Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Mulher, Filha & Mãe.

Sensibilizar (para) e apoiar (na) ansiedade e depressão na gravidez e no pós-parto

Mulher, Filha & Mãe.

Sensibilizar (para) e apoiar (na) ansiedade e depressão na gravidez e no pós-parto

Porque é que o nosso cérebro se torna ansioso?

A ansiedade está presente numa grande fatia da população portuguesa, e o mesmo aplica-se quando falamos sobre saúde mental perinatal

 

Há pouco tempo li um livro sobre algumas técnicas para controlar a ansiedade, de Margaret Wehrenberg, e de uma forma bastante simples e objetiva a autora leva-nos a compreender o lado mais técnico da ansiedade. Achei curiosa a forma como fez a ponte entre a neurociência e o comportamento humano para o leitor (mesmo podendo ser o útimo leigo na questão) para que este pudesse aceder de forma mais simples a este tipo de informação. Desta forma, e tendo em conta que a ansiedade é um tema que muitas vezes é abordado quando falamos de gravidez e pós-parto, resolvi trazer aqui um pequeno resumo para responder à questão: Porque é que o nosso cérebro se torna ansioso? 

 

O cérebro integra uma rede complexa de células cerebrais chamadas de neurónios, todas interligadas entre si.

Há muito ainda para conhecer sobre o funcionamento do cérebro, contudo, algo que se sabe até agora é que todos os pensamentos que temos e todas as emoções que sentimos, são resultado da atividade cerebral, e da mesma maneira que não nos sentimos bem quando algum órgão não está a funcionar adequadamente, os nossos pensamentos e emoções podem sofrer perturbações se o cérebro não estiver a funcionar bem.

 

 

Os neurónios comunicam entre si através de mensageiros específicos, os chamados neurotransmissores. Quando há problemas ao nível da sua quantidade - podem ser insuficientes, ou suficientes, mas não conseguirem passar a mensagem de um neurónio para outro, ou estarem presentes em excesso - e qualidade - no que toca ao local do cérebro onde são recebidos, ou, por exemplo, se houverem dificuldades no recebimento da mensagem no ponto de chegada, podendo haver neurónios que não as recebem com facilidade - a pessoa pode desenvolver ansiedade, ficando preocupada, reagindo excessivamente ao stress, ficando em pânico, ou até dando demasiado importância a coisas que não a merecem.

 

O tipo de sintoma que sentimos depende do tipo de neurotransmissores que tem problemas num determinado local do cérebro.

 

Estes sintomas podem ir desde o negativismo, à preocupação, a uma maior sensibilidade à ameaça, à perda de controlo emocional, a preocupações recorrentes, à demonstração de uma atitude inflexível, à agitação geral, à inquietação interior, tensão física e mental, ataques de pânico, sensação de desespero, concentração excessiva nos pormenores, entre outros. 

 

Durante o período perinatal (que vai desde a conceção até ao pós-parto), muitas pessoas referem sentir ansiedade de uma forma geral, com vários tipos de manifestações como as supracitadas, tal como, em parte, já abordei aqui

Seja neste período, ou em qualquer outro da vida, aprender e praticar algumas técnicas de meditação e relaxamento pode ajudar a atenuar este tipo de sintomatologia. Nesta fase, o controlo da ansiedade ganha um maior relevo tendo em conta o período em questão, e a influência do comportamento materno sobre o feto/bebé.

 

Em breve falarei mais sobre algumas técnicas de meditação e relaxamento, e divulgarei algumas datas para as podermos aprender e realizar em grupo, tal como aconteceu aqui. 

 

Interessados? 

blog@mulherfilhamae.pt

O sentido da meditação: qual é o vosso?

Nos círculos da psicanálise existe uma história bem conhecida sobre um homem atormentado por um sonho recorrente. O mesmo encontra-se preso dentro de um quarto, incapaz de abrir a porta e fugir. Procura a chave pelo quarto, mas nunca a consegue encontrar. Tenta com toda a força abrir a porta mas esta não cede um milímetro. Não existe outra maneira de sair do quarto sem ser através daquela porta, que ele não consegue, de todo, abrir. Está encurralado e com medo. E no meio de uma sessão com o seu analista, o mesmo descreve-lhe este sonho e o analista, ouvindo cuidadosamente o seu relato, sugere-lhe que a porta talvez possa ser aberta na direção oposta. Quando o homem volta a ter o mesmo sonho, lembra-se da sugestão do seu analista e descobre que a porta se abre para dentro sem a menor resistência.

