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Mulher, Filha & Mãe.

Sensibilizar (para) e apoiar (na) ansiedade e depressão na gravidez e no pós-parto

Mulher, Filha & Mãe.

Sensibilizar (para) e apoiar (na) ansiedade e depressão na gravidez e no pós-parto

E se o tempo voltasse atrás, também voltariam a ser mães?

Nos últimos dias tenho recebido inúmeros emails de mulheres, que para além de partilharem as suas histórias, integram um traço em comum: referem não querer voltar a ser mães de um segundo filho. 

 

"Para mim bastou esta experiência" - referiram. 

 

E quando dizem que esta experiência bastou, não se referem ao filho que geraram e que acolheram como lhes foi possível. Referem-se à experiência traumática que consistiu na experiência de uma depressão pós-parto, inicialmente vivida em silêncio, e mesmo depois de assumida e tratada, com um fraco apoio sentido por elas, em relação às pessoas que as rodeavam. 

 

Este fraco apoio assentou essencialmente na falta de compreensão alheia, especialmente por parte do companheiro e/ou da família próxima - "diziam que era frescura da minha parte, que eu era muito mimada e que agora tinha deixado de ter todas as atenções para mim e que tinha de aprender a lidar com isso" - referiu uma delas. Fraco apoio este que assentou no sentimento de culpa interno que não sabiam como ultrapassar, sendo que não possuíam meios para recorrer a apoio psicoterapêutico em privado, e o apoio fornecido através dos centros de saúde, tardou (muito) em chegar, "e quando chegou, a consulta não passava dos 20 minutos, quinzenalmente. Acabei por desistir e ficar só a tomar a medicação, que ainda hoje tomo." - referiu uma delas. Fraco apoio este que as fez deixar de ir a determinadas consultas (por exemplo) onde já eram seguidas porque não tinham onde/com quem deixar os bebés, e tinham medo de sair e de não serem capazes de tomar conta deles, e acima de tudo, medo que alguém achasse que não eram boas mães, ou que a depressão fosse farejada por alguém que pudesse por em causa o seu papel, o seu amor, e só se focasse no medo (gigante) e que transparecia em cada movimento descoordenado, em cada segundo de insegurança, e em cada respiração acelerada, em cada momento de stress constante. Este fraco apoio assentou em determinados detalhes como sentirem que não tinham ninguém que as incentivasse a saírem de casa, a arranjarem-se, a doarem um pouco do seu tempo para ficarem com os seus bebés, ou as acompanhassem, e "especialmente quando algumas pessoas da minha família souberam que tive depressão pós-parto, afastaram-se. Uma chegou a dizer que para tragédias, já bastava as da casa dela." - referiu uma delas. 

 

O fraco apoio sentido por estes mulheres, e acredito eu que por tantas outras nesta fase, deu expressão a sentimentos de solidão, de desamparo, de irritação, de culpa e fez ressaltar o sentido de responsabilidade perante os seus bebés, assim como, aumentar o receio de não serem capazes de estar à altura. Tudo isto ao mesmo tempo que vivenciavam uma depressão pós-parto e eram tratadas para esse efeito.

 

Não me admira nada que estas feridas não saradas originem pensamentos e emoções que estejam na base de atitudes como a de não quererem voltar a ter filhos. Faz-me é questionar com frequência a porra do olhar vago da sociedade em que estamos inseridas, e que não contempla experiências como a destas mulheres e que em tanto influenciam, de tantas formas e feitios, o mundo que estamos a criar.

 

Tal como é referido no Relatório Mundial de Saúde escrito pela OMS (2005),  "as crianças são o futuro da sociedade, e as mães, são as guardiãs desse futuro". Então eu pergunto-me, o que é que nos inibe de começarmos a olhar para elas com maior profundidade enquanto cidadãos e/ou profissionais de saúde?

 

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Eu conheço algumas das respostas à anterior questão, mas nenhuma delas sacia a premente necessidade que se verifica e que continua a aumentar. E já agora, considerando todas estas circunstâncias, e se o tempo voltasse atrás, também voltariam a ser mães?

 

Fica a questão.

Hoje, não é um bom dia.

Por isso não me falem. 

Não me olhem. 

Não. 

 

Hoje, não é um bom dia, mas não entendendo. 

A agonia. A dor. O olhar fixo. 

Não estou cá. 

 

Hoje, poderia ser, mas não é um bom dia. 

Depois de te ter, ninguém diria. 

Mas é como me sinto. Só.

 

Hoje, é um dia igual a tantos outros.

As mesmas rotinas, o mesmo acordar.

Mas estou cansada.

 

Estou cansada de sorrir, de ter de ser.

Cansada do silêncio que ninguém repara. 

Cansada de estar e de ter de corresponder.

 

Hoje, estou cansada e só. 

E, no entanto, todos os dias acompanhada.

