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Mulher, Filha e Mãe

Porque a saúde mental na gravidez e no pós-parto importa!

Mulher, Filha e Mãe

Porque a saúde mental na gravidez e no pós-parto importa!

Não percebi bem Sra. Ministra das Finanças.

19.03.15 publicado por Mulher, Filha e Mãe

Frase de conclusão do discurso da Sra. Ministra das Finanças:

"Vocês que são jovens, multipliquem-se."

 

A sério?!?!

 

Ora vamos lá ver...

 

....Nunca houveram tantos jovens desempregados como existem atualmente.

 

...Andam-se a tirar licenciaturas e a queimar pestanas durante anos para depois se receber tanto ou menos como empregadas domésticas (E não tenho nada contra estas grandes senhoras. Mas...já que estudamos, e que temos mais responsabilidades, penso eu que, merecemos ser dignificados com um pouco mais...).

 

....Chega-se ao final do mês, muitas vezes sem se conseguir somar cêntimos, para qui çá, se comprar um T1 daqui a alguns anos ou qualquer outra coisa que permita outro tipo de multiplicação.

 

...Quando algumas mulheres pensam que têm um trabalhinho porreiro, são convidadas a sair do mesmo, porque se tentaram multiplicar e.. carregam o produto dessa conta no seu ventre.

 

...Quando vamos trabalhar Sra. Ministra (depois da licença de maternidade...quem a tem!) faltam vagas em infantários públicos para quem não tem outra rede de suporte. E depois, se temos de colocar comida na mesa, ainda temos de andar a trabalhar até às tantas para pagarmos creches privadas que cobram mais de 300€ p/mês. Ou então, alguém vai deixar de trabalhar para tomar conta do produto da multiplicação...

 

...Se precisamos de sair do trabalho para darmos assistência aos nossos filhos, muitas vezes tratam-nos como na escola primária (1 falta = bolinha verde; 2 faltas = bolinha amarela; 3 faltas = bolinha vermelha...que na minha escola significava um grande recado na caderneta..).

 

...A assistência médica cada vez está mais cara (quando devia ser um direito, equitativa para todos). Ora, deixe-me cá ver se esta equação bate certo: Cuidados de qualidade <=> pagar bem - quem pode + 1 vida = impossibilidade para muitos jovens hoje em dia. 

 

...E já agora, que futuro é que você prevê para o resultado da nossa multiplicação? Uma subtração nacional, ou uma raiz quadrada de emigração? É que eu não sei como é consigo, mas eu, embora me tenha multiplicado há pouco tempo, muitas vezes me questiono: até que ponto é que a conta que eu fiz irá continuar a bater certo daqui a algum tempo? Porque da forma como o estado da educação e saúde são retratados no nosso país, não sei, de todo, a que caderno é que vamos parar.

 

Podia repetir o que disse, sff? 

 

Não percebi bem.

 

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Em conversa com... Um homem que (sobre)viveu aos tais Baby Blues. Já ouviram falar?

18.03.15 publicado por Mulher, Filha e Mãe

Baby Blues ou Melancolia pós-parto é uma "perturbação do humor" transitória, com sintomatologia intensa, mas de pouca durabilidade, comparativamente a outras perturbações pós-parto.

Surge entre o terceiro e o sétimo dia pós-parto, persistindo por uma a duas semanas, podendo no entanto, prolongar-se por mais tempo, e abrange cerca de 80% das puérperas (mulheres que se encontram numa fase pós-parto até às 6 semanas, a partir do nascimento do bebé) de acordo com a OMS (2007).

 

Os sintomas mais comuns inserem-se na labilidade emocional, irritabilidade, ansiedade, insónia, fadiga, perda de apetite, alterações de humor, falta de confiança em si própria, crises de choro, hiperemotividade, sentimentos de incapacidade. Porém, para muitos autores que se dedicaram ao estudo deste estado, é a labilidade de humor e as crises de choro que são fontes de evidência do surgimento da melancolia pós-parto, para a maioria dos casais.

Muitos autores consideram ainda que este, não é um estado patológico, mas sim, um estado essencial para promover a adaptação da mãe ao bebé, favorecendo o alivio do stress e ansiedade que acomete o puerpério.

 

As variações hormonais, a forma como se viveu a gravidez, o apoio do conjugue, dos familiares mais próximos, amigos, etc., pode estar na origem do seu aparecimento e/ou favorecer uma melhor ou pior gestão do Baby Blues.