 

 

 

Reparo que esta é a realidade, figurada, de muitas das pessoas hoje em dia.

Muitas pessoas têm a sensação de estarem presas, encurraladas, dentro de uma vida que parece já não satisfazê-las. Existe um sentimento silencioso de desespero, mantido à distância através de uma atividade constante ou de novas drogas miraculosas. Algumas pessoas passam a vida à espera. À espera que alguma coisa aconteça e que venha mudar por completo as suas vidas. E, no entanto, a lição mais básica e óbvia que a vida nos oferece, é que a felicidade é um estado de espírito, interno, e não algo que possa ser adquirido no mundo exterior, ou de outras pessoas.

 

Embora algumas pessoas possam contribuir para chegarmos mais facilmente a esse estado, é a nossa predisposição, o nosso eu interior, que abre essa porta.

Todos nós procuramos a felicidade, mas muitos de nós procura-a fora de nós mesmos. Procuramo-la noutras pessoas, no nosso trabalho, nas atividades de lazer, etc.. Em muitos casos, o tempo passa e as nossas vidas acabam por se assentar em moldes previsíveis e ficamos a olhar em redor tristemente para os nossos sonhos despedaçados ou vazios, e a oportunidade de alcançar determinadas metas, ou de conquistar novos terrenos, já passou.

 

No seu poema "A Porta", Miroslav Holub, o poeta imunólogo checo, incita-nos a ter coragem de olhar para as nossas vidas com novos olhos. A Porta que nos fala o respetivo poeta é a porta que se abre para dentro, para nos revelar as nossas necessidades mais profundas, assim como as nossas aspirações mais elevadas.

 

Vai e abre a porta.

Talvez lá fora haja

uma árvore, ou um bosque,

um jardim,

ou uma cidade mágica.

 

Vai e abre a porta.

Talvez haja um cão a vasculhar.

Talvez vejas uma cara, 

ou um olho,

ou a imagem de uma imagem.

 

Vai e abre a porta.

Se houver nevoeiro

dissipar-se-á.

 

Vai e abre a porta.

Mesmo que nada mais haja

que o tiquetaque da escuridão,

mesmo que nada mais haja

que o vento surdo,

mesmo que nada mais haja,

vai e abre a porta.

 

Pelo menos haverá uma corrente de ar.

 

 

Foi um poema que marcou uma entrada mais madura no meu mundo interno, e a conquista de um novo terreno na minha vida, através da busca do sentido da Meditação.

A meditação é um meio de abrir essa porta. Começa com o entrarmos dentro de nós mesmos e conduz a que posteriormente possamos mergulhar na corrente da vida. A nossa separação desta corrente (muitas vezes sem nos apercebermos, ou mesmo de forma inconsciente) é a fonte do nosso mais profundo descontentamento, e a verdade, é que ao abrirmos esta porta, nunca sabemos o que poderemos encontrar - sim, pode haver um cão a vasculhar, ou talvez um nevoeiro, um jardim, ou mesmo que nada mais haja do que o tiquetaque da escuridão, também pode (ou simplesmente pode) haver uma corrente de ar.

 

A meditação é a arte de se estar consigo mesmo. Dizer a alguém "Não faças nada, senta-te simplesmente aí" quase se tornou num lugar-comum, mas é algo que muitos de nós ainda sentem bastante dificuldade em fazer.

 

Portanto, o que é que acham que acontece, quando paramos, e colocamos de parte algum tempo para mais nada fazer excepto para estarmos conscientes de nós mesmos?

 

meditation.jpg

 

Fica a questão, para meditarem. 

 

 Post baseado no Guia de Meditação, de Paramananda.

Com quantas pessoas vão para o banho?