Ninguém me vê, eu não me vejo.

 

Hoje, não é um bom dia, mas amanhã, poderá ser melhor. 

Talvez. Mas vou sem expectativa. 

Prefiro conservar a agonia à dor acrescida da desilusão.

 

Hoje, não é um bom dia.

Esta dor teima em ser sentida. 

E eu, confusa, não sei o que fazer.

 

Hoje, não é um bom dia.

Olho para ti. Mas só este olhar de te ter, não me traz a alegria precisa.

Preciso de me olhar para me encontrar e não sei como o fazer. 

 

Hoje, não é um bom dia.

E isso também contribui, para assim, não o ser. 

Será que algum dia terei essa alegria do prazer de de ter?

 

Não sei. 

 

Ficará a questão para mais tarde responder. 

 

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"Tenho receio de partilhar a minha história pois tenho medo que me tirem a minha filha"

Na última semana várias foram as mulheres que me abordaram com alguma questão através do email, e três delas, recearam partilhar a sua história, por receio que alguém considerasse que não fossem boas mães, e que lhes pudessem retirar os filhos. 

 

Rápido compreendi, na medida em que, este é, de facto, um receio muito comum nas mulheres que são mães e que não começam a viver a maternidade da forma mais feliz e tranquila quanto o esperado. 

 

E este receio prende-se com muitas questões, sendo que, algumas delas já abordei neste texto. Contudo, existem outras igualmente importantes, e aqui, lá vamos nós (outra vez) bater no estigma face à saúde e doença mental. Mas a verdade, é que assim o é. Ele existe, arde entre nós, e cada um à sua maneira, enquanto fizer deste tipo de assuntos um tabu, alimentará a sua chama. 

 

Como é que queremos que a maternidade seja vivida de forma plena, se consideramos que o natural se prende em exclusivo com a felicidade e o recheio de momentos cheios de cor e de vida?

Como é que queremos que a maternidade seja vivida de forma tranquila, se não aceitamos que os momentos mais ansiosos e menos positivos também dela fazem parte? Que não é tudo floreado, nem tudo divertido?

Como é que queremos que a maternidade seja percecionada como integrando no seu todo uma forma natural de vida, se não aceitamos que a vida em si, não é sempre, e nem num todo simplesmente, feliz?

 

E assim sendo, considerando que, para muitos a busca incessante pela vivência absolutamente feliz terá de ser uma constante, muitas pessoas desiludem-se e cedo verificam que o naturalmente decorrente da vivência da maternidade, por vezes é feliz, e por vezes, é ruindade. Assim o é, e é-o sem maldade. É assim que o natural se acrescenta ao todo de um forte processo de desenvolvimento pessoal e conjunto, que é a maternidade. 

 

A maternidade é cor! Mas nem sempre é amarelo, azul ou rosa. Por vezes é acinzentado, outras vezes é branco e/ou preto. 

A maternidade é luz! Mas nem sempre brilha, por vezes está mais apagada. 

A maternidade é vida! Mas nem sempre tem a mesma vitalidade. 

 

E por vezes, deixa de ser tão natural nem sempre ser amarelo, nem sempre brilhar e nem sempre ter vitalidade, passando a ser uma constante incapacitante, e verifica-se que o processo de doença ocorre, e aí o sofrimento é atroz para todos! 

 

Não há exceção que se aplique, e todos os que estão envolvidos, confrontam-se com este tipo de vivência: não esperada, nem desejada. Ignora-se de inicio, discute-se muito após, e continua-se, por vezes, numa bolha ténue entre a realidade do que se é, e a realidade do que se gostaria que fosse. A sofrer, quase sempre, a perder a paciência constantemente, e a culpabilizar-se com frequência. Todos. Cada um à sua maneira. 

 

E se até aqui, se estarmos preparados para esta problemática era fundamental, aqui, torna-se premente que assim o seja. Não há volta a dar. E mesmo a sofrer, mesmo a perderem-se de dentro para (e por) fora, muitas mulheres vivem numa ambivalência sem fim à vista. 

 

Querem procurar ajuda, mas temem ser julgadas. 

Querem ser mães em pleno, mas sofrem por tentar sê-lo.

Querem voltar a sentir-se mulheres, mas não sabem onde estão, nem para onde ir. 

Querem (ou não) amar o seu rebento sem obstáculo, mas temem ficar a sós com ele, por exemplo. 

 

Consideram não haver solução, sentem um medo de morte, uma dor profunda, e o mais incrível, é que muitas continuam a cuidar o melhor que podem, o melhor que sabem, temendo constantemente serem julgadas em praça pública só por assumirem a alguém que poderão ter uma depressão pós-parto, por exemplo. 

Mas por vezes a dor não passa, só o tempo. E há medida que o tempo passa, por vezes a dor piora e eleva-se a necessidade de tratamento e acompanhamento. E este é necessário, é fulcral, é fundamental. E há que compreender porquê. 

