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Mulher, Filha e Mãe

Sensibilizar (para) e apoiar (na) ansiedade e depressão na gravidez e no pós-parto

Estás a preocupar-te demais! Não vês que o bebé está bem?

Nos diversos contactos com mulheres grávidas e no pós-parto, que vou tendo através do blogue, e onde muitas vezes são descritas passagens de vida onde afirmações como a que evidencio no titulo deste texto são bastante comuns, várias vezes me questiono sobre porquê, onde e quando é que as pessoas se deixaram de preocupar com as mulheres e homens nesta fase do ciclo de vida. Ou então, porquê, onde e quando o deixaram de o manifestar. 

 

E reparem que evidencio o papel da mulher e do homem neste texto, e não o da mãe ou o do pai. Pois embora estejam interligados, inseridos num fundo comum a uma mesma pessoa, constituem-se lugares diferentes e que de igual medida, mas de diferente forma, necessitam de ser nutridos e acarinhados. 

 

Os bebés são inquestionavelmente seres que só pela sua imagem apelam ao nosso contacto e dedicação. E há muito que isto é um facto conhecido e amplamente estudado.

Os  bebés precisam muito do amor, carinho, atenção e da envolvência de quem os cuida. E quem os cuida, por norma, são os pais. No entanto, também os pais necessitam de amor, atenção e envolvência de quem os rodeia. Possivelmente, mais do que em muitos momentos de suas vidas. Este, por norma, é o momento em que também os pais, que (por vezes) nascem quando nasce um bebé, precisam de apoio e orientação. Falo de amigos, de família, mas também falo da comunidade que os envolve e onde estão inseridos os profissionais de saúde com quem contactam, assim como, os vizinhos, os senhores dos cafés onde costumam ir, assim como, os do supermercado ou da mercearia, talho, mercado e afins.

 

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Quando digo que precisam, acreditem que muitas vezes não é de forma declarada. Muitas vezes, os pais, precisam lá bem no seu íntimo que essa compreensão, apoio, orientação seja espelhada em diversos detalhes do dia-a-dia, mesmo que eles, não o verbalizem. Imaginem comigo, não acham que é difícil acabar de ter um bebé, e verbalizar que se precisa de ajuda, especialmente a nível emocional, porque não se sentem bem, ou porque não se sentem capazes, ou porque questionam continuamente a sua capacidade de cuidar? 

 

Qual acham que seria a resposta da maioria das pessoas que os rodeiam? 

Como é que acham que estes pais se sentem? A nascerem pais, e com estas dúvidas constantes na cabeça, e possivelmente desesperançados de algum tipo de resposta neste sentido?

 

Eu tenho uma ideia. 

 

Quando vos falo de apoio, compreensão e orientação, também vos posso dar alguns exemplos mais práticos.

Por exemplo:

  • Precisam que os "senhores dos cafés" os recebam como de costume, e não que questionem com frequência se os pais não deviam era estar em casa porque faz frio, ou porque o bebé precisa é de estar em casa e não sair (nos seus pontos de vista) considerando logo à partida que o bebé pode não estar muito confortável porque chora, ou porque simplesmente, assim o consideram (mas como é que eles sabem disto?! Em que é que se baseiam? Numa sabedoria popular? E porque não perguntam diretamente aos pais o que estes acham? Não seria esta uma forma mais simples de se mostrar essa compreensão em vez de se questionar a sensibilidade e o papel dos pais logo à partida? Digo eu...);

 

  • Precisam que as pessoas nos supermercados, na rua, nas lojas e afins, não fiquem fixamente a olhar quando veem um bebé chorar (Sabem... os bebés choram, e por vezes, os pais simplesmente ficam sem saber o que fazer/responder a este bebé naquele momento. Acontece. Ainda por cima quando todos os que os rodeiam resolvem fixar manifestamente o momento, expressando emoções que transmitem pouca confiança/desconforto de alguma forma. Por vezes, até os pais mais confiantes se sentem envergonhados nestes momentos. Mas é assim, na generalidade dos casos, faz parte do "conhecer o bebé", e do "conhecerem-se a si próprios enquanto pais deste bebé" pois este não nasce concomitantemente com livro de instruções na mão e/ou com uma previsibilidade comportamental estampada na testa. Sabiam?);

 

  • Precisam que os amigos e família respeitem a sua preferência de não haver visitas em casa nos primeiros tempos, assim como, que tenham alguma consciência de que se querem efetivamente ir visitá-los que é importante perguntarem a sua opinião, ou até, levarem o almoço/jantar e assim é menos uma refeição que estes pais têm de fazer. Ah! E se alguém ajudasse a passar uma roupinha a ferro? Ou a por uma ou outra máquina a lavar? Ou ajudasse a dar um jeitinho à casa? Ou ficassem, pelo menos, 10 minutos a tomar conta do bebé para estes pais irem tomar um banho, considerando por eles, minimamente decente? São só algumas ideias, mas podia dar-vos muitas mais!

