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Mulher, Filha e Mãe

Sensibilizar (para) e apoiar (na) ansiedade e depressão na gravidez e no pós-parto

Entrevista à Vital Health: Evitar a depressão ultrapassando o “blues pós-parto”

Um dia contactei a Sofia, uma jornalista que trabalha no ramo da saúde. Desde então demonstrou sempre uma grande disponibilidade para me ajudar a divulgar artigos inerentes às temáticas que tenho vindo a desenvolver por aqui

 

Um deles, foi publicado há alguns meses (podem consultá-lo aqui), e outro foi publicado recentemente na Vital Health. 

 

Não quero deixar de registar esta entrevista, assim como as várias informações que penso poderem ser úteis aos vários leitores que vão seguindo o blogue e que se interessam por estes temas. 

 

Muito lhe agradeço por me dar a oportunidade de divulgar este tipo de temáticas, e assim continuarei! Obrigada Sofia! :)

 

Podem sempre consultar a entrevista neste link

Ou lê-la de seguida.

Mas atenção! Não iremos ficar por aqui. Brevemente virão mais novidades! ;) 

 

Também nos querem ajudar a divulgar este tipo de temáticas? Não hesitem! 

blog@mulherfilhamae.pt

 

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Vital Health (VH) | Quais os sinais do período "blues pós-parto" (BPP)?

Ana Vale (AV) | O “blues pós-parto” (BPP) é considerado como uma fase passageira, normal e comum às alterações hormonais e ao nível de stresse que caracteriza os primeiros dias após o nascimento do bebé. Os sinais que o traduzem, assim como a sua intensidade, durabilidade e etiologia podem variar muito de pessoa para pessoa, mas os mais comuns e frequentemente descritos na literatura existente caracterizam-se pela irritabilidade, labilidade emocional, choro fácil, dificuldade de atenção, distração, insónia e fadiga. O choro pode não ser acompanhado de sentimentos de tristeza. Algumas mulheres chegam até a experimentar sentimentos de alegria e tristeza ao mesmo tempo.

VH | Como devem reagir as mulheres perante essa sintomatologia?
AV | É difícil responder a esta pergunta. Ainda por cima, tendo passado por esta vivência na primeira pessoa, sei o quão difícil é reagir a algo que nos é tão intrínseco e compreendo a quantidade de dúvidas que surgem no momento. Contudo, antes de mais, tanto as mulheres como a respetiva família, devem estar informadas sobre a possibilidade que têm de vir a desenvolver um BPP e no que consiste.
Caso ocorra, há que estar atento aos sinais e sintomas que anteriormente falei, e acima de tudo na intensidade e duração com que ocorrem. Se durarem mais do que duas semanas a um mês, é aconselhado procurar ajuda especializada, pois poderemos estar na presença de alguém que está a desenvolver uma depressão pós-parto (DPP).

VH | É, portanto, ténue a linha que separa o período "blues pós-parto" da depressão pós-parto?
AV | Dependendo do tipo de apoio que a mulher tem para gerir esse período da sua vida (e aqui não falo só do apoio familiar), sim, poderá ser.
Sabe-se que os BPP são um preditor independente da depressão pós-parto e estima-se que cerca de 20% das mulheres que desenvolvem um BPP, poderão vir a desenvolver uma DPP. Assim, é importante identificar estas mulheres e de se trabalhar com elas, no sentido de se tentar prevenir o desenvolvimento de uma depressão pós-parto.

VH | Como é que o “blues pós-parto” pode ser ultrapassado?
AV | Sendo maioritariamente influenciado pela componente hormonal, que neste período da vida da mulher está bastante alterada, é esperado que quando houver um ajustamento, a mulher também recupere (ou comece a recuperar) desta fase. No entanto, é de salientar a importância que o apoio das pessoas que lhe são significativas (especialmente do companheiro) tem na gestão desta fase de sua vida, que pode não ser tão positiva como o que foi esperado.
Há inúmeros fatores que poderão contribuir para um melhor ou pior ajustamento a esta nova fase da vida da mulher/casal. Para além dos últimos referidos, o temperamento do bebé, a relação que se estabelece entre o casal, a partilha de tarefas, a realização da identidade materna, as características dos pais e do bebé, algumas variáveis obstétricas (por exemplo, a ocorrência de complicações durante a gravidez e no parto) são só alguns dos fatores que aqui identifico, podendo cada um deles, em associação ou em separado, contribuírem para a forma como a mulher/casal ultrapassa/ultrapassam esta fase de suas vidas.