 

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Quando lemos sobre o assunto, verificamos que provavelmente milhões de mulheres já passaram por uma depressão pós-parto, que possivelmente milhares de mulheres já tentaram fazer mal a si e/ou aos seus bebés, vários profissionais têm investigado sobre o tema a nível mundial, e vários são os recursos que florescem todos os dias a nível mundial na tentativa de apoiar estas mulheres e respetivas famílias, vários divórcios já ocorreram, várias famílias com marcas ficaram, várias pessoas recusam-se a voltar a passar pela experiência da maternidade/paternidade com receio de voltarem a viver uma experiência destas, sendo que, provavelmente, completamente sozinhos num estado que pouca importância oferece ao assunto. E mesmo assim (mesmo assim!) em pleno século XXI, ainda existem mulheres que têm receio de partilhar a sua história, com receio de serem consideradas más mães, e que lhe retirem os seus bebés. 

 

Só pode mesmo estar tudo muito errado connosco, cidadãos de uma sociedade onde a maternidade, é tudo menos uma novidade, e que, ainda hoje, direta ou indiretamente, julga e incompreende na sua profunda totalidade, mulheres com (por exemplo) uma depressão pós-parto, sem vislumbrar por um momento sequer, que estamos a falar de uma doença, e não de uma pessoa, ou daquilo que essa pessoa é, ou será capaz de ser. Sem compreender que precisamos que estas mulheres se sintam confortáveis para falar, em prol do si, e do seu bebé. Que precisamos de compreender, de saber aceitar e de saber reencaminhar, para lhes dar, a todos, a maior segurança possível. Que é de um bebé que estamos a falar, mas que um bebé estará muito incompleto se a sua mãe ausente se sentir ou se demonstrar. Que estamos a falar de uma pessoa, para além de uma mãe.

 

Uma pessoa, que é mulher, uma mulher que é mãe, uma mãe que é pessoa. 

Portanto, fixem esta equação:

[Mulheres com experiência de depressão pós-parto] não é igual (de todo!) [a depressão pós-parto]. 

 

Dúvidas?

blog@mulherfilhamae.pt

Não te sentes boa mãe? Então este texto é para ti!

Não te sentes boa mãe mas esqueces-te que ser mãe não se define por um momento, mas sim por uma vida de momentos, ou várias. 

 

Não te sentes boa mãe, mas esqueces-te que ser mãe também envolve ter dúvidas, não saber o que fazer, e por vezes ir em frente, mesmo com o coração envolto em profundo receio e ansiedade. 

 

Não te sentes boa mãe, mas lembras-te de quando te sentes orgulhosa do teu filho? Quando observas na primeira fila as suas pequenas evoluções, os detalhes das primeiras palavras todas baralhadas mas com grande esforço de dicção, os pormenores no seu empenho em aprender as primeiras letras na escola, as primeiras dúvidas sobre si que partilhou contigo e onde pudeste dar-lhe alguns dos teus sábios conselhos. Todos estes momentos, e tantos outros, são fruto da tua dedicação diária, constante. Sentes isto?

 

Não te sentes boa mãe, mas espera... lembras-te de quando o teu filho te sorriu a primeira vez? E a segunda? E a décima? O que sentiste? O que sentes quando o faz, hoje?

 

Não te sentes boa mãe, mas o teu filho abraça-te todos os dias.

 

 

Não te sentes boa mãe, mas o teu filho vê-te tal como és, e devolve-te, mesmo sem te aperceberes, muita da tua dedicação. E não é só quando chega a casa com boas notas, ou com uma observação de um "tal de" bom comportamento. É quando demonstra compaixão, humildade, atenção, responsabilidade, entre tantas outras competências. Essas também são trabalhadas por ti. Todos os dias, a todas as horas. Mesmo quando, também tu, não tens paciência, e ou capacidade para estar sempre lá com toda a vitalidade que gostavas. Mesmo quando, também tu estás cansada, esgotada, por um qualquer motivo. Mesmo quando assim estás, estás lá, mesmo que, nem sempre com a resiliência que gostarias. E assim, também muitas vezes está o teu filho. A demonstrar o quanto é humano, e o quanto, nem sempre é responsável, compassivo ou humilde, e que também se irrita, se zanga, e faz birra. Não te sentes boa mãe nestes momentos, mas lidar com eles, faz parte da evolução do teu papel. 

 

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Não te sentes boa mãe, mas esqueces-te que não existem livros de instruções, que cada uma é tal como é, e faz o que sabe, como pode, de acordo com os recursos que tem e com as circunstâncias que a envolve naquele momento. Ninguém é perfeito. 

 

Não te sentes boa mãe porque gritas-te. Então, tenta não o fazer da próxima vez. Não conseguiste? Volta a tentar. O teu filho também não começou a caminhar de forma fluída a primeira vez que se pôs de pé! Ser mãe é um percurso interno, que cada uma vai fazendo à sua medida. É uma aprendizagem diária e constante. E também tu estás a aprender.