Foi uma das perguntas que me mais me marcou num curso de mindfulness que fiz há alguns meses. 

 

Foi daquelas que evidenciou o arregalar dos olhos de 100% da turma com quem fiz o curso, de imediato! 

É claro o que se pensa, assim que nos confrontamos com a mesma questão, mas quando o professor começou a descortinar o que a mesma significava na sua essência, e qual a importância de refletirmos sobre o tema, começou, sem dúvida, a fazer todo sentido!

 

 

Vivemos vidas atribuladas, onde o número de tarefas que realizamos, e a quantidade de pessoas com quem, muitas vezes nos cruzamos, faz com que o nosso pensamento opere o triplo e flua em vários ciclos sempre com as sinapses aos saltos em encruzilhadas de fulgor. 

O tempo para nos sentarmos, refletirmos, e relaxarmos, vivendo só e exclusivamente o presente, parece fácil, mas torna-se um verdadeiro desafio quando o tentamos executar. 

 

Viver o presente, o momento, é difícil para quem corre a mil diariamente. Para quem está a tomar o pequeno-almoço a pensar, não na forma como deglute, ou como o pão e café lhe sabem bem e lhe dão prazer naquele momento, mas no trânsito que vai apanhar, nos filhos que à escola tem de levar, ou no chefe e colegas que a bem ou a mal tem de aturar quando ao trabalho chegar.

Viver o presente é complicado para quem está a trabalhar e sabe que quando do trabalho sair, terá de levar a mãe a uma consulta, o filho à ginástica, ainda tem de ir correr, ou simplesmente o jantar fazer, tendo em conta que com o almoço de amanhã também terá de contar.

Viver o presente, quase que se torna utópico num século cuja grande causa de desenvolvimento de doenças, é o stress. Quase que se torna utópico quando a quantidade de tarefas a executar em 24 horas e o tempo que cada uma delas necessita para ser executada, é superior ao tempo a que um dia equivale.

Viver o presente, quase que se torna utópico, mas não é. Assim como quem quase morreu, ainda está vivo, ou como quem quase viveu, já está morto. 

 

O quase traz-nos tudo o que poderia ter sido e não foi. E não é aí que na realidade nos situamos. 

Portanto, esta questão faz todo o sentido. 

 

Com quantas preocupações vão para o banho?

Com quantas tarefas por executar?

Com quantos problemas que ficaram pendentes?

E acima de tudo, com quantas pessoas associadas a todos os anteriores?

 

Vivemos sempre no que temos de fazer a seguir, mas até que ponto é que isso nos ajuda mais do que nos prejudica? 

Viver no presente não é fácil nos dias que correm, mas absolutamente necessário para quem pretende viver uma vida plena e tranquila. 

 

Portanto, porque não tentam ir hoje, amanhã e/ou depois, só convosco e com aquele momento para o banho? 

Poderá ser fácil. Mas também poderá ser dificil. E se assim for, reflitam: Porque será?

Reiki e as nossas emoções.

Encontrei este artigo numa revista, e ao lê-lo, senti que o devia partilhar! 

Fala sobre a forma como lidamos, quase que normalmente, com as nossas emoções - mas que de natural, tem pouco - e como o Reiki nos pode ajudar a lidar com a gestão das mesmas.

 

 

Á medida que crescemos  e experimentamos novas situações e sentimentos, alguns deles negativos e bem marcantes, vamos fazendo exatamente o que nos foi ensinado: guardar, esconder e abafar. É assim que aprendemos a lidar com as nossas emoções. Acumulando e guardando muitos dos nossos sentimentos negativos. Com isto, os sentimentos de amor, carinho, empatia, solidariedade, todas as nossas emoções positivas são cercadas. 

 

O nosso centro das emoções, o coração, está aberto só por uma frestinha, somente o necessário, o mais seguro. Mas, isso tem o seu preço. Além de experimentar a vida só um pouco, agora muitos de nós não conseguem nomear o que sentem, muito menos porque sentem.