 

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Bom, exemplos desta índole, não faltam! Mas não é só sobre isto que vos quero falar neste texto. É também, e especialmente, sobre o facto de haverem determinados momentos ao longo da gravidez e/ou no pós-parto onde os pais acabam por sentir maior preocupação em relação ao bebé. Seja porque o desejam há muito tempo e agora vão tê-lo nos seus braços e não querem que "nada corra mal", seja porque houve uma gravidez de risco difícil de se lidar, seja porque houve uma ecografia que demonstrou algumas possíveis alterações que posteriormente se vieram a verificar falsas, seja porque o parto não correu como o esperado, seja porque o temperamento do bebé não é o imaginado, ou por qualquer outro motivo. Seja pelo que for, existe uma preocupação, um motivo de dúvida, algo que poderá causar uma ansiedade crescente neste período, que por si só, já é muito delicado a nível emocional. 

 

A questão é, porque é que as pessoas teimam em desvalorizar este tipo de preocupações, se à partida, e ainda por cima quando declaradas pelos próprios pais, são motivo de ansiedade crescente e/ou até angústia associada em muitos casos? Porque é que optam por desvalorizar, focando-se no facto de bebé estar bem, não dando espaço a estes pais para se expressarem? Dizerem efetivamente o que sentem e porque o sentem? 

 

Porque é que é assim tão complicado? 

 

É difícil lidar com o sofrimento alheio. É difícil lidar com o próprio sofrimento em si. Pode ser verdade para muitos. Mas estes pais precisam deste apoio neste momento. Este bebé precisa que os pais se sintam apoiados neste momento. E daqui a alguns anos, ouvirão, possivelmente, um adulto a verbalizar que outrora, também precisou de se sentir mais apoiado.  

 

Já dizia Dalai Lama uma afirmação com que muito me identifico: 

 

"Só existem dois dias no ano que nada pode ser feito. Um chama-se ontem e o outro chama-se amanhã, portanto hoje é o dia certo para amar, acreditar, fazer e principalmente viver."

 

Portanto, o dia ontem já não podemos mudar. Podemos sim, aprender a viver com ele. O dia de amanhã, ainda não sabemos como será. Simplesmente perspetivamos, planeamos. Então, parece-me que o dia de hoje é perfeito para se começar a trabalhar neste sentido. E começando a refletir verdadeiramente sobre o tema, pode ser, definitivamente, um primeiro passo. Um passo muito útil para todos nós. 

 

centro@mulherfilhaemae.pt

Workshop: Alterações emocionais na Gravidez e no Pós-Parto

No dia 17 de Fevereiro (6ªfeira), entre as 18h00 e as 19h30, estarei no Centro de atividades para grávidas, bebés e crianças - Árvore dos bebés - a falar sobre Alterações emocionais na Gravidez e no Pós-Parto

 

Podem consultar o evento no facebook, aqui.

 

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Gostavam de esclarecer dúvidas sobre o tema?

Querem conhecer outras pessoas na mesma fase da gravidez/pós-parto?

Gostavam simplesmente de trocar algumas ideias ou aprender um pouco mais sobre o tema?

 

Então não hesitem e inscrevam-se

 

Para mais informações:

geral@arvoredosbebes.pt    |     211930127

 

 

Conto convosco?

Nasceram mais bebés em 2016! E mais apoio emocional...também houve?

De acordo com esta notícia nasceram mais bebés em 2016, e este crescimento tem sido progressivo desde 2014. 

 

É uma ótima notícia!

Precisamos que a taxa de natalidade aumente, precisamos que a base da pirâmide demográfica volte a ficar mais consistente, que cresça. Mas na minha opinião, também precisamos que determinadas condições acompanhem esse crescimento.

Podia fazer uma rubrica só "com aquilo que precisamos" enquanto pais, ou futuros pais, para que muitos pudessem sentir integrar as condições necessárias para ter mais filhos, sendo que até acredito que muitas famílias gostassem de os ter, mas que não privam com as condições que consideram ser as necessárias para poderem aumentar o respetivo núcleo familiar.

 

Mas para além de tudo "aquilo que precisamos" enquanto pais, quando vi esta notícia rápido me perguntei: E o apoio emocional durante a gravidez e no pós-parto, também aumentou? 