 

Não te sentes boa mãe e culpas-te com frequência pelo que querias ter feito e não conseguiste. É natural. Queres dar o melhor ao teu filho. Mas o que tentas, com o máximo de amor e honestidade, é suficiente. Ele sabe-o, mesmo que por agora, não o demonstre. És humana, lembraste?

 

Não te sentes boa mãe porque não conseguiste dar ao teu filho o que ele queria. Então, penso que também te podes questionar se esse bem material é assim tão importante. E se o que não conseguiste dar não era material, mas sim emocional, então, é porque ainda não estavas preparada para dar. É porque precisas de olhar mais para dentro de ti e trabalhar algumas sombras internas que ainda te perseguem. Quando estiveres preparada, vai em frente. Se não estiveres, o que podes fazer por isso? Contudo, e independentemente desta resposta, não te culpes. Ter essa consciência já é bom e...és humana, lembraste?

 

Não te sentes boa mãe, mas estás sempre a tentar ultrapassar-te, a tentar ser melhor de alguma forma em tantos momentos, a tentar dar o máximo de ti, a dar o que sabes, o que viste, o que vês, o que imaginas, o que pretendes... o que consegues e o que é possível! 

 

Não te sentes boa mãe, e assim cresces enquanto mãe. Atenta a ti própria. Ao que queres ser, onde queres melhorar. E ser mãe, também é isto. Ter dúvidas sobre o que se faz, sobre o que se é em determinados momentos, sobre o que se diz, sobre o que se transforma, sobre tantas opções no dia-a-dia.

 

Não te sentires boa mãe faz parte, mas também faz parte perceberes que ser mãe não se esgota na felicidade e satisfação constante, no amor permanente e eterno, na alegria total e na perfeição de todos os comportamentos e atitudes. Ser mãe, é mesmo isso, é ser pessoa, é ser mulher, é ser alguém que, com tudo o que é, um dia torna-se mãe e vai-se envolvendo e desenvolvendo, também assim, num todo tão vasto que é o percurso de uma vida.

Grupos de Mães: quando, onde e como?

Já há vários meses que dei inicio à integração de uma área específica, afeta ao desenvolvimento e dinamização de grupos de mães, no âmbito do Projeto Mulher, Filha & Mãe, considerando os seus objetivos e metodologia. 

 

Não me foi de imediato possível aprofundar a sua prática, uma vez que, o tempo era cada vez mais escasso, e me encontrava a realizar a Especialidade e Mestrado em Enfermagem de Saúde Mental e Psiquiatria. Contudo, esta, é uma área de grande interesse que pretendo desenvolver e onde pretendo apostar. 

 

Terminada a fase de estudos e práticas associadas, emerge a necessidade de iniciar o desenvolvimento destes grupos, e é ótimo ainda antes de ter começado com estas divulgações, já ter pessoas interessadas não só em integrar estes grupos, como em disseminá-los para outros pontos do País. Estamos a trabalhar nisso, mas por agora fica a questão: quando, onde e como é que estes grupos de mães se vão desenvolver?

 

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Onde? 

 

Os grupos de mães vão ocorrer, por agora, em dois centros distintos: 

- Árvore dos bebés (centro de atividades para grávidas, bebés, família - Loures);

- Passo a Passo (centro de desenvolvimento para a criança e família - Lisboa)

- Cantinho do Mimo (centro de desenvolvimento, reabilitação e bem-estar da criança e família - Almada)

 

 

Quando?

 

Árvore dos bebés

4ªfeiras (a partir do dia 10 de Maio)

16h00 - 17h00

 

Passo a Passo

Sábados (a partir de 13 de Maio)

11h30 - 12h30

 

Cantinho do Mimo

3ªfeiras (a partir de 23 de Maio)

11h00 - 12h00

 

 

Como?

 

Os grupos terão inicio com um mínimo de 3 pessoas e um máximo de 8 pessoas e são abertos à participação de grávidas e mães interessadas em participar, sendo que as últimas, podem trazer os seus bebés.

 

Com a realização destes grupos pretende-se criar um espaço propício para conversarmos sobre os vários temas que vão sendo abordados ao longo da sessão, e que acima de tudo, são do principal interesse e/ou iniciados pelas participantes. Não se pretendem tabus, julgamentos, dúvidas por esclarecer ou qualquer outro tipo de questões que deixem qualquer uma desconfortável. Pretende-se sim, muita descontração, informalidade, colocação de questões e envolvimento, com rumo ao bem-estar e tranquilidade possível, nesta fase de vida. 