 

O Reiki é uma técnica suave e natural que nos ajuda a encontrar uma maneira melhor de lidarmos com as nossas emoções. Dizemos que a energia Reiki é uma energia inteligente, ela vai para onde e quando for necessária. A sua alta vibração energética desaloja as mais densas, ou seja, os sentimentos negativos guardados e escondidos são modificados suavemente para alcançarem um  nível mais elevado ou se dissiparem. Um a um, esses sentimentos vão-se apresentando para serem trabalhados. 

Com a ajuda do Reiki, temos o suporte para identificar e aprender a lidar com eles de forma mais consciente e saudável.

 

O artigo encontra-se na revista Reiki e Yoga nº6, pági. 34.

Disciplina pessoal.

"É importante estabelecer uma disciplina pessoal com o objetivo de nos transformarmos interiormente.

Esta disciplina não deve, de modo nenhum, ser imposta do exterior, antes nascer da nossa compreensão das coisas e da consciência dos benefícios que delas retiraremos se optarmos por a aplicar." 

 

 

 

Por Dalai Lama, em 108 pérolas de sabedoria - para atingir a serenidade.

"Sou muito grata à energia universal Reiki" - Testemunho.

Para além do testemunho que eu dei - e que podem consultar aqui - sobre os benefícios do reiki e da meditação durante a gravidez e no pós-parto, também outras mulheres já deram os seus. 

 

Este, foi-me sugerido por Andreia Vieira - Terapeuta e Mestre de Reiki e membro da direção da Associação Portuguesa de Reiki - com quem tive o prazer de conversar e cujo resultado já publiquei também aqui, no blog.

 

De seguida, deixo-vos o respetivo testemunho, que também podem consultar aqui, no projeto pessoal de Andreia Vieira - Be You Reiki

 

 

Este é o testemunho de Vanda Alves, aluna de Reiki nível I. Encontrou no Reiki não só a confiança de que necessitava para enfrentar a gravidez, como também a calma e a serenidade que tanta falta lhe faziam na sua vida. Características que acabaram por acompanhar a  sua querida bebé Matilde, cujo parto decorreu com a ajuda de Reiki.

 

“Procurei o Reiki quando engravidei porque depois de ter vivido uma história triste de uma gravidez gemelar, ganhei medos, tristezas, dor e insegurança. Por outro lado, sou uma pessoa com o coração na boca e muitas vezes digo as coisas sem pensar, pelo que acabo por magoar as outra pessoas. Digo aquilo que quero e não quero, sou muito ansiosa e com muita pouco calma. Tudo o que quero é para ontem.

Quando engravidei da Matilde fiquei muito contente pois era o bebé pelo qual eu há muito tempo lutava. Mas o medo era grande e a insegurança era maior que que a felicidade. Então foi quando eu procurei o Reiki, logo no início da minha gravidez, o que me trouxe uma paz muito grande. Foi então que eu vi que o Reiki fazia parte da minha vida e fui fazer o curso. Depois de me tornar reikiana passei a fazer Reiki todos os dias a mim e à minha bebé. Vivi momentos muito bons e hoje sou uma pessoa muito mais calma e serena. Consigo ouvir os outros e pensar na resposta que lhes vou dar, para não dizer aquilo que não devo. Tenho mais confiança em mim e no Universo, porque se encarrega de nos mostrar o que a vida tem para nos dar. Passei a ter mais calma. Até mesmo na hora do parto e quase até ao fim eu consegui praticar Reiki. Deixei fluir muito Reiki naquela sala. E na hora em que o médico me disse para fazer força mas a força já me faltava, a única coisa que me lembrava era da minha filha e pedia à energia Reiki que me ajudasse a recuperar as forças. Assim foi e dei à luz uma bebé linda e maravilhosa e muito serena – a pequena Matilde.

Por isto tudo eu sou muito grata à energia universal Reiki.”

 

Vanda Alves

21 de julho de 2014"

 

 

E vocês, também têm alguma experiência semelhante que gostassem de partilhar?

Não hesitem!

Enviem-nos email para blog@mulherfilhamae.pt

Entrevista a Andreia Vieira - Responsável pelo Projeto "Barrigas com Reiki".

