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Mulher, Filha e Mãe

Sensibilizar (para) e apoiar (na) ansiedade e depressão na gravidez e no pós-parto

Os pais, os sogros, e o papel fundamental que têm no apoio aos filhos e aos netos!

Ter pais e/ou sogros que ajudem a cuidar de um filho é fundamental! 

 

Digo fundamental pois, digam o que disserem, a verdade é que nos tempos que correm ser mãe e ser pai é também o mesmo que ser "atropelado" por um conjunto de exigências de âmbito parental, profissional e pessoal, tudo ao mesmo tempo, a uma velocidade louca e estonteante, dia após dia! 

São as crianças que têm de estar e/ou sair da escola a determinada hora, somos nós que temos de chegar a determinada hora ao trabalho (mas cuja hora de saída nem sempre é bem definida), são os trabalhos que as crianças trazem para casa, são os trabalhos que os educadores "convidam" os pais a fazer, são os afazeres profissionais que muitos trazem para casa (e acredito que a maioria o traz, não por opção), são os banhos, as refeições para o próprio dia e para o seguinte (que não se fazem sozinhas), são os animais que também temos de alimentar e cuidar, são, por vezes, os poucos minutos a sós que o casal tem para conversar, são as histórias que as crianças querem que se conte, são as roupas e as malas que se preparam para o dia seguinte, e no meio de tudo isto, as birras que, enquanto pais, também devemos estar à altura para lidar, etc., etc., etc. 

 

No fundo somos criativos e malabaristas nas horas livres, professores, técnicos de saúde, operários e afins, uma parte do dia, educadores a vida inteira, e aposto que muitos, em várias fases do desenvolvimento das nossas crianças, ainda fazem uns turnos extra enquanto guardas noturnos, enfermeiros e motoristas. Muitas são as profissões que nos assistem ao longo do nosso ciclo parental, e no meio de tanta tarefa profissional, ter uma (ou duas, ou quarto...) mão que ajude, é, no meu ponto de vista, fundamental e precioso nos dias que correm. Mas a verdade, é que nem todos têm esta sorte. E muitos que a têm, ainda se veem confrontados com algumas (ou muitas...) exigências adicionais, mesmo que parcialmente disfarçadas por determinadas observações mais humorísticas, ou completamente assolapadas por algumas atitudes (in)esperadas. 

 

Honestamente falando, cobrar, é feio, no meu ponto de vista. Especialmente perante este tipo de circunstâncias. 

Pais e sogros, se de facto querem e gostam de ajudar os vossos filhos, façam-no de coração. Ajudar de coração devia deixar qualquer um satisfeito por si só. Sem esperar que haja qualquer tipo de retribuição, seja de que índole for. 

Não se esqueçam nunca que o vosso papel é fundamental para quem está grávido, e para quem é pai e mãe! 

 

 

Têm mais sabedoria, é verdade!

(Mas atenção, porque não dominam todo o leque de conhecimentos e procedimentos universais relacionados com a vida humana.) 

Têm mais paciência, é verdade!

(Mas atenção, porque também vocês já foram pais e podiam lembrar-se mais frequentemente de todos os momentos em que o vosso primeiro impulso foi dar uma palmada ou um grito numa determinada situação limite.) 

Têm mais disponibilidade, é verdade! 

(Mas atenção, lá porque se demitiram de alguns postos que outrora ocuparam, não deixam de ser educadores [lembram-se? É para a vida toda!]. Assim sendo, lembrem-se que enquanto avós, também vocês continuam a educar filhos (e netos!), e eu acredito que é na observação, na sensatez, no senso pedagógico individual e na tolerância, que está a chave da educação.) 

Têm muito amor para dar, é verdade! 

(Mas atenção, os filhos continuam a ser filhos e, neste caso particular, os filhos continuam a ter a palavra final na educação dos vossos netos. Portanto, se têm algo para dizer chamem os vossos filhos à parte e se tiverem necessidade de lhes torcer e/ou puxar as orelhas, como outrora, façam-no! Mas longe do olhar dos vossos netos. Os vossos filhos continuarão a cometer erros. E vocês continuarão a ser os pais. Mas não queiram que os vossos netos assistam a esses momentos, por exemplo. Não é saudável para ninguém.) 

 

Por norma, os filhos aperciam e precisam que tenham iniciativa, que queiram estar e, quem sabe até, ficarem com os vossos netos quando os vossos filhos estão mais ocupados. Concomitantemente, que tentem cumprir com as suas recomendações no cuidado para com os vossos netos e que os amem (quase) como se fossem vossos filhos, mas sabendo que, não o são. 

 

Vocês são, deveras, fundamentais na educação e no desenvolvimento dos vossos netos. São, provavelmente, as pessoas em quem os filhos mais confiam e/ou querem confiar. E os vossos netos precisam de vocês! Precisam de contactar com as vossas experiências, com as vossas histórias, precisam que envergonhem (um bocadinho só!) os pais junto deles com aquelas histórias fantásticas que eles não se querem lembrar mas que vocês não se esquecem nunca, e acredito que acima de tudo, precisam de saber que têm em vós uma personalidade firme que represente respeito, amor e disciplina - tudo ao mesmo tempo - numa receita que tenha como produto final a moldura de uma família, genuinamente, feliz. 

 

 

Os vossos filhos e os vossos netos precisam de vós, assim como vocês precisam deles. E é tão bom quando todas as vontades se encontram na mesma frequência, mesmo que nem sempre, na mesma estação. Faz parte do que significa "amar durante uma vida"...certo? 

Ter avós que o são, é (praticamente) tudo!

Ter Avós que:

  • Sabem, querem e ADORAM cuidar dos nossos filhos;
  • Respeitam (maioritariamente) a opinião dos Pais;
  • Estão disponíveis para aprender;
  • Querem muito mimar os seus netos;
  • Por vezes caiem na tentação de lhes fazer as vontades;
  • Ensinam os netos como se faz, diz, é;
  • Ensinam os Pais;
  • Estão sempre disponíveis para ajudar;
  • Começam a maior parte das suas frases com "No meu tempo...";
  • Têm o maior orgulho em participar em todos momentos da vida dos netos (e dos Pais);
  • Não esperam nada em troca sem ser um sinal de afeto, ou simplesmente um sorriso;
  • Fazem tudo com um amor puro, maduro, saudável e tão único e brilhante, que é mesmo bonito de se assistir;
  • Realmente o são em todas as suas vertentes.

 

Ter avós que nos amam e têm sempre um carinho para nos dar, assim como muito para nos ensinar, foi o tipo de avós que eu tive a felicidade de ter. Foi o tipo de avós que me instruiu em tanto ao longo da minha vida que é impossível falar de parte do melhor de mim, sem falar deles.

 

 

Os meus avós amaram-se toda uma vida. Amaram-me. Ensinaram-me muito sobre o amor. E deixaram-me uma grande herança, mesmo quando partiram: Que devemos valorizar a vida, o tempo que temos, o que somos, o que fazemos, e acima de tudo, quem amamos, pois o dia de amanhã é mesmo, uma incógnita. 

 

Este, foi o tipo de avós que eu sinto que tive e que sempre desejei para a minha filha. 

Este, é o tipo de avós que eu sei que a minha filha tem. 

 

Obrigada Pai e Mãe! 

 

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