VH | Como devem as outras pessoas, próximas à mulher e sobretudo o seu companheiro, ajudar a ultrapassar esse período?
AV | Sou uma defensora acérrima de que o apoio das pessoas, que são consideradas significativas para a mulher, é fundamental para que a mesma ultrapasse esta fase da melhor forma possível. Algo que também já está comprovado pela investigação científica.
Demonstrar disponibilidade para ouvir o que a mulher sente (mesmo que sinta o mesmo, vezes sem conta...), ser-se paciente, ajudar nas tarefas domésticas e nos cuidados ao bebé, estimular a saída da mulher ao exterior, nem que seja para apanhar um pouco de sol, ou para comer a sua fatia de bolo de chocolate favorita, assim como não aparecerem em casa do casal de surpresa "só" para ver o bebé, mas sim avisarem e tentarem compreender se a visita é oportuna e ajudar no que for necessário. Estas poderão ser, só algumas, das muitas formas da família e amigos promoverem o bem-estar da mulher.

VH | A Ana Vale passou por um período "blues pós-parto". De que forma o ultrapassou?
AV | Para além de ter escrito muito do que senti durante esse período, num pequeno diário que construí para aquele momento, e de ter fundado o meu blogue, sem dúvida alguma que o apoio do meu marido e da minha família foi fundamental para a gestão deste momento na minha vida.
A partilha de tarefas foi uma constante, assim como a profunda compreensão por parte dos meus pais, irmã, sogros e amigos, foi fundamental para eu ter o meu tempo de adaptação e ultrapassar da melhor forma possível o BPP.

VH | A criação do blogue ajudou. De que forma agora ajuda outras mulheres na mesma situação?
AV | No blogue fui publicando muitas das minhas vivências, pensamentos, sentimentos e emoções sobre o tema, tendo acesso também a muitas das vivências e experiências de outras mulheres, que passaram por situações semelhantes à minha e outras até mais duras do que a minha. Foi também com este objetivo que criei o blogue: para conhecer e dar a conhecer histórias de outras mulheres e respetivas famílias que tivessem passado por estas experiências durante a gravidez e/ou no pós-parto. Queria muito saber como tinham ultrapassado esse momento nas suas vidas e dar a conhecer essas estratégias a quem poderia vir a ter interesse no blogue, por já ter passado ou por estar a passar por uma situação semelhante.
Atualmente, pelo que me vão relatando, percebo que o blogue tem ajudado muitas mulheres e respetivas famílias.
Também ajudo através da possibilidade que promovo para que criem as suas narrativas e partilhem as suas histórias na rúbrica “Histórias que dão a cara por esta causa”. Desta forma, para além de escreverem o que sentem, o que escrevem é publicado e ajuda outras mulheres e respetivas famílias que consultem o blogue. Estas, têm acesso a testemunhos reais, o que por si só, já e um amparo para muitas pessoas que vivem esta realidade e que pouca informação têm sobre o tema.
Para além de promover essa partilha, escrevo muito sobre o tema (não só sobre “blues pós-parto”, como depressão pós-parto, ansiedade e psicose pós-parto, por exemplo). Tudo o que escrevo é baseado em informação fidedigna (bibliografia essa que coloco nos respetivos textos para quem quiser pesquisar mais sobre o tema, saber onde se dirigir). No fundo, acabo por estar a construir uma base de dados sobre uma determinada área, para quem estiver interessado ter mais informação sobre o tema.
Para além disso, e para terminar, tenho estudado e pesquisado muito para encontrar locais para onde possa reencaminhar os pedidos de ajuda que me vão chegando dentro desta área. São cada vez mais e nem sempre é fácil criar essa ponte. Mas, aos poucos, tenho conseguido encontrar locais de referência, o que tenho sentido como uma grande conquista neste âmbito, pois foi algo que não encontrei para mim, mas que tenho encontrado para outras pessoas que passam por situações semelhantes à minha.