 

A grande mais-valia destes grupos, para além de tudo o que descrevi anteriormente, e que considero importante também salientar, é o facto de estar sempre presente uma enfermeira com conhecimentos e competências aprofundados no âmbito da saúde mental materna, podendo esclarecer qualquer questão desta índole, trabalhar em parceria qualquer desequilíbrio identificado (no grupo e/ou individualmente) e poder referenciar outros profissionais competentes na área da maternidade, no mesmo âmbito, caso se verifique necessário. 

 

Lembrem-se que não existem fórmulas mágicas para se ser mãe. Contudo, existe a intuição e a sabedoria materna, assim como, muitas experiências para partilhar, e sobre as quais, juntas podemos refletir. Por isso... vamos conversar? 

 

 

Inscrições:

- Árvore dos bebésgeral@arvoredosbebes.pt ou 211 930 127 | 927 316 365

 

- Passo a passo geral@passoapasso.pt ou 217 524 155 | 968 746 266

 

- Cantinho do Mimo - geral@cantinhodomimo.com ou 212 740 543 / 926 630 158

 

 

Questões sobre os grupos:

blog@mulherfilhamae.pt

Sim, VIVA o dia da saúde mental materna!

VIVA, porque é preciso falar sobre isto. 

VIVA, porque é preciso apostar nisto. 

VIVA, porque é preciso investigar sobre isto. 

VIVA, porque é preciso divulgar isto. 

VIVA, porque é preciso trabalhar em prol de melhores recursos para todas as mulheres que, na busca do seu sentido materno, se confrontam com desequilíbrios ao nível da saúde mental. 

 

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E apesar de todos os dias serem dias em que devemos atentar na saúde mental materna, eu diria que VIVA haver um trabalho a ser realizado a nível mundial que se debata para que neste dia, em todo o mundo, os focos se voltem para as mulheres enquanto mães, e para a necessidade que existe de se falar, apostar, investigar, divulgar e trabalhar mais arduamente em prol de todas elas, e consequentemente, dos seus bebés e das suas famílias. 

 

De seguida apresento-vos todas as organizações que trabalham, atualmente, para que a atenção nas mulheres e mães, e na sua saúde mental, seja uma prioridade de atenção/intervenção:

 

Postpartum Support International, Estados Unidos da América

Maternal Mental Health Alliance, Reino Unido

Maternal Mental Health Awareness Alliance, Bakirkoy Women Mental Health Center, Turquia

Center of Perinatal Excellence, Austrália

National Coalition for Maternal Mental Health, Estados Unidos da América

Perinatal Mental Health Project, Africa do Sul

Maternal Wellness Clinic, Canada

Mother First, Canada

La Teppe Medical Centre, França

Post & Ante- Natal Distress Support Group, Nova Zelândia

Reproductive Mental Health Programme, Canada

The Marce Society for Perinatal Mental Health, International (França)

Marce Society (Mares), Espanha

Marce Gesellschaft, Alemanha

Postpartum Support Network (PSN), Nigéria

 

 

Um grande bem-haja a todos eles! 

 

Mais informações? Consultem o site:

http://wmmhday.postpartum.net/about/

Histórias que dão a cara por esta causa #24 "Senti muitas vezes que me tinha perdido no meio desta imensidão que é a maternidade"

Incrível a partilha desta leitora sobre a sua vivência da maternidade. 

Uma mãe que se sente perdida, que por muito sofrimento passou, e que continua a lutar por um futuro melhor para si, e para a sua família, ao mesmo tempo que sente que mantém a "convivência" com a depressão pós-parto que teima em acompanhá-la. 

 

Mais uma história de referência, de uma mulher coragem, e de um exemplo que nos mostra que ainda muito há a fazer neste sentido! 

 

Partilhem também as vossas histórias. Vamos dar a cara por esta causa, mesmo sem a mostrar. 

Quantas mais histórias forem partilhadas, mais força esta problemática terá. 

 

blog@mulherfilhamae.pt 

 

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"Não sei bem quantas vezes tentei iniciar este email... acho que pelo menos umas 5... começava a escrever e depois ou surgia alguma coisa e ficava a meio... e pensava amanhã com mais calma envio... espero que hoje seja o dia....

 

Fui mãe faz hoje precisamente 23 meses... e mesmo já tendo passado todos estes meses a verdade é que desde essa altura nunca mais fui a mesma....

Descobri que estava grávida numa suposta consulta de ginecologia de rotina, o período estava atrasado mas já havia feito um teste de gravidez que havia dado negativo... portanto logo nessa altura foi um misto de emoções de alegria e medo ao mesmo tempo... a altura na minha cabeça não era a melhor, a situação profissional era complicada, mas pensei tudo se consegue..


