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Mulher, Filha e Mãe

Porque a saúde mental na gravidez e no pós-parto importa!

Mulher, Filha e Mãe

Porque a saúde mental na gravidez e no pós-parto importa!

O Lugar das Pedras Grandes: Qual é o vosso?

16.06.15 publicado por Mulher, Filha e Mãe

Deixo-vos aqui este texto que me tocou por ser simples, objetivo e relatar de forma figurada, o que na realidade, todos nós de uma forma ou de outra, já sentimos ou já pensamos.

 

Foi uma sugestão da nossa querida Terapeuta Familiar Isabel Sofia Pires.

 

O que acham?

 

 

 

O Lugar das Pedras Grandes

 

Um especialista em gestão de tempo surpreendeu a assistência da sua conferência pousando sobre a mesa um frasco de vidro de boca larga e um monte de pedras do tamanho de um punho.

- Quantas pedras cabem no frasco? – perguntou.

Enquanto o público fazia as suas estimativas, foi colocando as pedras no frasco até o encher. Depois, perguntou:

- Está cheio?

Todos disseram que sim.

Então, tirou de baixo da mesa uma caixa com gravilha, pôs uma parte dela no frasco e abanou-o. As pequenas pedras penetraram nos espaços entre as pedras grandes.

O especialista voltou a perguntar:

- Está cheio?

A assistência duvidou.

- Talvez não – respondeu alguém.

Logo a seguir, o conferencista pegou num saquinho de areia e despejou-o dentro do frasco.

- E agora? – perguntou.

- Não! – exclamou o público.

Pegou num jarro de água e despejou-o para o frasco, que quase transbordou. Depois perguntou:

- O que é que acabei de demonstrar?

Um dos membros do público respondeu:

- Que por mais cheia que esteja a nossa agenda, se tentarmos, conseguimos sempre fazer com que caibam mais coisas.

- Não! – respondeu o especialista. – O que isto nos ensina é que, se não pusermos primeiro as pedras grandes, já não caberão. Quais são as grandes pedras da vossa vida? A vossa família, o vosso companheiro, os vossos amigos, os vossos sonhos, a vossa saúde…? Não se esqueçam de que devem pô-las primeiro. O resto encontrará o seu lugar.

 

 

Crónicas da nossa Equipa Clínica - "Normal?! Como definir normal?"*

15.06.15 publicado por Mulher, Filha e Mãe

O que é a saúde mental? Como sabemos que estamos sãos mentalmente? Será normal o que estou a pensar?

São algumas questões que por vezes em algumas fases da vida não saem da nossa cabeça e pensamos precisamente “não devo estar bem da cabeça!”.

 

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A saúde mental não se resume simplesmente à ausência de doença, não basta estarmos “livres de diagnósticos” para concluirmos que estamos sãos mentalmente. Então será que precisamos de atingir um completo bem-estar para nos considerarmos sãos mentalmente? E será possível atingir esse completo bem-estar?! Por outro lado um equilíbrio é possível atingir, o equilíbrio de cada um de nós, o seu equilíbrio. Nem sempre todas as áreas (biológica, psicológica e social) da nossa vida estão a 100% e apesar de se influenciarem mutuamente, podemos sentir bem-estar, sem estar efetivamente TUDO bem.

 

Primeira ideia:

A definição de saúde mental é subjetiva, ou seja, cada indivíduo sente o (tal) equilíbrio de forma diferente.

A própria Organização Mundial de Saúde (OMS) refere que não existe uma definição oficial de saúde mental, referindo que a saúde mental está ligada a um “estado de bem-estar no qual o indivíduo realiza as suas capacidades, pode fazer face ao stress normal da vida, trabalhar de forma produtiva e frutífera e contribuir para a comunidade em que se insere” (OMS, 2002). Isto é, o indivíduo sente-se bem consigo próprio e com os outros, e é capaz de lidar de forma positiva com as adversidades, sem temer o futuro.

Deste modo, o primeiro sensor de que algo pode “não estar bem” somos nós próprios ou deveremos ser! Sem censuras ou álibis.

 

Segunda ideia:

Considera-se normal o comportamento mais frequente e concordante com os valores estabelecidos e aceites em determinada sociedade.

Na realidade, a delimitação entre o normal e o patológico é, por  vezes, extremamente  difícil de estabelecer, existindo não só uma progressão entre um estado e o outro, como também uma forte influência do fator cultural, dos costumes e das crenças do grupo e crenças individuais. As próprias crenças dos profissionais de saúde poderão influenciar a avaliação sobre o comportamento.