Na sequência da minha grande vontade de publicar o meu testemunho sobre os benefícios que a prática de Reiki e Meditação me trouxeram durante a gravidez e no meu pós-parto (que podem consultar aqui), achei que seria bastante interessante e complementar, falar com a responsável pelo projeto Barrigas com Reiki da Associação Portuguesa de Reiki (APR).

 

 

Conheci o projeto enquanto grávida, e na altura, infelizmente não pude participar por motivos profissionais e de incompatibilidade de horários. 

Contudo, sempre tive bastante curiosidade no mesmo, e hoje, penso ser o momento ideal para vos dar a conhecer um pouco mais sobre o projeto e sobre os benefícios do mesmo durante a gravidez e no pós-parto, não só para atenuar determinada sintomatologia característica do período da gravidez, e todos os desconfortos subjacentes, como para lidar e/ou prevenir situações como Baby Blues, Depressão e Ansiedade pré e pós-parto.

Via email, a Terapeuta e Mestre de Reiki e membro da direção da Associação Portuguesa de Reiki, Andreia Vieira, atualmente responsável pelo projeto Barrigas com Reiki, respondeu-me a algumas questões, não só sobre o projeto como também a outras inerentes à temática Saúde Mental no Pré e Pós-Parto, que hoje, partilho convosco!

 

Acima de tudo, espero que vos seja útil.  

 

 

No que consiste o projeto Barrigas com Reiki?


O Barrigas com Reiki é um ponto de encontro para grávidas e seus acompanhantes tendo como base o Reiki, não só enquanto terapia complementar mas também como filosofia de vida. Durante os encontros pratica-se meditação e as grávidas são orientadas no seu auto-tratamento Reiki, de forma a adequá-lo às várias fases da gestação, de forma a prevenir ou aliviar algumas das situações de saúde mais comuns, por exemplo, os enjoos, os desequilíbrios hormonais, a ansiedade ou azia, entre outras. Acontece também haver partilha de Reiki entre as participantes, que habitualmente não têm oportunidade de receber sessões de outra pessoa.
Por outro lado, como o Reiki é também uma filosofia de vida, explora-se esta vertente como forma de ajudar as grávidas a relaxarem e a encontrarem a serenidade necessária para melhor lidarem com os vários desafios trazidos pela gravidez, parto e pós-parto.

Qual considera ser a importância da sua prática durante a gravidez e no pós-parto?


A prática de Reiki durante a gravidez pode ser uma excelente ajuda. Sabe-se que a gravidez é um período único na vida da mulher. Não só pelas inúmeras transformações que ocorrem a nível físico, como também pelas diversas mudanças a nível emocional e psicológico. Tudo faz parte de um processo natural e fisiológico que, se for vivido com serenidade e harmonia, deixará marcas muito positivas para sempre na mãe, no bebé, no casal e em toda a família. O Reiki pode ser uma preciosa ajuda para viver este período com paz e equilíbrio e esse é o feedback que recebo das várias grávidas que já tive o privilégio de acompanhar. O Reiki pode até ser muito valioso antes da concepção, quando há dificuldades em engravidar, ao contribuir para equilibrar e serenar os elementos do casal, contribuindo até para que se possa perceber o que estará a bloquear.

Acredita que a realização de Reiki durante a gravidez e no pós-parto poderá prevenir o desenvolvimento de Baby Blues, Depressão e Ansiedade Pós-Parto?


Sem dúvida que pode contribuir para a prevenção de baby blues, depressão e ansiedade pós-parto . O Reiki tem boas indicações para ajudar no tratamento da ansiedade e depressão em geral, adaptando-se perfeitamente enquanto ferramenta de prevenção dessas situações pós-parto. Ainda assim, chamo a atenção para o facto de se tratar de uma terapia complementar, pelo que a pessoa deve seguir todos os conselhos do seu médico assistente.

O Reiki ajuda porque vai contribuir para o relaxamento total do organismo e ajuda a equilibrar a pessoa como um todo, isto é, tendo em conta as suas dimensões física, emocional, mental e espiritual. Ao mesmo tempo, o Reiki é também uma filosofia de vida assente em princípios universais positivos e construtivos, o que também ajuda em casos de depressão e/ou ansiedade. Além disso, costumo sublinhar que só o facto de uma mãe recente conseguir estar uma hora sem interrupções a cuidar de si, do seu corpo e mente e a relaxar já a irá ajudar muito na recuperação de uma situação de baby blues ou outras.


