Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Mulher, Filha e Mãe

Sensibilizar (para) e apoiar (na) ansiedade e depressão na gravidez e no pós-parto

Hoje, não é um bom dia.

Por isso não me falem. 

Não me olhem. 

Não. 

 

Hoje, não é um bom dia, mas não entendendo. 

A agonia. A dor. O olhar fixo. 

Não estou cá. 

 

Hoje, poderia ser, mas não é um bom dia. 

Depois de te ter, ninguém diria. 

Mas é como me sinto. Só.

 

Hoje, é um dia igual a tantos outros.

As mesmas rotinas, o mesmo acordar.

Mas estou cansada.

 

Estou cansada de sorrir, de ter de ser.

Cansada do silêncio que ninguém repara. 

Cansada de estar e de ter de corresponder.

 

Hoje, estou cansada e só. 

E, no entanto, todos os dias acompanhada.

Ninguém me vê, eu não me vejo.

 

Hoje, não é um bom dia, mas amanhã, poderá ser melhor. 

Talvez. Mas vou sem expectativa. 

Prefiro conservar a agonia à dor acrescida da desilusão.

 

Hoje, não é um bom dia.

Esta dor teima em ser sentida. 

E eu, confusa, não sei o que fazer.

 

Hoje, não é um bom dia.

Olho para ti. Mas só este olhar de te ter, não me traz a alegria precisa.

Preciso de me olhar para me encontrar e não sei como o fazer. 

 

Hoje, não é um bom dia.

E isso também contribui, para assim, não o ser. 

Será que algum dia terei essa alegria do prazer de de ter?

 

Não sei. 

 

Ficará a questão para mais tarde responder. 

 

Postpartum-Depression-woman-baby-RM-722x406.jpg

 

Workshop: Baby Blues e Depressão Pós-Parto - Duas realidades (muito) diferentes!

Para quem estiver interessado, no dia 18 de Fevereiro (Sábado) vou estar no Centro de Desenvolvimento Passo a Passo, entre as 11h30 e as 13h00 a conversar (e não só!) sobre Baby Blues e Depressão Pós-Parto. 

 

IMG_2831.JPG

 

Têm dúvidas?

Têm alguma amiga a passar por algum destes problemas? 

Gostavam simplesmente de saber um pouco mais sobre o tema? 

Gostavam de trocar algumas ideias sobre o tema?

Querem conhecer outras pessoas que partilham do mesmo interesse que vós?

 

Então não hesitem e inscrevam-se! Vamos conversar!

 

Para mais informações: 

217 524 155   |    geral@passoapasso.pt |    968 746 266   

 

 

Conto convosco?

"Esta informação (para mim que vou iniciar o processo de gravidez) ajuda imenso!"

Para esta leitora, os textos sobre baby blues e depressão pós-parto ajudam-na imenso e compreender de forma mais realista o que é iniciar o percurso pelo mundo da maternidade. Tal como referiu num comentário que fez a este texto:

 

"Já o disse noutro post que tem esta informação e digo-o novamente, para mim que vou iniciar o processo da gravidez (lool vou chamar-lhe assim, já que vou à 1 consulta dia 16 para saber se está tudo bem para engravidar :) ajuda imenso! E vou colocar o marido a ler também!! 
Obrigada por toda a informação!"

 

 

Ler este tipo de informação, saber que situações como estas podem acometer qualquer família, é uma hipótese tão possível como qualquer outra, de qualquer área, e que integrem o mesmo período da vida da mulher e respetiva família.

 

Algumas com maior ou menor probabilidade de ocorrer, a verdade é que se de facto informação não ocupa lugar, e como tal, estarem informados sobre como dar um banho a um bebé, tal como quais as melhores posições que frequentemente se adotam para a amamentação poder ocorrer da melhor forma possível, são informações tão importantes como compreenderem quais os sinais de alerta para um baby blues, assim como para uma depressão pós-parto. Compreender quais as suas diferenças e onde se podem dirigir para pedir ajuda em caso de dúvidas e necessidade de apoio é fundamental para se sentirem mais seguros e confiantes. Especialmente nesta fase que, por norma, se revela cheia de turbulências emocionais, como o inicio da maternidade. 

#estratégiasDPP: Como lidaram com a depressão pós-parto e com o baby blues?

dpp e bb.jpg

 

E que tal se começarmos a aglomerar algumas estratégias que utilizaram para lidar com a vivência de uma depressão pós-parto e de um baby blues? 

 

Não se coíbam! 

 

Utilizem a hashtag #estratégiasDPP para partilharem, e para que quem quiser possa consultar, as várias formas que cada um(a) de vós utilizou, seja enquanto mulher, enquanto companheiro, enquanto mãe, tia, sogra, prima, pai, avô, filha, etc., para lidar com essa realidade tão complicada que foi viver com uma depressão pós-parto e/ou com um baby blues. 

Conseguem dizer que alguém tem uma depressão pós-parto pela sua expressão?

A fundadora da PostPartumProgress.org - Katherine Stone - pediu à comunidade que a segue e que já passou por algum problema relacionado com a saúde mental perinatal para que partilhassem fotos relativas ao período em que foram diagnosticadas e que combatiam algum problema do mesmo âmbito. Ao partilharem a foto tinham de preencher os espaços em branco da seguinte frase: 

 

"Quando esta foto foi tirada eu estava a sofrer de ___________________. Não consegues aperceber-te pela foto, mas eu senti/estava a passar por______________________."

