que envergonhem (um bocadinho só!) os pais junto deles com aquelas histórias fantásticas que eles não se querem lembrar mas que vocês não se esquecem nunca, e acredito que acima de tudo, precisam de saber que têm em vós uma personalidade firme que represente respeito, amor e disciplina - tudo ao mesmo tempo - numa receita que tenha como produto final a moldura de uma família, genuinamente, feliz. 

 

 

Os vossos filhos e os vossos netos precisam de vós, assim como vocês precisam deles. E é tão bom quando todas as vontades se encontram na mesma frequência, mesmo que nem sempre, na mesma estação. Faz parte do que significa "amar durante uma vida"...certo? 

"Sim, tive uma depressão pós-parto e ninguém se apercebeu"

Há poucos dias uma leitora do blogue entrou em contacto comigo. 

Acabou por expor a sua vivência relativa a um pós-parto menos positivo, e no meio da sua reflexão, acabou também por referir algumas questões que, por serem tão frequentes, e ao mesmo tempo por causarem tanta dor, decidi partilhar com a sua autorização. Esta, foi uma delas.

 

O inicio do seu email foi assim:

"Sim, tive uma depressão pós-parto e ninguém se apercebeu. Médicos, enfermeiras, família, amigas (poucas). E principalmente o meu companheiro."

 

E a verdade é que não foi só o inicio deste email que começou assim. O inicio da história de muitas mulheres que desenvolvem uma depressão pós-parto, começa assim. 

 

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Rápido a doença se desenvolve e ganha espaço no âmago da mulher, aos olhos do companheiro, perante a família, e por vezes, entre a mulher e o bebé. 

 

Vários são os sinais e sintomas que podem ser sentidos pela mulher e observados por terceiros. Muitos deles já desenvolvi neste e neste texto, por exemplo.

Várias são as estratégias que a família e amigos podem adotar para ajudar a mulher/casal, tal como já referi neste texto e já identifiquei neste vídeo.  

 

Se mesmo assim, algum de vocês identifica uma possibilidade da mulher estar a desenvolver uma depressão pós-parto, não hesitem em pedir ajuda! 

Várias foram as pessoas que já pediram ajuda, várias foram as pessoas que já a obtiveram e várias foram as pessoas que já se trataram. A depressão pós-parto é uma doença, que tem tratamento e precisa de ser encarada como tal!

 

Peçam ajuda! Pedir ajuda não faz de vocês a família que falhou. 

 

#eupediajuda

blog@mulherfilhamae.pt