 

Aproveitando a chegada do dia do Pai, e tendo em conta a alta percentagem de casos estimados,  Mulher, Filha & Mãe esteve à conversa com um amigo, um Homem que viveu de perto um caso de Baby Blues, e tentou captar a prespetiva masculina da questão.

Ele preferiu manter o anonimato, pelo que o retratei por V.

 

Ora, vejam lá o resultado.

 

 

 

MF&M: Sabias o que era o Baby Blues?

V: Não. Nunca tinha ouvido falar. Já tinha ouvido qualquer coisa (mas nada especifico) sobre depressão pós-parto, mas nem sequer sabia se tinha muito, pouco ou nada a ver com o babyblues.  

 

MF&M: Quando a tua esposa começou a vivenciar esta situação, apercebeste-te logo do que se estava a passar?

V: Logo, logo, não. Demorou alguns dias até perceber que o que se estava a passar não era uma simples tristeza momentânea. Mas notei que algo não estava bem na sua forma de estar, ser, pensar.

Lembro-me do primeiro dia em que chegámos a casa da maternidade, de vê-la sentada no cadeirão no quarto da nossa filha, e de alguma forma o olhar vago, e triste que ela transmitia, o facto de se estar sempre a querer isolar do resto da família, me deixou um pouco desconfiado a pensar que alguma coisa se passava, mas não dei logo a devida importância.

 

MF&M: O que sentiste quando presenciaste um "primeiro episódio"?

V: Eu não lhe chamaria episódio. Eu chamar-lhe-ia estado. Isto, porque não há um episódio de vez em quando e depois a pessoa está bem ou normal. Existe uma mudança de estado global da própria pessoa. Ou pelo menos, foi isso que senti, que observei. 

Mas respondendo à tua pergunta, inicialmente senti receio do que o que quer que se estivesse a passar, pudesse fazer à nossa relação, mas como te disse, ao mesmo tempo, inicialmente, também pensei que fosse algo momentâneo. Posteriormente é que comecei a perceber que não.

 

MF&M: Como classificarias então, esse estado?

V: Ela andava muito mais irritada, mais triste, mais nervosa, chorava facilmente por qualquer coisa, mais insegura em relação a tudo, não queria sair (o que não era nada comum na pessoa que estamos a falar), nem estar com ninguém conhecido. Queria estar só comigo e com a filha e às vezes, sozinha.

 

MF&M: O que fazias nesses momentos para a ajudar?

V: Sinceramente, em alguns momentos sinto que não fiz nada porque era tão difícil lidar com isto...

Em primeiro lugar temos de ter em conta que nenhum de nós os dois, inicialmente, sabia classificar o que se estava a passar, depois isto não aconteceu por fases, aconteceu tudo muito depressa, ao mesmo tempo que nos habituávamos às rotinas de um novo membro na família e toda a adaptação emocional e estrutural que isso traz, e depois andava super cansado, porque tentávamos dividir todas as tarefas para não estar nenhum sobrecarregado. Ou seja, inicialmente não me apercebi e reagi mais do que agi, pensava que era o feitio dela, ou que estava a descarregar o stress em cima de mim, e depois quando nos apercebemos que algo não estava bem, a minha postura mudou. Tentei ser o mais compreensivo possível, não reagir logo à forma agressiva com que muitas vezes falava comigo, e tentava fazer com que sentisse sempre o meu apoio, fazia tudo o que podia em casa, no cuidar da nossa filha, fazia-lhe massagens, tentava ser sempre otimista, tentei dar-lhe algum espaço e ao mesmo tempo mantinha-me sempre por perto para o que fosse necessário.

 

MF&M: Em algum momento sentiste que já não sabias o que fazer?

V: Sim. Várias vezes. Farto. Exausto. Cansado. Cansado. Cansado.

Sentir que me estava a esforçar ao máximo e de repente parecia que nada do que estava a fazer era suficiente e a única coisa que queria era vê-la bem. E ela estava tudo, menos bem. Não era nada fácil. Senti-me várias vezes sem norte, mas ao mesmo tempo, também não podia quebrar. Não foi nada fácil...

 

MF&M: Ironicamente falando, o que fazias nessa altura, quando não sabias o que fazer?

