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Mulher, Filha e Mãe

Sensibilizar (para) e apoiar (na) ansiedade e depressão na gravidez e no pós-parto

E se amanhã fosse o dia, como é que seria?

E se amanhã fosse o dia de pedir ajuda, como é que seria? 

Levantavas-te, vestias-te e recuarias,

Ou simplesmente deixavas-te levar? 

 

E se amanhã fosse o dia de pedir ajuda, como é que seria? 

Os nervos e as fantasias tomariam conta de ti,

Ou intempestivamente corrias para alguém te ajudar? 

 

E se amanhã fosse o dia de pedir ajuda, como é que seria? 

Chegavas a dormir,

Ou a cabeça e o coração unidos não te deixavam os olhos fechar?

 

E se amanhã fosse o dia,

Estaria a chover?

Ou o sol, quente, marcaria esse momento? 

 

Se amanhã fosse o dia,

Talvez a correr, a suar, séria, trémula ou sem pensar

caminharias para alguém te ajudar.

Contudo, será que importa compreender como seria o momento,

ou como seria o dia,

Ou será que importante seria parar de imaginar,

e efetivamente começar a caminhar para pedires ajuda,

e fazeres o teu percurso com maior alegria e bem-estar? 

 

Será que pode ser hoje, o dia?

 

blog@mulherfilhamae.pt 

 

 

"Pedi ajuda quando já não dormia há várias noites e já tinha perdido 14kg"

Tive poucas palavras para devolver a esta leitora, quando comentou o texto "Depressão Pós-Parto: Quando é que pediram ajuda?".

 

Contudo, uma coisa é certa, o pedido de ajuda que aclamou por iniciativa revelou muita da sua coragem e vontade de tratar o que a andava a fazer sofrer, aparentemente, há alguns anos. 

 

Já não é a primeira vez que são partilhadas por aqui, vivências de mulheres que levam meses e/ou anos a conseguirem assumir o sofrimento que sentem neste âmbito, sem que qualquer um à sua volta compreenda o que se passa. Pois tal como abordei há pouco tempo, não é pela expressão, ou por um ou outro encontro, que se percebe facilmente se alguém está a vivenciar uma depressão pós-parto. Portanto, para além das poucas frases que escreveu e que muito revelam em termos emocionais, eu também só lhe posso agradecer por ter tido a coragem de partilhar connosco parte do que sentiu contribuindo para aumentar a sensibilização das pessoas que consultam o blogue para o tema. 

 

E vocês, quando é que pediram ajuda?

blog@mulherfilhamae.pt

 

bigstock-Lonely-Woman-With-Anorexia-110986139.jpg

 

"Pedi ajuda quando já nada importava para mim.. nem eu nem os meus dois filhos.
Pedi ajuda quando já não dormia há várias noite e já tinha perdido 14kg.
Pedi ajuda quando vi que sozinha não conseguia.


E passados quase dois anos e com a vida composta e até uma vida que se pode dizer normal.. e feliz (sim.. feliz) continuo a precisar de ajuda porque ainda não consigo desligar-me, controlar e evitar remexer com os pensamentos sobre tudo o que passei e senti e vivi."

Depressão Pós-Parto: Quando é que pediram ajuda?

Há quem tenha pedido quando sentiu que a angústia rasgava a vontade de viver num momento em que uma nova vida havia florescido.

 

 

E vocês, quando é que pediram ajuda? 

 

Partilhem connosco! 

#eupediajuda

 

blog@mulherfilhamae.pt

"Fui mãe há 10 meses e sinto uma ansiedade terrível"

Já não é a primeira vez que falamos sobre ansiedade por aqui. 

Ansiedade tanto pode ser considerada como um traço da nossa personalidade, ou um estado, tanto pode ser considerada como "normal" ou "patológica". Não há um limite preciso, nem há uma regra padrão. Existe sim, um limite que cada um de nós poderá conhecer melhor do que qualquer outro e uma regra que única e simplesmente a cada um, de forma individual, se aplica. A ansiedade, poderá constituir-se sim um forte problema do foro da saúde mental, caso interfira constantemente com o bem-estar da pessoa e afete fortemente a sua interação com os outros e com o meio que a rodeia. 

 

A ansiedade não é típica de nenhuma fase da vida em particular, mas também exacerba, como já falei aqui, na gravidez e no pós-parto, podendo muitas vezes caminhar lado a lado com a depressão perinatal

 

 

Uma leitora do blogue contactou-me há alguns dias e referiu o seguinte no email que me enviou:

 

"Fui mãe há 10 meses e sinto uma ansiedade terrível. Canso-me ao menor esforço, falta de fôlego ou fôlego curto, dores no pescoço, irritabilidade, dores de cabeça, etc. Ando assim há 10 meses. Não tenho tempo para mim , apesar de estar em casa com o meu filho, e para bem da minha sanidade mental preciso de ajuda."

 

Com a sua autorização, publiquei-o, também como forma de vos alertar para esta problemática que se sabe que ocorre com muita frequência na gravidez e no pós-parto. 

 

Os sinais e sintomas para este tipo de alteração, não só estão bem claros no pedido de ajuda que faz, como tenho vindo a falar sobre os mesmos, por exemplo, aqui

 

Estejam atentos e procurem ajuda! 

Pedirem ajuda não faz de vocês, a pessoa que falhou

 

Esta leitora pediu ajuda, e encontrou

 

centro@mulherfilhaemae.pt

 

A Raquel pediu ajuda e conseguiu superar a Depressão Pós-Parto! E vocês?

A questão foi colocada há pouco tempo num post que publiquei e que se intitulava por Depressão Pós-Parto: Quando é que pediram ajuda?

 

Várias foram as respostas que obtive! Mas ainda faltam muitas mais. 

 

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A Raquel respondeu e disse:

 

Pedi ajuda quando precebi que não era só a minha vida que estava em risco...mas a da minha filhota também... Despistei-Me na auto-estrada com ela dentro do carro... Nesse dia cheGuei a casa e disse preciso de ajuda... Tinha ela já 7 meses... Esse dia foi o primeiro de uma grande luta... Mas conseGui...

 

E vocês, quando é que pediram ajuda?

#eupediajuda

 

blog@mulherfilhamae.pt

 

Não há problema se chorar compulsivamente nos dias posteriores ao parto!

 

Mas há problema se continuar a chorar compulsivamente nos dias, semanas e/ou meses posteriores ao parto, e não pedir ajuda, pois muito provavelmente, podemos estar perante um blues pós-parto, e persistindo, provavelmente numa depressão pós-parto. 

 

Pedir ajuda é legítimo e não faz de ti má mãe! 

 

#eupediajuda

 

Ajuda? Dúvidas? Questões?

blog@mulherfilhamae.pt

#eupediajuda - E vocês?

Há alguns meses uma leitora do blogue enviou-me email a partilhar a sua vivência do pós-parto. Um testemunho que podem consultar, acedendo a este link

 

 

A mesma pediu ajuda, realizou o tratamento adequado, e hoje encontra-se praticamente a terminar o capítulo "Depressão Pós-Parto" na sua vida. 

Foi ótimo receber notícias sobre a sua recuperação, assim como é ótimo poder partilhá-las aqui convosco!

 

A Depressão pós-parto pode ser tratada! Mas para isso, há que pedir ajuda.

 

#eupediajuda - E vocês? 

Partilhem notícias sobre a vossa recuperação utilizando esta hashtag (#eupediajuda) e assim poderemos aceder a um link de esperança e positivismo em termos de recuperação associada à depressão pós-parto. 

 

Quem alinha?

 

blog@mulherfilhamae.pt