Enquanto Terapeuta e Mestre de Reiki, qual a sua recomendação para as mulheres e respetivas famílias que poderão vir a passar ou que estão a passar por uma situação como a descrita anteriormente?

Começo por sublinhar que esta situação é muitíssimo mais comum do que se imagina e é importante dizermos isto. É importante porque as mulheres precisam de saber que estão acompanhadas, que há milhares que sofrem ou sofreram da mesma maneira e que não são mães menos zelosas, carinhosas e fantásticas que todas as outras. Vive-se muito a ditadura da imagem, difundida agora também através das redes sociais, das mulheres que mal acabam de dar à luz já estão em forma, com roupas maravilhosas e a fazer vida social com o recém-nascido. Isto está tudo certo, claro, é até muito bom que haja estas experiências positivas, mas cria-se uma enorme pressão em torno das mulheres que não conseguem replicar esse modelo.
Além disso, digo às mulheres e familiares que os compreendo muitíssimo bem. E compreendo de facto, pois acompanhei de perto uma situação destas na minha família e sei bem o quanto pode ser desestruturante, com fortes repercussões no equilíbrio de toda a família. Por isso, recomendo também que se procurem rodear de toda a ajuda possível e imaginária. Uma situação destas requer apoio da família, muita compreensão e carinho. Acima de tudo, tento passar a mensagem dos Cinco Princípios do Reiki, que são os princípios que orientam a conduta do praticante de Reiki. Assim, diariamente, dizemos:

Só por hoje,
Sou calmo
Confio
Sou grato
Trabalho honestamente
Sou bondoso

Trabalhar os Cinco Princípios durante a gravidez, e também no pós-parto, ajuda bastante na prevenção de depressão/ansiedade. Auxilia até durante o trabalho de parto. A este propósito recordo-me de um caso específico em que a grávida, que era praticante de Reiki, recitava os Cinco Princípios para enfrentar as contrações durante o trabalho de parto.

 

 

 

Obrigada Andreia!

 

Só por hoje, sou grata.

Os benefícios do Reiki e da Meditação na Gravidez e no Pós-Parto: O meu testemunho.

Tal como já falei neste post, o método Reiki é um sistema natural de harmonização e reposição energética que mantém e recupera a saúde. Não é uma religião ou um sistema filosófico, não tem restrições ou tabus, adapta-se a qualquer cultura, raça ou idade e não é necessário que acreditemos nele, para que se propague ou surta efeito.

 

Já lá vão quase 10 anos desde que iniciei a integração desta filosofia na minha vida. Muito me tem ajudado, mas sem dúvida que durante a gravidez e no pós-parto, a prática de Reiki e de Meditação, foi extremamente benéfica, não só no controlo e atenuação de determinados sinais e sintomas característicos da gravidez, como na passagem pelo Baby Blues.

 

 

Durante a gravidez (praticamente toda), muitas foram as náuseas que tive e as cenas de vómito que protagonizei na primeira pessoa. Foram estes, os principais sintomas (diários, das 6 às 37 semanas) que tornaram a maior parte da minha gravidez, um filme de (quase) terror, em muitos momentos diferentes.

Mal acordava já estava a vomitar e o mesmo processo chegou a repetir-se 8 vezes num só dia, mais do que uma vez... 

 

Todas estas vivências deixavam-me frequentemente sem energia e força para continuar a gerir o meu dia e a minha rotina.

Fiquei de cama algumas vezes, e outras, tendo de aguentar (especialmente pelo trabalho) tornavam-se dias de tortura autêntica, pela disposição com que ficava. 

 

O auto-tratamento de Reiki entrou em várias cenas deste filme verídico e ajudou-me muito no controlo da má-disposição em muitos momentos da minha gravidez. No controlo das náuseas, dos vómitos, mas acima de tudo, na gestão da má-disposição e da anergia que me assistia logo após uma sessão de vómitos consistentes. 