V: Pensava na nossa filha, e em como sempre a desejamos tanto, juntos. Pensava no amor que tenho pela minha mulher e em como queria que tudo resultasse e que estes momentos menos bons parassem. Tentava parar para refletir, engolir o orgulho (que é extremamente difícil...), descansar sempre que podia para depois com as ideias mais frescas, ser mais positivo.

 

MF&M: Alguma vez pensaste em recorrer a outro tipo de ajuda, juntamente com a tua esposa?

V: Não. Porque para mim recorrer a outro tipo de ajuda só mesmo em último caso e eu sempre senti que a muito ou pouco custo, juntos íamos conseguir ultrapassar isto. Que tínhamos a capacidade mental para o fazer. Sentimo-nos desamparados, é verdade! Mas também, juntos seríamos mais fortes. 

E sinceramente, pensando hoje, juntamente com a minha mulher, percebemos que este assunto ainda é muito tabú na nossa sociedade. Muitas vezes associado à ingratidão da mulher por não estar feliz com a sua própria vida e vinda de um filho e não tem nada, mas mesmo nada a ver com isso! Esta forma de pensar, faz com que muitas mulheres não falem, ou ignorem o assunto, o que é bastante prejudicial para elas e para com quem vivem, podendo trazer problemas pessoais a curto ou a longo prazo, como tivemos oportunidade de ler em alguns (poucos) artigos portugueses que encontrámos sobre o assunto.

 

MF&M: O que pensas que ajudou a tua esposa a superar esta fase?

V: Uma das coisas que mais a ajudou (e a mim também) foi a conversa com um casal amigo, que concludentemente, também já tinha passado pelo mesmo. Passámos algum tempo a falar sobre isto, eles deram-nos alguns conselhos, apoiaram-nos, e isso foi muito importante para nós. Depois, também o facto da minha esposa estar sempre a pesquisar sobre o assunto, tentar informar-se ao máximo e acima de tudo, o amor que temos pela nossa família, o nosso foco, manter o nosso foco, foi muito importante.

 

MF&M: Gostavas de deixar alguma mensagem a outros homens que possam estar a viver o mesmo que tu, ou que poderão vir a vivê-lo?

V: Sim! Tentem ler o máximo sobre isto, mas de preferência, antes do parto. Infelizmente, os profissionais de saúde com que contactamos nunca falaram sobre isto, e pior, quando os confrontámos com esta situação, desvalorizaram. Falem com amigos e familiares, tentem perceber como viveram cada situação. Não é que nos sintamos bem com o "mal" dos outros, mas as experiências alheias ajudam-nos a compreender a nossa e consequentemente a orientarem-nos num caminho interno e conjunto. Sei que nem sempre será fácil, por isso não se castiguem por isso, mas tentem ao máximo ajudar a vossa mulher a cuidar do(s) filho(s), da casa, insistam para saírem de casa e irem passear sempre que possível, façam com que a mesma saiba o quanto gostam e se importam com ela! Mais do que nunca, este é o momento. E nos piores momentos, tentem respirar, refletir, descansar e mentalizem o vosso foco. E se esse for para estarem juntos, então lembrem-se sempre disso. 

 

 

 

Tal como este Pai disse: "Juntos somos mais fortes". Por isso, divulguem esta palavra, especialmente, se conhecerem alguém que passa, já passou ou poderá vir a passar por esta situação. 

 

Se também vocês querem dar força a esta questão e partilharem alguma sugestão, testemunho ou questão enviem-nos email para blog@mulherfilhamae.pt

 

 

 

Quanto vale um Sorriso?

17.03.15 publicado por Mulher, Filha e Mãe

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Quanto vale um sorriso?

A sério! Alguém quer dar um valor?

Sorri-se por tantos motivos, mas será que espontaneamente sentimos sempre o seu calor?

Ferve cá dentro uma vontade, e de repente,

os olhos, conjugados com a boca,

soltam uma feição louca e provocam uma emoção.

É contagiante, estruturante, hilariante,

simplesmente maravilhoso ver alguém sorrir, radiante.

Depois de um sorriso, poderá vir um riso, que seja alto, baixo ou silencioso,

torna, sem dúvida, qualquer momento maravilhoso, nem que seja só de, fugazmente, observar.

 

Quem é que já não se deixou contagiar por um sorriso?

Quem é que já não prolongou um riso?

Quem é que já não soltou uma gargalhada com vontade?

E digam-me lá, não é ótimo rir de verdade?

 

Eu sei, eu sei. A vida nem sempre está para sorrir.