 

Claro que não é o foco central da notícia e muito menos a única coisa que os casais precisam para que a decisão de terem filhos seja muito mais facilitada, mas a verdade é que também é muito - mas mesmo muito - importante, como temos vindo a debater por aqui.

 

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Muitos casais quando pensam em ter filhos, e especialmente se forem pais pela primeira vez, poderão não ter de imediato a consciência da importância deste apoio emocional, mas não preciso de apresentar muitos mais argumentos que o demonstrem. Muitos acabam por ganhar esta consciência, e espero que caminhemos para que a ganhem através da sensibilização para o problema por algum profissional de saúde, familiar ou amigo, ao revés de a ganharem por passarem por situações mais complicadas como o desenvolvimento de um blues, ou de uma depressão pós-parto, por exemplo.

 

Portanto, que nasçam mais bebés, sim! Que nasçam muitos e cada vez mais! Que a curva da taxa de natalidade se eleve e que muitos casais possam concretizar o sonho de acolherem um filho em suas vidas. Mas acima de tudo, que nasçam mais profissionais sensibilizados para a saúde mental perinatal, que se criem mais projetos que fomentem o apoio emocional aos pais e futuros pais e respetivas famílias, que a curva da depressão pós-parto decresça, e que todos os casais e respetivas famílias que se confrontem com a realidade de problemas do foro da saúde mental na gravidez e no pós-parto, possam encontrar formas de acompanhamento mais eficazes e eficientes e que não incluam por si só e em exclusividade absoluta medidas farmacológicas associadas, ou pior, o silêncio dos que sofrem durante semanas, meses e anos, sem se pronunciarem por medos, dúvidas e vergonhas, ou por qualquer outro motivo que os iniba de se expressarem.

 

No fundo, que se valorize este aumento de bebés (sim!), que se atente na prevenção de problemas do foro da saúde física e mental (sim!), mas que se aposte em igualdade na sinalização, assim como no acompanhamento destes casos, não só a nível físico, mas a nível emocional também. 

Saúde Mental Perinatal: Sabem o que significa?

Vários são os momentos em que utilizo este termo nos meus textos, assim como existe um separador no menu e na barra lateral que o evidencia. 

Dado que muitas são as pessoas que vão entrando neste espaço, alguns possivelmente pela primeira vez, parece-me que é bom relembrar no que consiste. 

A Saúde Mental Perinatal caracteriza-se pela saúde mental da mulher desde a conceção até ao primeiro ano após o parto, e desta forma, engloba qualquer temática que integre este período e que esteja relacionado com a saúde mental.

Por sua vez, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS) a saúde mental caracteriza-se como “o estado de bem-estar no qual o indivíduo realiza as suas capacidades, pode fazer face ao stress normal da vida, trabalhar de forma produtiva e frutífera e contribuir para a comunidade em que se insere“.

Nesta definição, a “saúde mental” é entendida como um aspeto relacionado ao bem-estar, à qualidade de vida, à capacidade de amar, trabalhar e de se relacionar com os outros. Com esta perspetiva positiva, a OMS convida-nos a refletir sobre a saúde mental muito para além das doenças e das deficiências mentais.

 

Dentro da área da saúde mental perinatal podemos falar em inúmeros aspetos relacionados com a promoção da saúde, a prevenção das doenças, sobre as doenças que se podem desenvolver, sobre o tratamento e sobre a reabilitação das pessoas que desenvolvem as respetivas doenças, seja de que âmbito for. 

É por isso que também muito valorizo os testemunhos que me enviam sobre o tema, pois permitem-me, e a quem nos lê, compreender de uma forma mais ampla como é que cada pessoa, e respetiva família, vivência as problemáticas que a afetam, como se sente e que tipo de estratégias utiliza para ultrapassar o presente momento. Algo que considero bastante pertinente de publicar, e consequentemente transmitir a quem nos lê e procura informação deste tipo.

 

Quando se fala em Saúde Mental Perinatal, rápido se pensa em depressão pós-parto, mas quando se fala em saúde mental perinatal fala-se em muito mais do que a depressão pós-parto. Falamos de blues pós-parto, de psicose pós-parto, de ansiedade pós-parto, de depressão na gravidez, de fobias na gravidez e no pós-parto, de problemas na relação mãe-bebé, problemas de sono específicos neste período, de stress pós-traumático na gravidez e no pós-parto, de sintomas específicos deste período, entre muitos (mesmo muitos...) outros temas cujo foco é a mãe e o bebé. 