Mais tarde ajudou-me bastante na atenuação das (fortes) dores de costas e na (grande e persistente) azia que me assistiu várias vezes ao longo do dia nos últimos dois meses de gravidez. Também nesta fase, a Meditação foi uma grande aliada para recuperar energias, promover uma maior tranquilidade intrínseca, e gerir o típico stress de quem vê a data do nascimento a aproximar-se e ainda tanta coisa para fazer e organizar.

 

Mas a realização de Reiki e Meditação durante a gravidez, não me ajudou só no controlo de determinada sintomatologia que me provocou dores e desconforto físico e emocional. Em muitos momentos, a sua simples aplicação, fez-me sentir mais segura e mais próxima da minha filha. Mais segura, pois por vezes, sentia determinadas sensações dolorosas (picadas e/ou pontadas repentinas, por exemplo), cuja causa ou fundamento desconhecia (sensações que me foram explicadas posteriormente como comuns, mas assustadoras para quem vivencia uma gravidez pela primeira vez), tendo a tendência imediata de aplicar Reiki no local até conseguir contactar a médica ou recorrer ao hospital, se fosse o caso. Mais próxima da minha filha, pois desde cedo que comecei a aplicar Reiki, não só para controlo de sintomatologia dolorosa e desconfortável, como também para a mesma ter a oportunidade de o sentir e a verdade é que muitos foram os momentos em que assim que o aplicava, a mesma começava logo a mexer-se, próximo do local da aplicação.

 

 

Após a Gravidez, e enquanto passei pelo Baby Blues, pouca Meditação pratiquei, ao contrário de Reiki, que realizei bastante, especialmente após aquelas grandes crises que choro que me deixavam sem norte. Lembro-me da sensação de alivio que sentia e acima de tudo, lembro-me (muito bem até) da sensação de diluição do nó que durante esses momentos de choro e pós-choro, sentia bem consistente e pesado no meu estômago.

Quando me sentia sozinha, quando me queria isolar, quando me sentia bastante irritada e após diversas discussões que tive, apliquei sempre Reiki, e a sensação de maior alivio e tranquilidade que emergia no momento, foi, é e será, sempre indiscutível.

 

O Reiki não resolve problemas, nem substitui os atos e tratamentos médicos, como já referi aqui.

O Reiki permite que a nossa energia vital flua de forma a que, o que nos faça sentir menos bem connosco, seja eliminado mais eficaz e eficientemente, conduzindo-nos a uma sensação de maior bem-estar, mesmo depois de momentos de grande tensão, como os que passei nesta fase mais complicada da minha vida. 

 

Em comparação com outras fases, durante a minha Gravidez e no meu pós-parto ainda senti mais necessidade de praticar Reiki, e de o tornar, num grande aliado na resolução de problemas de ordem física e emocional típica (ou não) destes momentos. 

 

 

Na altura em que estive grávida, pelo que fui passando e pelo trabalho que mantive até ao último trimestre, não consegui participar no projeto Barrigas com Reiki, mas muita pena tive de não usufruir da grande oportunidade que a Associação Portuguesa de Reiki começou a dar às grávidas, através do desenvolvimento e implementação do mesmo projeto.

 

Não pude participar, mas de forma a complementar este texto, resolvi contactar a mentora do Projeto, que aceitou responder-me a algumas questões sobre o mesmo. Brevemente irei publicar a entrevista no blog

 

Estejam atentos! 

 

E já agora, existe por aí alguma história semelhante que queiram partilhar?

Emoções Negativas.

 

 

"Para superar as emoções negativas, devemos utilizar a inteligência e desenvolver os nossos conhecimentos a fim de fortificar, graças a eles, as emoções positivas como a compaixão, a bondade, a fé e a benevolência.

Só desenvolvendo, paralelamente a estas emoções positivas, a sabedoria e o conhecimento, poderemos ultrapassar as emoções negativas e também pôr-lhes cobro." 

 

 

Dalai Lama em 108 pérolas de sabedorias paras atingir a serenidade.