Mas se há coisa que tenho aprendido com tempo,

é a que a nossa postura perante a vida e dificuldades,

definitivamente influência os momentos que vivemos,

tornando mais leves as adversidades.

 

Por isso, sorriam. Não hipocritamente, mas sorriam autenticamente!

Contagiem-se a vocês mesmos e aos outros.

E não sejam loucos, se pensarem que por um sorriso tudo irá mudar agora,

mas sejam pacientes e tenham em conta que um sorriso, 

influência a mente, a mudar o cérebro, para mudar a mente, de quem, um sorriso incorpora.

 

 

 

 

 

 

9 perguntas para bloggers do Sapo feitas pela Marta!

16.03.15 publicado por Mulher, Filha e Mãe

Já alguma vez disse que adoro desafios?

 

Eu sei, já. 

 

E embora um pouco mais tarde, aqui estão as respostas ao desafio da marta-omeucanto, que desde já, agradeço!

Que venham mais desafios destes Marta! Ou de qualquer outra pessoa que se lembrar.

 

1 - O que vos levou a criar um blog?

 

Sempre gostei de escrever e de ter um caderno à parte para apontar os meus pensamentos, entre outros. Contudo, foi sem dúvida a maternidade e todo o turbilhão de emoções, adaptações e mudanças que a mesma trouxe à minha vida pessoal, laboral e familiar, que me levou a criar este blog. A necessidade de partilhar, aprender mais, ocupar-me, foram os grandes motores para a sua formação.

 

2 - Porquê a escolha do Sapo?

 

Por ser uma plataforma portuguesa e que utilizo com frequência para vários tipos de buscas. Sinceramente não pesquisei mais nenhum na altura.

 

3 - Notam alguma evolução na vossa escrita desde que começaram até hoje?

 

Sem dúvida. Não só na expressão escrita mas também na fluência verbal.

 

4 - Sobre que temas mais gostam de escrever?

 

Adoro escrever sobre coisas que sinto e/ou que já experienciei. Adorava escrever mais sobre outras temáticas que pudessem esclarecer mais mulheres e mães. Especialmente temáticas onde senti imensa dificuldade desde a gravidez até hoje, e onde nunca obtive respostas, sem ser através da experiênciação. Mas nem sempre tenho tempo para aprofundar a pesquisa, formular e concretizar o texto (isto de ter filhotes pequenos é assim... eles é que vão gerindo o nosso tempo..).

 

5 - Quais eram as vossas expectativas quando criaram o blog, e de que forma têm vindo a ser concretizadas?

 

Eram expectativas de partilha e aprendizagem, mas sinceramente, até hoje têm sido bastante superadas, por vários motivos. Não esperava encontrar tantas mulheres na minha situação, não esperava encontrar uma plataforma tão interativa entre bloggers (o que tenho adorado), não esperava encontrar outros locais onde pudesse aprender para além do que inicialmente me fez realizar este blog. Não esperava ganhar o gosto de continuar e o vicio de cá ter de vir todos os dias ler, e escrever, e a verdade, é que é assim que me sinto atualmente. Só tenho pena de não conseguir fazer post's todos os dias.

 

6 - Houve algum episódio caricato que vos tenha acontecido enquanto bloggers?

 

Que me lembre agora..não.

 

7 - Notam alguma diferença entre os blogs mais antigos, e os criados na actualidade?

 

Sinceramente não. Mas também ando cá a relativamente pouco tempo.

 

8 - Podem-se fazer amizades através dos blogs?

 

Eu penso que sim. Há blogs que visitamos tão frequentemente, post's com os quais nos identificamos, bloggers com quem interagimos mais. É tudo um pouco na base do "virtualismo", mas mais à frente, quem sabe?

 

9 - Quais os vossos desejos bloguísticos para o futuro?

 

Terminar o vídeo que ando há algum tempo para fazer para o blog, entre outros.

Continuar com o percurso que tenho feito no blog, a conhecer mais blogs, bloggers, no fundo a atingir os meus objetivos com a sua criação e divertir-me, aprender e partilhar mais e mais e mais... 

 

 

Obrigada Marta!

Não vou identificar ninguém, mas sintam-se à vontade para pegarem nas perguntas e responderem!

 

 

 

 

 

Idade

11.03.15 publicado por Mulher, Filha e Mãe

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Não mente, mas pode desmentir o que o corpo diz.