VH | Mais recentemente criou o Movimento "O que é que sabes sobre depressão pós-parto?", que está integrado no seu blogue. Qual foi o objetivo?
AV | Este movimento surgiu após várias interações que tive com mulheres que tinham receio de assumir a sua depressão pós-parto e/ou de procurarem ajuda especializada por receio de se confrontarem com aquilo que terceiros poderiam pensar de si. Foi, então, uma forma que encontrei para atingir os seguintes três grandes objetivos, a pensar nessas interações:
- Combater o estigma face às pessoas com depressão pós-parto;
- Promover a reflexão (comunitária) sobre o conceito de DPP;
- Desmistificar conceitos erróneos relativos à DPP;

VH | Tem recebido feedback?
AV | Tenho tido muito feedback e comecei por ter mais do que pensava que teria inicialmente. Contudo, sei que ainda falta muito "movimento" ao movimento, para que o mesmo seja levado ao maior número de pessoas possível.

VH | Como podem as pessoas participar?
AV | É simples. Basta responderem à questão “O que é que tu sabes sobre Depressão Pós-Parto?” e enviarem-me a sua resposta para o seguinte email: blog@mulherfilhamae.pt.
Seguidamente, publicarei as respostas no blogue, reforçando positivamente as respostas que tiverem corretas e desmistificando conceitos erróneas nas menos corretas.
Podem também fazer comentários nas redes sociais utilizando a hashtag #movimentodepressãopósparto.
Desta forma, será promovido o debate sobre o tema, ao qual qualquer um poderá aceder, participando e/ou esclarecendo as suas dúvidas e questões sobre o tema.

VH | No geral, o que espera com todas as ações que tem desenvolvido em prol deste período característico do pós-parto em muitas mulheres?
AV | Espero fazer por elas o que senti falta que fizessem por mim. Promover para outros, o que senti que não tive: toda esta informação e iniciativas sobre o tema, condensada num local fidedigno. E, acima de tudo, espero aliviar o seu sofrimento e promover o bem-estar dessas mulheres e respetivas famílias, construindo um espaço alusivo a este tipo de temáticas, onde a partilha de momentos menos positivos - num momento onde é esperada sempre grande felicidade - é comum e normal. Num espaço onde se fala sobre a maternidade que nem sempre rima com felicidade, mas que mesmo assim não significa que um dia não venha a rimar.

O workshop sobre 'Saúde Mental na Parentalidade' também foi assim.

Apesar da tarde de chuva intensa e do frio que se colocou, no Sábado, demos voz ao tema a que nos propusemos e construímos uma tarde cheia de reflexão, partilhas, risos, vivências, dinâmicas e muita dedicação. Quer das participantes que foram e que se dedicaram a participar no que foi proposto e a produzir muitos mais resultados do que os esperados, quer de quem dinamizou o workshop, que (até!) fez um bolo e o trouxe para saborearmos no final, quer de quem o construiu, que o faria quer houvessem, 8, 2, 1, 5 ou 10 pessoas inscritas. 

 

Tal como referi, considero importante passar este tipo de mensagem, seja através do blog, seja fora do mesmo. É importante passar testemunhos, assim como é importante refletirmos sobre o que nos move inerentemente, ou não, à parentalidade. 

Portanto, contamos que brevemente surjam mais possibilidades de encontro, reflexão e partilha dentro do mesmo género, e abraçamos a participação de quem se interessar pelo tema, e estiver disponível a vir. 

 

A nossa querida Psicóloga Raquel Vaz captou, também fotograficamente, alguns momentos da sessão que vos coloco de seguida.