 

Terceira ideia:

Todos nós podemos ser afetados por problemas de saúde mental.

Podemos perceber que não estamos nesse estado de equilíbrio ou ser percebido pela nossa rede social. Pode ainda existir um diagnóstico que confirme a suspeita. Mas existindo maior ou menor “gravidade”, a nossa qualidade de vida deve ser levada a sério. E existe qualidade de vida quando uma pessoa ou grupo sente que as suas necessidades são satisfeitas e não lhes são negadas oportunidades para alcançar um estado de felicidade e de realização pessoal em busca de uma qualidade de existência acima da simples sobrevivência.

 

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No fundo, o que pretendo com este artigo é desmontar mitos acerca da doença mental e do que se considera ser normal e ser suposto...

 

 É “obrigatório” respeitar os próprios sentimentos e ser-se respeitado, não julgar apenas que “é uma forma de chamar a atenção” que “vai passar com o tempo”.

Se algo chama a atenção então a mesma deve ser dada. Não é o tempo que muda o sentimento é o que se faz com esse tempo.

Se é normal?! Talvez não seja... Mas mais que normal o importante é ser feliz!

 

 

*Crónica por Raquel Vaz (Psicóloga Clínica)

"Crónicas da nossa Equipa Clínica": Estão a chegar!

14.06.15 publicado por Mulher, Filha e Mãe

Como já descrevemos aqui, iremos dar inicio a um Projeto de apoio a Mulheres e respetivas famílias que vivenciem situações muito comuns, mas muito pouco faladas abertamente, como: o Baby Blues, a Depressão, a Ansiedade e a Psicose Pós-Parto.

 

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O Desenvolvimento deste projeto terá lugar na Cruz Vermelha Portuguesa na Delegação da Costa do Estoril através da realização de Formação e Consultas de apoio técnico especializado. 

A Formação e as Consultas contarão com a participação de alguns profissionais de saúde que integram áreas como a Psiquiatria, a Enfermagem, a Psicologia Clínica, a Terapia Familiar e o Coaching.

 

Desta forma, achei que seria uma ótima ideia fazer-vos sentir mais próximos de todos os profissionais, através de uma nova rubrica: "Crónicas da nossa Equipa Clínica".

 

Amanhã poderão já contar com um texto aliciante da nossa Psicóloga Clínica - Raquel Vaz - inerente a uma questão que aposto que qualquer um de nós já se fez: "Normal?! Como definir Normal?!"

 

 

O que acham da ideia?

Aiii que vêem aí os dentes! Então... como é que poderei aliviar o seu desconforto?

12.06.15 publicado por Mulher, Filha e Mãe

Poderia até nem ser "Aiii", se tudo corresse sem a sensação de qualquer tipo de desconforto pelas nossas crianças. Certo?

Mas a verdade, é que nem sempre (ou raramente) é assim.

E "fisiologicamente" falando: Ainda bem! Pois se há desconforto e se ela o sente, então é porque todo esse tipo de mecanismos está OK!

"Comportamentalmente" analisando: Já fomos! Pois nitidamente que:

Dorme menos. Come menos. Irrita-se mais. Chora mais. 

Ah! E já agora... também saliva mais.

Para a boca vai tudo o que estiver à sua frente de forma bastante afincada e sem espaço para reclamações da nossa parte: Desde panos, a brinquedos, mãos, pés, camisola, babete, cabelos... tudo!

 

Mas afinal, porque é que isto acontece?

 

As crianças normalmente apresentam sensação de desconforto durante os dias que antecedem o crescimento dos dentes. Algumas crianças ficam mais desconfortáveis que outras durante o processo de migração do dente através dos tecidos até à linha da gengiva. Devido à sua maior área de superfície, os molares estão normalmente associados a um maior desconforto.

 

 

Com o crescimento dos primeiros dentes, a gengiva fica mais "dura" e "inchada" provocando muitas vezes prurido e desconforto aos bebés. Pelo que se sabe, é pouco provável que sintam dor ou que ocorra qualquer tipo de sangramento.

O excesso de saliva que o bebé produz nesta fase, muitas vezes está relacionado com o prurido subjacente, mas também poderá estar relacionado com a maturação das glândulas salivares que se dá mais ou menos na mesma fase. 