A saúde mental perinatal integra uma esfera de conteúdos sobre uma série de aspetos e problemáticas que confrontam a mulher e respetiva família num período de grande transição e expectativa (a conceção, a maternidade, a parentalidade...) paralelo a uma série de equilíbrios e desequilíbrios que daí possam surgir. 

 

É essa esfera que, neste espaço, pretendo fazer girar, sendo sobre a mesma que pretendo falar e aprofundar conhecimentos, espelhando-os no item da página principal do blogue que identifica "Saúde Mental Perinatal".

E já agora...já exploraram este espaço? 

 

Têm questões, sugestões, ideias?  

Não hesitem em enviar-me email sobre as mesmas! 

blog@mulherfilhamae.pt

Passatempo: Vamos sortear um mês de aulas no Gymboree Dolce Vita Tejo!

Já foi falado aqui, e aqui o quão benéfico brincar é para as crianças e para os papás, e especialmente, como o Gymboree nos pode ajudar neste sentido! 
 
Assim sendo, juntei-me ao Gymboree do Dolce Vita Tejo, e hoje lançamos um passatempo que sei que vão adorar:
 
 
Um Voucher que irá equivaler a UM MÊS de aulas no Gymboree Dolce Vita Tejo de ENTRADA LIVRE.
 
 
O Voucher irá abranger crianças dos 2 meses aos 5 anos de idade e poderá ser utilizado até 31/03/2016;
 
O passatempo começa hoje e termina dia 01/10/2015 às 23h59. No dia 02/10/2015 será comunicado o(a) vencedor(a), que será sorteado por random.
 
Para se habilitarem a ganhar, terão de:
- Fazer Gosto na Página do Facebook do Gymboree Dolce Vita Tejo;
- Fazer Gosto na Página do Facebook do blog Mulher, Filha e Mãe.
- Partilhar publicamente o passatempo;
 
 

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Aqui têm uma ótima forma de comprovarem através da vossa experiência, tudo o que já aqui falámos sobre brincar, e sobre o Gymboree!

Brincar faz bem à saúde do bebé e da mãe. Sabiam?

Na sequência do texto que escrevi sobre como a Madalena e eu adorámos as aulas no Gymboree (que podem voltar a consultar aqui), pedi à Psicóloga e Professora no Gymboree, Carolina Canto, para nos falar um pouco mais tecnicamente sobre os benefícios que o brincar tem para o bebé e para a mãe. 

 

A mesma aceitou este desafio com grande entusiasmo e disponibilidade, e escreveu-nos o texto que vos coloco de seguida.

 

Eu, o David, os avós, as tias e os amigos adoramos brincar com a Madalena e sempre que a mesma está mais acompanhada nas suas brincadeiras, é nítido o brilho no seu olhar e a alegria no seu movimento. E embora que o tempo para o fazer nem sempre seja aquele que nós mais gostaríamos (penso que é um sentimento comum, especialmente em nós, Pais...), a verdade é que é através do brincar que as crianças descobrem e tentam compreender o mundo que as rodeia. Por isso, brincar não só é ótimo, como fundamental para o desenvolvimento dos nossos filhos, tal como foi fundamental para o nosso. E é sobre isto que a Carolina nos escreve também. 

 

Curiosos? 

 

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Quando a mãe brinca com o bebé partilham-se momentos divertidos de cumplicidade e constrói-se uma relação única de confiança e reafirma-se o amor incondicional que os une.

 

Brincar com o bebé desde que ele nasce é muito importante para o seu desenvolvimento a vários níveis.

Quando o bebé nasce quer descobrir o novo mundo que o rodeia. E através da brincadeira, a mãe pode ajudar o bebé nessas novas descobertas.

A voz da mãe, o seu toque e cheiro inconfundíveis transmitem segurança e confiança ao bebé para conhecer as coisas e as pessoas à sua volta.

Cantar, tocar e brincar são ótimos ingredientes para desenvolver as capacidades do bebé a nível cognitivo, motor, social e emocional.

 

No Gymboree as mães aprendem as brincadeiras mais adequadas para estimular as principais competências que o bebé pode desenvolver desde cedo.

 

Até aos 6 meses de idade, o bebé passa por diferentes fases e conquistas. Mas o principal objetivo nessa faixa etária, em termos de aquisições para o seu desenvolvimento saudável, é estimular a atenção, o interesse e a calma no bebé.

Para o bebé se interessar e ficar atento ao mundo envolvente ele precisa de se sentir seguro e amado. Por isso quando a mãe brinca com o bebé é muito importante estar atenta aos seus sinais de forma a respeitar o seu ritmo e assim adequar a brincadeira ao seu bebé e ele sentir-se-á mais interessado, curioso e confiante para explorar e aprender mais sobre esse novo mundo.