Depois veio a ecografia do primeiro trimestre e o rastreio bioquímico e acho que foi nessa ai nessa altura que eu mudei enquanto pessoa ... um rastreio bioquímico positivo com uma probabilidade muito grande para uma trissomia 21... nada nos prepara para estas situações e acho que efetivamente esse terá sido o pior dia da minha vida se não mesmo o pior... o dia em que me senti mais frágil e perdida...as expectativas, as tramadas das expectativas, nunca estamos preparados para que as coisas possam eventualmente correr mal... ou que possam não ser da forma como imaginamos... o chão foi-me tirado nesse dia. O que era suposto ser uma primeira ecografia, quem sabe até para saber o sexo do bebé, tornou-se um dia que me iria marcar para sempre e que efetivamente ainda hoje passado este tempo todo ainda é algo que me perturba e sempre que me vejo a falar no assunto seja com profissionais de saúde, amigos, familiares é impossível recordar essa altura sem que os olhos não se encham de lágrimas.


Depois de todo um processo de explicações sobre o que são efetivamente estes rastreios bioquímicos, os falsos positivos, etc., e de muita pesquisa minha no mundo da Internet, informação essa, que se por um lado, alguma me descansava outra ainda me deixava mais preocupada... veio a altura de realizar a amiocentese. A verdade é que da altura da primeira eco conjugada com o rastreio bioquímico até a realização da mesma, foram cerca de 2 semanas de espera, duas semanas essas onde vivenciei momentos de elevado stress emocional, de angustia de medo de revolta... era a minha primeira gravidez... não foi assim que eu idealizei as coisas... não era isto que tinha imaginado para mim... mais uma vez as expectativas...


Felizmente os resultados da amiocentese foram negativos e felizmente estava tudo bem com o meu bebé... mas a verdade é que já tinha vivenciando momentos muito angustiantes que tal como disse me marcaram e apesar de sarados a marca da ferida continua lá...


O restante percurso da gravidez também não foi fácil, entrei de baixa muito cedo com contrações sendo que tinha que fazer muito repouso, passei muito tempo sozinha, apesar de todo o suporte familiar e de um marido espetacular... foram tempos difíceis e depois um bebé que acabou por nascer de 37 semanas, muito pequenino e magrinho, pois a minha placenta não correspondia as necessidades nutricionais que o meu bebé necessitava, tendo o mesmo nascido de cesariana.


Os primeiros dias na maternidade também não foram fáceis, o meu bebé não pegava bem na mama foi introduzido no 1º dia de vida suplemento pois os níveis de glicémia estavam a baixar... mais uma vez as minhas expectativas tinham saído furadas... sonhei tanto amamentar, era algo que queria muito por todos os motivos e mais alguns mas sobretudo porque sabia que o meu leite seria sempre o melhor para o meu bebé ... mas infelizmente não consegui passar de 1 mês, sendo que nesse mês conheci um novo eu, um eu animalesco que gemia de dor e frustração por não conseguir alimentar a sua cria, como se me tivessem ferido das piores formas e essa dor não tivesse fim e durante largos meses não teve...

 

Era impossível falar ou ler alguma coisa sobre amamentação sem que não me sentisse culpada por não ter conseguido amamentar o meu bebé... depois um bebé que desde a primeira semana de vida até mais ou menos aos 5 meses que sofreu muito com cólicas... ou talvez agora refletindo todo o meu percurso, um bebé que absorveu muito do meu stress e que tinha como sua mãe e cuidadora uma jovem, inexperiente, assustada e cansada mãe, muito sofrida de todo o percurso que tinha antecedido o seu nascimento e agora a sua nova condição de mãe com um bebé completamente dependente de si e que se sentia perdida, impotente, exausta e muito assustada principalmente por não conseguir acalmar o seu choro.


Os primeiros meses de vida do meu bebé foram de um grande isolamento, não consegui ganhar forças para sair fazer passeios, ir a praia.... como via tantas amigas e famosas fazerem com os seus bebés nas redes sociais... Tinha um bebé que chorava muito durante grande parte do dia, que não se acalmava facilmente, nem com colo... e opiniões de todo o mundo, que era sede que era fome que era manha que era isto que era aquilo... não foi fácil... senti muitas vezes que me tinha perdido, que tinha perdido a minha essência no meio desta imensidão que é a maternidade... senti-me também muitas vezes sozinha e incompreendida e senti acima de tudo que não estava a conseguir dar conta do recado...


E a verdade é que ainda hoje, por mais que as coisas tenham acalmado... ainda há dias em que sinto isto tudo e que o medo mais uma vez toma conta de mim e que sei no fundo e por mais que eu tente não valorizar todos estes sentimentos, que sim que tive e tenho uma depressão pós parto e que apesar de já ter tentado algumas coisas, parece que ainda não encontrei aquela que me possa verdadeiramente ajudar... já fiz hipnoterapia, já dediquei mais tempo a mim mesma enquanto mulher, já passei fins de semana fora a dois, mas a verdade é que sei que ainda tenho aqui muita coisa mal resolvida e que preciso desesperadamente resolver para me voltar a encontrar e para desfrutar na sua plenitude deste bebé que não será eternamente bebé e que não tem culpa nenhuma e que precisa de mim!