Para além de todos estes sintomas, também pode ocorrer um discreto aumento da temperatura corporal (febre) na altura do rompimento das gengivas. Contudo, é uma febre caracteristicamente baixa e transitória. Se for muito elevada e persistente, deve consultar-se um Pediatra. 

 

E o que podemos fazer para aliviar o desconforto típico desta fase?

 

São várias as estratégias que podemos utilizar para os tentar aliviar do típico desconforto sentido nesta fase, embora uns possam resultar melhor que outros, consoante a criança e o grau de desconforto sentido pela mesma. Desta forma, poderão optar por:

  • Friccionar as gengivas do bebé com o vosso dedo (para os aliviar do prurido); 
  • Friccionar as gengivas do bebé com objetos frios, como por exemplo, compressas frias ou brinquedos apropriados. Existem inclusive brinquedos específicos que podem ser colocados no frigorifico para ficarem frios, e que já se encontram ajustados para posteriormente serem utilizados pelo bebé, como alguns dos que vos coloco de seguida. Esta medida ajuda a diminuir a inflamação associada, contudo, tenham atenção pois devem evitar o contacto prolongado dos objetos frios com a gengiva para não a lesionar. Para além disso, nunca coloquem objetos na boca do vosso bebé que possam ser passíveis de aspiração, ou seja, objetos pequenos que os mesmos possam "engolir";

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  • Se optarem por comprar algum produto para alívio do desconforto associado aos dentes nesta fase, os que são apresentados em forma de gel, por serem frescos, acabam por ter maior probabilidade de provocar um efeito mais eficaz.


E já agora, não se esqueçam!
A partir do momento em que aparece o primeiro dente do vosso bebé, deverão ser tomadas medidas no sentido de evitar a formação de placa bacteriana e cáries dentárias.

A escovagem com uma compressa húmida ou dedeira espiculada de borracha (por exemplo como a que mostro na imagem seguinte), deverá ser efetuada desde o aparecimento do primeiro dente e na presença de um adulto até por volta dos 6 anos!

 

 

 

E vocês, o que costumam fazer para alívio do desconforto? Algo semelhante, ou têm para aí mais algum truque na manga?

 

 

 

Fonte 1

Fonte 2

 

Vou dar uma Palestra na Cruz Vermelha Portuguesa (Estoril)! Quem vem?

10.06.15 publicado por Mulher, Filha e Mãe

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Será dia 26 de Junho pelas 14h30 na Cruz Vermelha Portuguesa da Delegação da Costa do Estoril!

A Entrada será Gratuita!

 

Irei abordar muitas das temáticas que desenvolvo no blog inerente à área da Saúde Mental Pós-Parto e irei descrever mais detalhadamente como se irá desenvolver o projeto que já aqui anunciámos.

 

 

Querem saber mais informações?

 

Então enviem-me email para ana.vale@mulherfilhamae.pt.

 

 

Conto convosco!

 

O Nosso Projeto de apoio: "Mulher, Filha & Mãe".

09.06.15 publicado por Mulher, Filha e Mãe

Surgiu da grande vontade de concretizar uma resposta na comunidade às mulheres e respetivas famílias que passam por inúmeros desafios psicossociais decorrentes do Pós-Parto. 

 

Como é do conhecimento de quem nos segue, aqui vou falando de Baby Blues, Depressão, Ansiedade e Psicose Pós-Parto nas suas mais variadas vertentes. Traduzimos conceitos já existentes, tentamos explicar diferenças, promovemos a partilha de histórias e vivências de mulheres e respetivas famílias, esclarecemos questões dentro do mesmo tema, entre tantas outras áreas inerentes que vamos explorando. 

 

Mas... 

 

E se do mundo virtual, tudo isto ganhasse traços e movimento, e voasse para um local onde seria possível a existência de uma resposta totalmente direcionada para a mulher e respetiva família que passa por este tipo de vivência?

 

E se da teoria da necessidade, tudo isto fosse passado concretamente para a prática? 

E se... 

E se tudo isto fosse mesmo verdade?

 

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É real, e para verificarem a sua autenticidade, seguem-se todas as informações de que necessitam para esclarecerem muitas das questões relativamente ao projeto:

 

Onde iniciará o seu desenvolvimento?

 

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Quais os serviços que integra?