 

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Fico sempre de coração cheio depois destes momentos.

Obrigada! 

Vêem aí mais workshops! Quem está interessada(o)?

O próximo será na Ericeira, no dia 7 de Maio pelas 15h00, sobre "Saúde Mental na Parentalidade". 

 

Surgiu no decorrer de um convite feito pela nossa querida Psicóloga e Coach Raquel Vaz e faz parte de uma quadra de Workshops/Temas/Testemunhos que vão ocorrer ao longo dos próximos dois meses no espaço Be U.

 

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Precisamente porque a qualidade das relações que desenvolvemos com quem nos rodeia ser a base para a felicidade, cada um destes 4 Temas / Workshops / Testemunhos será uma oportunidade para, através da reflexão, partilha e orientação, promover o Desenvolvimento Pessoal e Bem-Estar.

1º Workshop: "Vidas em Transparência: Pensar para Evoluir"
Apresentação do livro da autora Maria Queiroz.
É um convite para a introspeção e análise das relações que mantemos, para a identificação de relações tóxicas e para um "arrumar" de ideias que nos traga paz de espírito.
Dia 2 de Abril 15h-17h
Entrada LIVRE e possibilidade de desconto na compra do livro.

2º Workshop: Coaching - Desafio, Apoio, Ação
Quer conhecer mais sobre Coaching? Quer ser capaz de concretizar objetivos? De uma forma prática e motivadora tomará contacto com ferramentas que o farão chegar ao seus Sonhos.
Dia 9 de Abril 15h-17h
Número de inscrições mínimo e máximo.

3º Workshop: Ser em Família
Uma oportunidade para uma reflexão dinâmica acerca do papel da família e das famílias, como estrutura essencial para a promoção de qualidade de vida e o auto-conhecimento.
Dia 30 de Abril 15h-17h
Número de inscrições mínimo e máximo.

4º Workshop: Saúde Mental na Parentalidade
A parentalidade nem sempre rima com felicidade... Momento de partilha e testemunho para que o ser mãe/pai possa ser vivido de forma transparente e saudável.
Dia 7 de Maio 15h-17h
Número de inscrições mínimo e máximo.

Dinamizadora: Raquel Vaz (Psicoterapia e Coaching)

Para mais informações e inscrições:
be.u.ericeira@gmail.com
261861987/918 585 501

 

Conto convosco? 

Sessão de Meditação para Grávidas dia 24 de Outubro! Quem está interessada?

Como já falei por aqui, temos um novo parceiro para o Projeto "Mulher, Filha & Mãe": Embalaiê - centro de desenvolvimento infantil pela dança. 

 

Neste espaço, vamos poder desenvolver, em cursos, workshops e ações de sensibilização, vários tipos de temáticas relacionadas com a saúde mental no pré e pós-parto, com o Reiki e com a Meditação.

 

A primeira sessão que irei realizar será já no dia 24 de Outubro (Sábado) das 11h - 12h, onde facilitarei um momento de meditação para grávidas!

O grande objetivo destas sessões é promover o relaxamento da grávida, o contacto com a sua condição de mulher e de gestante, e promover a vinculação materno-fetal.

Para mais informações e inscrições (as vagas são limitadas) enviem email para blog@mulherfilhamae.pt.

 

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Se vos fizer sentido, venham ter connosco! 

De certo que juntas, partilharemos um momento de paz e tranquilidade. 

O apoio da família é fundamental! - artigo publicado na plataforma Maria Capaz.

Mais um artigo publicado na plataforma Maria Capaz que poderão consultar aqui, ou ler de seguida. 

 

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Sim, é verdade! Em qualquer fase da nossa vida, ter uma família que nos apoie é fundamental! E por família identifico  @ companheir@, filh@, mãe, pai, sogr@, irmã,  ti@, o irmão, amig@, prim@ enfim, todos e/ou qualquer um, que nos sejam verdadeiramente significativos.