Não sente, mas pode atrair quem queira ser feliz.

É um juiz fugaz, se acharmos que o "eu" não é capaz

de ultrapassar a barreira interior, de que, se for em frente

talvez possa ser julgado por gente, que à parte disso,

não lhe sabe dar o derradeiro valor.

Revelasse em cartão, com o tempo, no corpo e na paixão.

Questiona a maturidade, o ser, estar, refletir e aprender.

Sim, é isso.

Estou a falar da idade, que traduz a ambiguidade entre pensamento e espontaneidade.

Será que idade corresponde a maturidade?

Será que idade corresponde a saber ser e estar?

Será que idade corresponde a maior capacidade de reflexão e aprendizagem?

Digo-vos então, que o meu cartão revela médio número,

mas que o tempo se encarregou de me mostrar,

que embora o corpo continue a envelhecer, 

a paixão mantém o seu lugar cativo,

e a mente, só o acompanha,

se não estimular-mos o nosso espaço cognitivo e deixar-mos isso acontecer.

 

Como tudo começou

06.03.15 publicado por Mulher, Filha e Mãe

Tudo começou há algum tempo atrás quando iniciei a minha viagem por este caminho que tanto desejei: ser mãe.

Acreditem! Foi uma viagem e tanto.

Sem mala, e só com a roupa que tinha no corpo, de mão dada com o meu marido, comprámos um bilhete com um sorriso gigante nos lábios, mas completamente ausentes de conhecimentos sobre o local para onde iríamos. Quer dizer, previamente considerávamos ser detentores de alguns conhecimentos, mas quando a viagem efetivamente começou, verificámos que estávamos um pouco enganados...

Muitas vezes me perguntei, como seria, como reagiria, se seria capaz, mas, no fundo, no fundo, sabia lá eu o que me esperava. 

Gostava de ter começado por aqui (pelo inicio) quando fundei este blog, mas ainda não era o momento.

Hoje, mais desperta, segura e à vontade, falo um pouco da forma como tudo começou. Não só como tudo começou, por ter sido mãe, mas como tudo começou por me estimular a voltar ao mundo blogueiro e partilhar, observar, registar, e acima de tudo, aprender, com tudo o que aqui pretendo colocar, e de quem quer participar, ver e ouvir o que poderão querer partilhar e sentir.

 

Convido-vos a ler um pequeno registo sobre a minha inspiração que fiz nos primeiros momentos da sua vida. 

Vai-se lá saber porquê, mas há coisas que, simplesmente nos surgem. Esta, foi uma delas.

 

"Eram 21h11 do dia 29 de Dezembro

E gritou bem alto para toda a gente ouvir

o som que impunha o começo da sua vida.

O seu nome era Madalena,

e a sua força de vida,

embora que tão pequenina,

sem dúvida que bastante plena.

Veio logo de olho bem aberto e dedo na boca,

já cheia de fome e ainda nem minuto de vida tinha,

veio logo sentir a pele da sua mãe,

que tanto desejava sentir a sua também!

Não haviam palavras para descrever o momento,

não haviam palavras para definir

o sentido que uma pequena e vulgar vida ganha

ao inserir no seu sentido uma nova e pequena grande alma.

Um novo ser. Uma nova vida. Um novo amor. Um novo caminho.

A tal viagem, e a sede de descoberta era agora maior do que nunca,

e o amor disparava em todos o sentidos

dando força e velocidade, a todo o rumo que poderia tomar,

mais do que qualquer uma, esta nova realidade.

O Pai agarra a mão da mãe, a mãe agarra a mão do pai,

ambos seguram e sentem o resultado de uma soma que só se multiplica e não se subtrai.

E após alguns momentos que ficarão guardados na nossa memória a longo prazo,

respiramos fundo e abrimos os braços para abraçar todos os momentos que virão,

que sejam mais ou menos positivos,

serão sempre definidos por o inicio de grande paixão.

Engraçado como uma grande paixão, cedo se tornou num grande amor,

e hoje,contra todas as alheias expectativas,

um mais um, deixou de ser dois e passou a três, 

sendo, no mínimo, interessante, como a lógica e a matemática se tornam redundantes,

comparativamente à força do amor, que nos torna loucos e, inconscientemente, ignorantes."

 

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"Ai estão elas, uma com menos de um minuto de vida e a outra com mais de trinta segundos de plena felicidade"

 

 

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