 

  • Formação e Consultas.
  • A Formação divide-se em várias vertentes e integra múltiplas abordagens dentro da temática em questão.
  • As Consultas incorporam áreas como Psicologia Clínica, Terapia Familiar, Coaching, entre outros. 

 

 

Para Quem está direcionado?

 

  • Para quem estiver interessado!

        Como defendo desde que iniciei o blog, embora a mulher seja o foco do problema, este é, sem dúvida, de abordagem sistémica.

        Logo, se é a mulher que está a passar por alguma afeção do género, se é o respetivo marido, a sogra, a mãe, a tia, a prima, o filho, o enteado, o amigo, o pai, o sogro, o avô, o conhecido, ou qualquer outra pessoa interessada nesta temática, então este projeto é feito à sua medida. Foi feito a pensar em si. 

 

 

Como poderá ter acesso a mais informações?

 

  • Contactando a autora do blog e do projeto - Ana Vale - através do seguinte email: blog@mulherfilhamae.pt 

 

 Não hesite em contactar-me! 

Histórias que dão a cara por esta causa #5 - "Queria a minha bebé só para mim"

08.06.15 publicado por Mulher, Filha e Mãe

Na sequência do Post sobre a relação entre Obsessão pelo bebé e Depressão Pós-Parto, tivemos uma leitora que nos respondeu relatando um pouco da sua vivência. 

 

Sem dúvida alguma que foi mais uma mulher coragem, que mesmo anónima, dá força para que assuntos inerentes aos desafios psicossociais do pós-parto sejam cada vez mais tidos em conta por cada vez mais famílias que nos vão seguindo.

Tenho a certeza que com o relato crescente de histórias e vivências neste sentido, a necessidade de se construírem cada vez mais respostas para este tipo de situações irá ser mais clara e óbvia! Não concordam?

 

Se também vocês querem contar a vossa história não hesitem em enviar-nos email para centro@mulherfilhaemae.pt

 

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"No meu caso pessoal, a minha dependência da minha bebé era enorme e considerava-a minha, queria-a só para mim. Juntando isto à falta de apoio e à depressão pós-parto que depois me foi diagnosticada, leva-me a pensar que sim, pode de facto estar relacionado. 

Durante 2 anos vivi para ela, só para ela, esqueci-me e esqueceram-se de mim, todos à minha volta. As estratégias que fala, nenhuma me valeu, nem tive ninguém que conseguisse perceber o que se estava a passar. Estamos tão envolvidas nas tarefas e afazeres com o bebé que não vimos nada e se o apoio não existir, nem sensibilidade  dos mais próximos para conseguirem ver para além do óbvio, então sim, entra-se num caminho muito difícil de sair."

Filha, o nosso Primeiro dia da criança foi assim.

04.06.15 publicado por Mulher, Filha e Mãe

Com gargalhadas soltas e espontâneas

A Sentirmos o vento bem agarradinhas,

Observámos o mundo à nossa volta

E alimentámos cabras, patos e galinhas.

 

Contribuímos para a Fundação Gil

Num evento promovido pelo Barrigas de Amor;

Passámos a tarde a brincar e com o resto da família,

E que bom que foi sentir o carinho que envolveu todo o nosso furor.

 

No fundo, foi um dia que não destoou muito dos outros,

Nem era suposto assim ser ou estar.

Pois criança hoje és, e amanhã também serás,

Sem que só um dia exista, para o marcar. 

 

Resta-me só agradecer-te,

Digamos que de uma forma louca e gigante,

Pois a semente pura do teu sorriso,

Faz crescer em mim incondicional felicidade e amor abundante!

 

E sinceramente, o que é que mais importa,

quando temos em nós uma união diamante?

O Materialismo excluído fica, e o que nos une sem precedentes,

torna-se no que temos de mais significante.

 

Não concordas?

 

 

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Mulher, Filha e [Mãe] na 1ª Pessoa em Barrigas de Amor!

03.06.15 publicado por Mulher, Filha e Mãe

Sem dúvida alguma que Juntos Por uma Causa: A vivência de uma Maternidade Plena e Esclarecida!

 

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E a partir de agora, muitos dos temas que temos vindo a falar por aqui, também serão divulgados por Barrigas de Amor!

E sem dúvida alguma que assim, chegarão ainda a mais famílias do nosso País!

 

Imaginam o tamanho do meu sorriso quando tive conhecimento desta possibilidade? 

 

 

Conclusão: 

 

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É verdade! É verdade...