 

Contudo, após alguns anos de existência confesso que nunca senti tanto a necessidade de apoio, suporte, (verdadeira) compreensão, tolerância e afeto, como senti na fase do pós-parto, enquanto viajava pelo mundo da recém-maternidade.  O turbilhão de emoções que nos envolve a cada novo dia que passa, as múltiplas adaptações que o nosso corpo comporta diariamente, e toda a interpretação e integração das mais variadas experiências e memórias que nos vão surgindo enquanto vamos construindo lenta e intensamente o nosso papel de mãe, não só justifica como consolida em simultâneo a necessidade de apoio por parte da família neste momento da nossa vida.

 

Precisamos de espaço, mas também precisamos de quem compreenda quando queremos um abraço. Precisamos de tempo, mas também precisamos de quem saiba identificar o adequado momento. Precisamos de ajuda para cuidar, mas também precisamos de quem não nos deite abaixo. Precisamos de quem limpe, organize, escute, observe, não julgue e compreenda que nem sempre vamos estar prontas para sorrir, ouvir, falar, ser ou simplesmente, estar.

Pensem que é das hormonas, das dores, das adaptações, das noites sem dormir, do cansaço, da confusão ou da desorganização psicoafetiva que para aqui vai. Pensem o que quiserem.

Pensem que antes dávamos tudo e que hoje dispomos de pouco ou quase nada para quem nos visita. Mas depois de acharem, pensarem, suporem, imaginarem, julgarem e refletirem, lembrem-se que diante de vós está a mulher de sempre. Ciclotímica ou não. Com um humor mais ou menos deprimido, está, por detrás deste cinzento véu que muitas vezes persiste em ficar, a mulher, filha, sobrinha, irmã, neta, prima, amiga e agora mãe, que precisa (talvez até, mais do que nunca) da vossa profunda reflexão sobre o conceito de apoio e compreensão, para concomitantemente tornarem o mais confortável possível, esta estreita fase que nos alberga, e por vezes, nos cega.

 

Se este tipo de apoio é comummente praticado? Talvez não, talvez sim. Mas já há muito que este fator é altamente estudado pelos conhecedores destas matérias, e quer aceitem, contestem, duvidem e/ou acreditem, a verdade é que o apoio da família nesta fase é fundamental!

E no fim – ou mesmo no início e durante a viagem – quando existe e persiste, faz frente, e teima solidamente com as suas emoções, atenuando, ou até mesmo prevenindo o desenvolvimento de perturbações como o Baby Blues e a Depressão Pós-Parto, transformando as típicas alterações que caracterizam a tão peculiar fase do início do pós-parto, em pequenas crostas emocionais, que pela sua desenvoltura cairão, deixando uma subtil, ou mesmo nula marca.

 

 

 Espero que tenham gostado, e que acima de tudo, vos faça refletir.

A Depressão Pós-Parto não é uma miragem! - Artigo publicado na plataforma Maria Capaz.

E que quando quiserem, podem consultá-lo aqui ou lê-lo de seguida:

 

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Nos dias que correm, ensinam-nos… e aprendemos de tudo!

Ensinam-nos a dar banho a um bebé, as melhores técnicas de amamentação, a agir quando há febre, cólicas, quando o bebé se engasga, entre outras situações. Mesmo antes de tudo isto, ensinam-nos a fazer os melhores exercícios para tonificar a região perineal e para mantermos a forma durante a gravidez. Relatam-nos que urinar com frequência durante este período é comum, assim como ter náuseas, vomitar, ter tonturas, cansaço ou até mesmo azia, se for o caso.

 

Ensinam-nos que existem vários tipos de partos e que, independentemente do que nos assistir, temos de estar preparadas para os vários cenários.

Ensinam-nos a preparar uma mala adequada para levar para a maternidade e até nos sugerem onde ir buscar os produtos com os preços mais acessíveis e/ou com a melhor qualidade possível para colocar na mesma. Ensinam-nos que cuidados necessitaremos de prestar ao rebento que se prepara para nascer.