 

Na brincadeira, a mãe e o bebé descobrem-se mutuamente. A mãe começa a conhecer melhor o seu bebé, a sua maneira preferida de brincar - gosta mais de cócegas nos pés ou de beijinhos no pescoço? E o bebé vai conhecendo cada dia melhor a sua mãe (pai, avó ou outro cuidador), vai apurando os seus sentidos, vai aprendendo o novo ritmo das suas rotinas, vai-se adaptando a novos sabores e cheiros, tudo isto com a certeza que está seguro e é amado.

 

Fazer uma massagem suave no pé do bebé e cantar para ele fortalece o laço afetivo que une a mãe e o bebé, transmite-lhe amor, confiança e segurança para se interessar por novas aprendizagens.

Tocar um padrão melódico no xilofone, repeti-lo cantando uma música, juntar um estímulo táctil (como um sopro divertido na mão do bebé) estimula a memória e a calma no bebé, e facilita o interesse do bebé pelas palavras.

 

Brincar com o bebé ajuda a mãe a relaxar, a distrair-se das tarefas rotineiras de cuidados ao bebé e a divertir-se.

 

Rir com o bebé é tão bom!

Quando se juntam mais mães e bebés para rir e conversar é ainda melhor!

Nas aulas do Gymboree a mãe tem a oportunidade de conhecer novas pessoas, que à partida se encontram no mesmo estado que ela, podendo partilhar experiências, dúvidas, descobertas e sentir-se compreendida.

As mães vão identificar-se e rever-se umas nas outras, gerando-se um sentido de grupo e empatia, ajudando a encarar quaisquer dificuldades com mais leveza, confiança e a ser mais criativa na busca de soluções.

 

As aulas do Gymboree promovem a amizade, a confiança e a criatividade do bebé e da mamã!

 

Sabiam que...

 

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...os bebés e as crianças têm pupilas mais largas do que os adultos, e que as pupilas dos bebés dilatam-se constantemente quando os adultos estão presentes, numa tentativa de parecerem o mais atraentes possível, conseguindo assim, obter maior atenção?

 

Allan & Pease (p. 192; 2009) in Linguagem corporal. 

Oh não! O meu bebé tem muitas cólicas...

...E não é o que todos têm nos primeiros meses de vida?

 

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Ou existe por aí algum(a) felizardo(a) que nunca ficou uma noite acordado(a) à conta destas compinchas?

Vá.. Confesso que AINDA não passei uma noite acordada. Mas digamos que entre as 17h e as 22h deixo de ter vida por completo e passo a ser o colo, a voz, a sinfonia, o mimo, o aconchego, o carrinho, o alimento emocional da minha filha. E por muito gosto que tenha em estar sempre disponível para ela, estas horas não são nada fáceis!

E embora já tenhamos tentamos algumas coisas, até agora, nada resultou...

 

Mas afinal, porque é que as cólicas surgem? Serão assim tão necessárias? Ou poderão querer dizer-nos algo mais?

 

Por incrível que pareça, são necessárias sim!

Trata-se de uma fase de organização do cérebro que terá de ser percorrida para se atingir um grau de maturidade superior. É normal, faz parte da vida do bebé e ajuda-o a encontrar níveis mais perfeitos de organização e de consolo.

Muito se tem debatido sobre a origem das cólicas, existindo várias vertentes identificadas, como: o ar que o bebé engole durante a alimentação, a intolerância ao leite de vaca que o bebé acaba por ingerir com a toma do suplemento ou poderá mesmo ser uma reação natural ao stress do parto e das primeiras semanas de vida. Ainda assim, temos de contar com a imaturidade do intestino que faz com que certos segmentos intestinais se "fechem", de vez em quando, provocando dilatação nos anteriores (os chamados movimentos peristálticos) causando dor. Provavelmente todos estes motivos estarão corretos, embora varie de criança para criança, o que nos leva à estaca 0: a dúvida sobre se são cólicas, e de onde é que aquela especifica crise poderá vir.

 

De todas pesquisas que fizemos sobre o que podemos fazer para acalmar os nossos bebés quando têm cólicas, esta, sem dúvida, que consideramos a mais simples, atual e completa. Se tiverem interesse, porque não darem uma vista de olhos? 

 

http://lifestyle.sapo.pt/familia/bebe/artigos/dos-0-aos-6-meses-colicas

 

Mais algum conselho que queiram dar?

Alguma experiência que gostassem de partilhar?

 

Não só pela fase que estamos a passar, mas também pelo tema em si, gostávamos muito de saber a vossa opinião!