Comecei acompanhar a sua página no facebook muito cedo, talvez nos primórdios da página e sempre  li muito atentamente não só o seu testemunho em relação a sua depressão pós parto como os testemunhos de outras mães que partilharam as suas histórias consigo ... e a verdade é que infelizmente neste mundo da maternidade as mães ainda são muito esquecidas no pós parto... e este tema apesar de já ser muito abordado ainda esta longe de conseguir alcançar todos os profissionais de saúde que lidam diariamente com mães e futuras mães... ainda há uma preocupação muito grande centrada no bebé que é válida e legitima, mas a verdade é que é preciso ter uma mãe tranquila e bem para que a mesma possa desempenhar na sua plenitude a bênção de ser mãe."

Bebé-Mãe: a primeira relação humana.

O título deste texto é da autoria de Daniel Stern que na década de 80 editou um livro, assim intitulado, e que em muito contribuiu para o aumento de conhecimento inerente à psicologia do bebé, assim como para a crescente consciencialização da importância da relação mãe-bebé para o seu desenvolvimento psicossocial.

Ao terminar de ler uma das suas obras, rápido pensei em partilhar algumas das suas conclusões aqui no blogue que me fizeram refletir bastante, e que espero que também vos façam refletir também.

 

Todos nós passamos por esta relação, sendo, de facto, a nossa primeira relação humana. 

Stern observou, filmou, analisou, estudou e descreveu muitas das interações entre o bebé e a mãe, e de vários desses momentos, retirou uma panóplia de conclusões que deram origem a conhecimentos fundamentais, que ainda guiam determinadas práticas de muitos profissionais que trabalham este tipo de relação, nos dias de hoje. 

 

Uma das suas primeiras grandes afirmações ditam que a "mãe e o bebé, quer estejam conscientes disso, ou não, sabem mais do que nós sobre as suas próprias interações sociais (...). A mãe está envolvida num processo natural com o bebé, um processo que se desdobra com uma complexidade fascinante para o qual, ela e o bebé estão preparados por milénios de evolução". Motivo pelo qual, na grande maioria das vezes, o que fazia, era observá-los.

 

Da análise destas primeiras interações concluiu que as interações sociais naturais existentes entre ambos, constituem-se das experiências mais cruciais na primeira fase de aprendizagem do bebé. Ao fim de alguns meses, o bebé desenvolve a capacidade de compreender alguns esquemas do rosto humano, voz, tato, e dentro destas categorias ele reconhece o rosto, voz, movimentos específicos da pessoa que mais cuida dele - normalmente, a mãe. Para além disso, apreendeu pistas sociais que têm efeito mútuo para iniciar, manter, terminar e evitar interações com a mãe. 

 

Pode-se afirmar que o comportamento maternal, é a matéria do mundo exterior com a qual o bebé começa a construir o seu conhecimento e a experiência de tudo o que é humano, assim como é interessante verificar que as mães agem com os bebés de uma forma diferente de como agem com outros adultos ou crianças mais velhas, sendo que, cada pessoa desenvolve o seu próprio estilo de comportamento, de acordo com o que é, ou de acordo com o seu bebé.

 

 

Seja através das expressões faciais, do tom de voz, do que verbaliza e da forma como o faz, da proximidade, do olhar, do toque, etc., várias são as formas pelas quais mãe e bebé comunicam e interagem, sendo este, de acordo com Stern, um "processo individual e intrincado - de improvisação, no local de comportamentos inesperados que vêm de dentro, de criação espontânea e mudança de padrões temporais e sequências de comportamento que nunca antes tinham sido manifestados dessa maneira, e que, no entanto, são observados milhões de vezes". O suficiente para conduzir a uma direção de ação nova e desconhecida, fazendo tudo isto parte de um processo natural e comum a todos nós. 

"Já gritei com o meu filho e já me senti a pior mãe por isso"

Este foi o comentário que uma leitora deixou no facebook do blogue, após a publicação deste texto.

 

"É msm verdade, já gritei e já me senti a pior mãe por isso...mas sei que a tarefa mais difícil é mesmo conseguir o malabarismo de todas as tarefas e ainda desfrutar da maravilha que é ser mãe, é um misto constante de cansaço e alegria...pena que muitas de nós tenhamos pouco apoio num papel tão importante que desempenhamos. Parabéns a todas porque é uma luta diária que com amor por um filho vencemos todos os dias "

 

Acredito que várias mulheres gritem, e que posteriormente, sofram em silêncio por isso. 