Ensinam-nos que a gravidez é a melhor fase da nossa vida e que o momento de ter um filho, por mais dor que provoque, concomitantemente dará origem (em muitos casos) ao apogeu da nossa vida pessoal.

Ensinam-nos a respirar para ter um filho e para lidar com as suas birras depois de nascer.

 

Mas quem é que nos prepara para o choque psicoafectivo que implica ter um filho? Ou pelo menos, quem tenta? Quem é que nos tenta preparar para as possíveis noites de choro intermitente e angústia constante que poderão vir e passar, ou vir e ficar, nos dias e semanas (ou até meses) que sucedem o parto? Quem é que nos prepara para a possibilidade (mesmo sendo só uma possibilidade) da maternidade nem sempre rimar com felicidade e de haver determinada sintomatologia bastante sugestiva de um mau estar profundo, que vai muito para além de uma simples e (suposta) comum tristeza? Quem, onde, e de que forma, se fala sobre isto e sobre o tema “Saúde Mental Perinatal” no geral?

As famílias ainda se encontram muito fechadas para esta problemática, assim como a sociedade em geral, e muitas mulheres e respetivas famílias acabam por sofrer em silêncio as consequências de uma patologia subdiagnosticada, o que a curto e/ou a longo prazo poderá trazer inúmeras consequências para a mulher, para o bebé e para a família no geral.

 

Tal como referi inicialmente, ensinam-nos e aprendemos de tudo. No fundo, de tudo o que integra o lado físico. Porque o que se insere no espaço do psicológico, muitas vezes não é tido em conta, chegando mesmo a ser desvalorizado por quem cuida e por quem é cuidado, tornando problemas como a depressão pós-parto, uma suposta miragem, que na verdade, é muito mais real, clara, pesada e comum, do que se pensa (ainda) atualmente.

 

Ana Vale.

 

Enfermeira | Formadora| Autora do blog:

http://mulherfilhamae.blogs.sapo.pt/

 

 

 

Mais um passo em direção à divulgação do tema e ao debate dos vários conteúdos que lhe são inerentes! 

Ainda há muito por fazer. No entanto, a quantidade de pessoas que o partilharam e comentaram e acima de tudo a quantidade de pessoas que o viu e leu, não só demonstra um pedaço dos casos reais existentes, como atesta o tanto que ainda há por fazer nesta área, especialmente a nível comunitário. 

 

Deixo-vos alguns dos comentários que marquei, e que tal como as Histórias que dão a cara por esta causa, também dão semelhante força ao assunto em questão. 

 

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 Obrigada, equipa da plataforma Maria Capaz!

 

Vamos falar sobre Baby Blues já este Sábado em Entrecampos! Quem vai?

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Será na Livraria Bulhosa em Entrecampos, dia 29 de Agosto (Sábado), pelas 11h

A entrada é livre.

 

Falarei sobre Baby Blues, especialmente através da partilha da minha história e de outros testemunhos integrados no mesmo tema. 

Da última vez que tive oportunidade de falar sobre este tema, foi verdadeiramente inesquecível: Um dia espetacular, uma plateia fantástica, muitas dúvidas no ar, mas também muitas esclarecidas, e muita partilha inerente (de mulheres que já iam para o segundo filho e que foram informar-se melhor sobre o tema, ao workshop).

Aproveitem, façam o mesmo e partilhem com quem consideram que poderá ter interesse no mesmo! 

 

Conto convosco! 

Vou dar uma Palestra sobre "Depressão Pós-Parto: Problemas e Soluções".

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Será dia 16 de Julho (5ªfeira) pelas 14h30 na Cruz Vermelha Portuguesa da Delegação da Costa do Estoril.

O evento é GRATUITO.

 

Temas como fatores de risco para o desenvolvimento de uma Depressão Pós-Parto, assim como estratégias para se lidar com a mesma, serão abordados durante a sessão.

 

Inscrevam-se enviando email para: blog@mulherfilhamae.pt

 

 

Conto com a vossa presença?