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Mulher, Filha e Mãe

Sensibilizar (para) e apoiar (na) ansiedade e depressão na gravidez e no pós-parto

Mais um exemplo de que pedir ajuda compensa...mesmo quando se está longe!

Há poucas semanas, no grupo do facebook que criei - Maternidade nem sempre rima com felicidade - uma mulher publicou uma mensagem muito espontânea, genuína e sofrida. A solidão foi o sentimento de ordem, e gritou tanto naquele momento que a mulher sentiu que precisava de escrever e publicar para alguém ver e "ouvir". 

 

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Naquele momento não me era possível responder-lhe, e nem acedi à publicação em tempo útil, mas quando a vi... dezenas de comentários repletos de valorização, compreensão, disponibilização de presença e apoio ressoaram mais alto. 

 

Gostava de registar que o sentimento de orgulho e gratidão percorreu-me instantaneamente e de forma veloz. Foi impossível não ficar emocionada ao ver que a compaixão feminina e o sentimento materno demonstrou-se espontaneamente naquilo que senti como um abraço imaginário e sentido entre muitas mulheres e mães que ali estavam presentes. Todas, umas para as outras. Muita identificação, mas também muita compaixão pelo direto pedido de ajuda de alguém que estava longe, muito longe. Estava tudo acontecer ali, naquele grupo, com aquele título refutado por muitos outrora, num espaço de muitos lugares e poucas caras - até ali - e num lugar virtual mas que em tudo fez sentido naquele momento e naquela hora para aquela pessoa. Para aquelas pessoas. Se dúvidas houvesse, ali ficou explicito que o que quer que estivesse a fazer neste sentido, onde nem sempre se ergue uma resposta clara no tempo desejado sobre o caminho a trilhar, fazia sentido. Tudo me fez sentido naquele momento, e o apoio e orientação que muitas vezes peço e desejo em silêncio, gritou bem alto numa demonstração compassiva absoluta, daquilo que tenho expectativa que um dia, num outro espaço que criei, também assim seja e de uma forma mais pessoal. 

 

Só posso ser grata a todas estas mulheres que estão mesmo lá. Todas elas, estiveram lá e muitas delas responderam com afeto e disponibilidade demonstrando que o sentimento de solidão até poderá ser partilhado, mas assim também o é, o apoio e a ajuda. 

 

Mais uma vez, este é um exemplo de que, pedir ajuda compensa. 

 

E tu, já pediste ajuda

 

 

centro@mulherfilhaemae.pt

Irritabilidade no Pós-Parto: Sabem como se caracteriza?

Em alguns momentos formativos e/ou de grupo de mães, surgiu esta dúvida:

 

Como se traduz a "típica" irritabilidade que as mulheres sentem pós-parto?

 

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E por muito que alguns possam pensar que estar irritado é "simplesmente" estar irritado, quando falamos no período do pós-parto há algumas características que tornam esta típica irritabilidade, de alguma forma, peculiar. 

 

Sejam sentidas todas de uma vez, alternadamente, só ou parcialmente combinadas, nesta fase, a mulher acaba por poder vir a experienciar uma excessiva sensibilidade a estímulos externos, tensão física e psicológica - que pode aumentar rapidamente até níveis muito intensos - falta de controlo de impulsos, tendência para a impaciência, disposição para a irritabilidade verbal, raiva e comportamentos agressivos.

 

Muitos autores pensam que algumas alterações físicas e cognitivo-afetivas fazem parte do ajustamento normal requerido pelas profundas alterações trazidas pela recém-maternidade, sendo que a experiência da irritabilidade, é uma delas. 

 

Tal, não invalida que nos contactem se sentirem que esta irritabilidade, só e/ou aliada a tantos outros sinais e sintomas já falados por aqui, poderá estar a alterar parcialmente, ou por completo, o vosso espaço do social, psicológico e físico. Seja enquanto mulher, seja enquanto homem, seja enquanto casal. 

 

Questões?

centro@mulherfilhaemae.pt

936 180 928

 

Fonte