Acredito até que muitas sejam invadidas por pensamentos/emoções angustiantes, que não esperavam, que não querem, que temem, mas que se instalam sem pedir, ou mesmo, sem avisar. E pior. Têm crítica sobre isso, e mesmo assim, continuam a sofrer em silêncio com medos, muitos medos. Medo de que possam ficar sem os seus bebés, do que quem as rodeia possa pensar de si, de considerarem que está a ficar "maluca", e pior de tudo, de se confrontarem pessoalmente com todos eles, com todos esses pensamentos e emoções, e terem de viver, sozinhas, lado a lado, por muito tempo com toda essa culpa maldita que lhes está associada, que teima em ficar, e que é difícil de desaparecer. 

 

Começar a maternidade com o coração amarrado ao que deveria ter sido e não foi, ao que queria que se fosse e não é, não é um bom presságio para ninguém. É amargo de se saborear, duro de roer, e muito angustiante de se sentir. Mas é a realidade de muitos.

 

Imagino só, esta minúscula possibilidade, ínfima entre tantas, sobre como é que todas estas sensações convivem no dia-a-dia de cada uma, dia após dia. Com todos os malabarismos, todas as lutas, todas as opiniões alheias, todas as expectativas, todas. Imagino, só.

Imagino, e arrepia-me, só de imaginar, as que convivem com tudo isto, sem se sentirem apoiadas por ninguém, ou mesmo sem ninguém. Sem pai, sem mãe, sem marido, sem amigos, sem família. Imagino... sozinhas... com todos os desafios do dia-a-dia, como é que será? Ou mesmo acompanhadas, mas mal. Vai dar ao mesmo: sozinhas. 

 

 

Imagino as noites mal dormidas, mas sem ninguém, ou com muito poucos, a quem recorrer para ajudar. Imagino as várias vezes que pediram para sair mais cedo do trabalho, que cansadas percorrem quilómetros para a tempo chegar, e que chegando a casa, têm tudo para fazer. Depois de um dia de trabalho comum e/ou bastante extenuante, pensar que às sete ou às oito da noite, esta ainda é uma criança, e que ainda muita paciência, dedicação e trabalho há para fazer. Compreendo que muitas se possam sentir atacadas por esta vida, por esta realidade, por estes percursos e que juntando as noites mal dormidas, ao fraco apoio que sentem, à confusão do dia-a-dia, às dúvidas que emergem em todos os momentos, à sensação de insegurança, às incertezas económicas, à sensação de se estar só, entre tantas outras possibilidades, não me é muito difícil imaginar uma mãe a gritar com um filho. 

 

Imagino tudo isto junto, ou mesmo só e simplesmente, uma ou outra coisa em uníssono dia após dia e não me é muito difícil imaginar esta realidade partilhada.

 

É-me sim, muito difícil de compreender, como é que ainda tão poucos dos que deveriam, se focam e agem sobre isto. Porque gritar, pode não ser o caminho mais adequado, mas onde se verifica um pedido de ajuda, mesmo que não declarado, deveria haver, para lá dos incentivos atuais, uma capacidade de prestação de apoio emocional nestas circunstâncias que, infelizmente, não há! 

 

Portanto, antes de julgarmos mães que gritam com os seus filhos, sabendo de antemão que este (até) poderá ser dos primeiros impulsos latentes a um pedido de ajuda não declarado, porque não refletirmos mais aprofundadamente sobre isto? 

Quem é que vai começar a ter um espaço exclusivo de reflexão e partilha no blog?

É a Ana!

 

Lembram-se da nossa querida Ana que - aqui - partilhou o  seu testemunho sobre a sua experiência com a depressão pós-parto, que - aqui - partilhou um pouco sobre a sua recuperação da depressão pós-parto e que - aqui - partilhei que a conheci

 

Pois é, é mesmo ela. É a Ana. 

Uma leitora do blogue, que passou por uma depressão pós-parto, que recuperou de uma depressão pós-parto, e que um ano depois de ter iniciado o contacto comigo, conheci pessoalmente. 

Quando a conheci não consegui evitar e lancei-lhe o desafio para escrever com alguma regularidade para o blogue. Seja sobre a sua experiência pessoal, seja sobre outras experiências que conhece dentro do mesmo âmbito, dificuldades, emoções, superações, conquistas, apoios... o que for. Algo que lhe faça sentido, e que transmita sentido para quem nos lê. E a verdade é que a Ana rapidamente aceitou com grande entusiasmo!

 

É uma alegria para mim ver e sentir que este espaço se torna cada vez mais um lugar onde se aborda, se debate, se concretiza, se reflete e que sensibiliza para os problemas da saúde mental na gravidez e no pós-parto, e que o interesse de escrever, já o é partilhado com outras mulheres com experiências dentro do mesmo âmbito. 

 

É uma âncora que nos tentou, um dia, levar ao fundo, mas que hoje, nos une.

 

 

O seu dia será a 6ª feira, e a sua frequência será, para já, quinzenal. Por isso, vamos aguardar com expectativa e com grande carinho, porque as crónicas da Ana, estão a chegar!