 

Uma iniciativa extremamente interessante e que apelou à partilha de uma série de mulheres que ao mostrarem as várias fotos e ao preencherem a respetiva frase, mostraram como é contraindicado avaliar a presente problemática de forma parca, superficial e ligeira, olhando simplesmente para alguém. É muito mais para além disso, sendo que o sofrimento vai muito mais para além do que o nosso olhar (muitas vezes) consegue alcançar. 

 

Ganhem alguns minutos do vosso dia e vejam algumas dessas fotos aqui. De certo que vão ficar surpreendidos! 

 

 

Da minha parte, dou também o meu contributo! E vocês, querem dar o vosso? 

blog@mulherfilhamae.pt

 

P1090773.JPG

 

Quando esta foto foi tirada eu estava a sofrer de um forte baby blues. Não consegues aperceber-te pela foto, mas eu sentia um grande vazio e só me apetecia estar isolada. Minutos antes de tirar esta fotografia a Madalena estava a dormir, e a mim, só me apetecia chorar.

"Presenciei na minha filha a angústia e a ansiedade dos primeiros dias do pós-parto"

Há pouco tempo enviei um email com uma mensagem que já andava há muito para partilhar com as mulheres e respetivas famílias que têm partilhado pedaços das suas histórias aqui no blogue, nas Histórias que dão a cara por esta causa e em outros momentos. 

 

Recebi respostas inesperadas, que não pude deixar de comentar e de trazer, com a respetiva autorização, de novo para este espaço. Especialmente por considerar que podem ser fontes valiosas de partilhas que a terceiros muito podem/poderão ajudar.

 

A resposta da Maria Leonor foi uma das respostas inesperadas que vos falo.

Já tinha partilhado connosco uma história que viveu enquanto cunhada, na década de 80. E hoje, partilha connosco uma história que viveu enquanto avó, há relativamente pouco tempo e que toca essencialmente na temática do baby blues e da depressão pós-parto.  

 

Partilhem também as vossas histórias! Façam como a Maria Leonor, que enquanto avó, também tem uma voz, também tem a sua visão, e também tem o seu lugar de quem apoia, e de quem precisa de ser apoiado enquanto vivência este tipo de realidade. 

 

blog@mulherfilhamae.pt

 

"Olá Ana

 

Da ultima vez que lhe escrevi contei a historia de um familiar com realidade de depressão pós parto.

 

Entretanto já fui avó de um lindo menino que nasceu em Agosto de 2016, e presenciei ao longo dos dias na minha própria filha a angustia e a ansiedade dos primeiros dias, até porque o bebe nasceu prematuro e os cuidados foram maiores, no entanto houve dias em que senti que a mãe (minha filha) se encontrava na fase dos baby blues acho que é assim que se diz.

 

Mas estes baby blues não são mais do que o começo das depressões, no entanto talvez com a sua formação em enfermeira teve o discernimento para ela própria evitar que a depressão se instalasse, também conversamos e manteve conversas com as amigas recém mamas, e acho que toda a ajuda pela positiva é necessária nestes primeiros dias, não julgar, não interferir, não baralhar, não dar palpites, e estar presente com energias positivas é primordial para que a recente mãe se sinta calma e sem stress.

 

Mas é imperioso que se fale neste assunto, porque o mesmo é muito abafado, porque se espera demasiado de uma recente mãe, porque está gorda, porque o bebe não mama, porque tem que sair e fazer a vida normal, porque mil e uma coisas e nada disso é real, a realidade são as 24 horas em que dedica toda a energia a um ser recém chegado, que não conhece e que não nos conhece, que chora e não sabemos porquê, que implora atenção, que depende totalmente de nós.

 

Não devíamos exigir tanto de uma recém mãe.

 

Muito obrigada pelo trabalho que tem feito, qualquer ajuda não hesite em pedir.

 

Beijinhos."

Depressão Pós-Parto: Quando é que pediram ajuda?

Há quem tenha pedido quando sentiu que a angústia rasgava a vontade de viver num momento em que uma nova vida havia florescido.

 

 

E vocês, quando é que pediram ajuda? 

 

Partilhem connosco! 

#eupediajuda

 

blog@mulherfilhamae.pt

Uma imagem vale mais do que 1000 palavras!

 

Nos dias e semanas após o parto, ver uma mulher que mantém um olhar gélido, distante, desconectado com o momento que vive, coerente com um comportamento idêntico em relação a si e ao bebé, são sinais que vos devem fazer refletir sobre um consistente pedido de ajuda. 

 

Peçam ajuda. Informem-se. Pedir ajuda não faz de vocês a família que falhou!

 

#eupediajuda

 

blog@mulherfilhamae.pt

"Ter um Baby Blues e uma Depressão Pós-Parto é a mesma coisa": Será?

Eis a primeira afirmação do questionário "O que é que sabe sobre Depressão Pós-Parto". 

 

Vários foram os momentos em que escrevi e falei sobre o tema. 

Através dos seguintes links podem ter acesso aos textos que já escrevi sobre o tema e que justifica o quão falsa é esta afirmação. 

 

Babyblues: Querem saber um pouco mais?

 

Baby Blues e Depressão Pós-Parto: Duas realidades (muito) diferentes!

 

Baby blues e Depressão Pós-Parto: Serão a mesma coisa?

 

 

Também em entrevista com a Dra. Ana Telma Pereira, a mesma esclareceu-nos quanto à respetiva temática, tal como podem relembrar-se neste link.

 

Através da imagem seguinte conseguem visualizar melhor que, aquando das respostas ao questionário, ainda houveram algumas dúvidas quanto ao tema. Algo a ser trabalhado no Projeto Mulher, Filha & Mãe.

 

1A afirmação questionário blog.png