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Mulher, Filha & Mãe.

Sensibilizar (para) e apoiar (na) ansiedade e depressão na gravidez e no pós-parto

Mulher, Filha & Mãe.

Sensibilizar (para) e apoiar (na) ansiedade e depressão na gravidez e no pós-parto

Um planeta vivo.

Dados recentes indicam que 1/3 dos solos agrícolas mundiais estão condenados pela erosão, o que coloca, a par de outros dados indicativos, como o declínio acentuado das espécies conhecidas, o problema do ozono, oceanos cheios de lixo, a falta acentuada de resposta às mudanças climáticas, o crescente número da população mundial, o abate desenfreado de árvores, etc. a pergunta incontornável da capacidade do ser humano em alterar as causas conducentes a estas situações, pois a manterem-se iremos passar um mau bocado, bastante pior a todos os níveis. O planeta está a adoecer gravemente e nós mantemo-nos em festa.

 

 

E quando referimos “iremos passar” não ignoramos as dificuldades presentes – relativamente às quais a grande maioria das pessoas parece estar incrédula ou ignorante – mas pomos a tónica no legado que vamos deixar às gerações futuras, em termos globais. Tudo aponta para um planeta depauperado, gasto, incapaz de alimentar-nos.

 

Conforme alertámos em escritos anteriores, este modo de pensar e de sentir, egocêntrico, muito limitado, estará na base de uma visão errada acerca da nossa forma de proceder. E não podemos acreditar que tudo se modifique num ápice. Levará, certamente, algum tempo até atingirmos um certo equilíbrio, mesmo que comecemos a inversão já, através de uma educação mais equilibrada da geração actual, consonante com esses valores mais amorosos, pacíficos e colectivos e uma atenção viva e de respeito ao planeta que nos acolhe.

 

Estamos a ultrapassar os limites e a comportar-nos inconscientemente como se fosse obrigação da Terra submeter-se aos nossos desvarios. Esta soberba poderá custar-nos muito caro. O desrespeito pela vida, a ideia difundida de que o ser humano se sobrepõe a tudo e todos é da maior leviandade. Ignoramos as vozes que se erguem contra esta óptica, que são apelidadas de negativas, “loucas” até, sem quereremos vislumbrar os numerosos exemplos de alternativas viáveis, teimando em manter um sistema que dá mostras nítidas de estar caduco.

 

 

Um exemplo disso é olharmos a terra de cultivo como se esta não fosse um ser vivo que integra imensos microrganismos. Através desta nossa miopia, continuamos a matar a vida de que todos nós dependemos, introduzindo uma série de produtos que, a longo prazo, a têm conduzido à esterilidade. E quando o que resta dos nossos terrenos produtivos é explorado por mãos estrangeiras, que actuam de um ponto de vista estritamente lucrativo, vendendo os seus produtos no mercado externo, ficamos todos contentes porque assim entra dinheiro nos cofres do estado.

 

Muitos destes princípios a que nos referimos atrás são fundamentais para viabilizarmos um futuro risonho às crianças que hoje apoiamos e aos seus filhos e netos, mais adiante. Ensinemos a geração actual a amar a Terra.

 

Texto escrito por José Mendes.

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