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Mulher, Filha e Mãe

Sensibilizar (para) e apoiar (na) ansiedade e depressão na gravidez e no pós-parto

Documentário sobre Depressão Pós-Parto׃ Dark Side of the Full Moon

Já viram ou ouviram falar? 

 

 

Descobri um pedaço do documentário há pouco tempo, e resolvi adaptá-lo para português. 

 

Um documentário que retrata de uma forma bastante clara, real e objetiva o que é a depressão pós-parto, o sofrimento que causa nas mulheres e respetivas famílias, quais as respostas que encontraram nos seus locais de residência, a opinião de vários profissionais de saúde e algumas das suas expectativas e trabalho realizado em prol da saúde mental na gravidez e no pós-parto. 

 

Logo no inicio, está descrito no vídeo que:

"Dar à luz é suposto ser uma das épocas mais felizes da nossa vida. Mas e se não for, e se ninguém estiver a ajudar?"

 

E eu pergunto:

Quantos de nós é que se identificam com esta questão?

 

Vejam e partilhem! 

 

 

blog@mulherfilhamae.pt

Ao pai do meu filho: Preciso de ti!

És o pai do meu filho, e só por isso preciso de ti! 

 

Optámos por enveredar pelo complexo e maravilhoso mundo da parentalidade, e só por isso, preciso de ti! 

Desejando muito em uníssono, ou nem por isso, este bebé que acolho em mim, implica com todas as certezas que eu precise mesmo muito de ti!

Engravidámos os dois, e projetamos física e emocionalmente, tudo o que poderemos vir a construir em conjunto, e só por isso, preciso de ti!

Fico enjoada, vomito, estou mais irritada, lamechas, com falta de memória, tranquila, feliz, e com todo o tipo de emoções e expectativas à flor da pele, e só por isso, preciso de ti!

Estou quase a parir, e preciso muito de ti! 

Tenho imensas dores, medos, receios, angústias e preciso de mandar tudo à merda, e preciso de ti!

Quero beijar-te, mostrar-te que te amo, dizer-te que tudo poderia ter sido diferente - podendo até nem ter sido - e só por isso, preciso mesmo muito de ti! 

Estou completamente apaixonada pelo nosso filho. Aquele que eu e tu, planeámos, expectamos, imaginámos, e que agora, contemplamos. E só por isso, preciso mesmo muito de ti! 

Doem-me as mamas, dói-me o rabo, doem-me as costas, dói-me a sutura, e acima de tudo, dói-me o peito. Por vezes o coração. A ansiedade aumenta a cada dia que passa depois do nosso filho ter nascido. Será que serei boa mãe? Será que conseguirei educá-lo? Será que? Será? Porra! Como eu preciso de ti... 

 

Preciso de ti para encarares.

Preciso de ti para me ouvires. 

Preciso de ti para me compreenderes. 

Preciso de ti para acreditares comigo que tudo voltará a ser idêntico ao que era, mas agora, bem melhor!

Preciso de ti para me aconchegares.

Preciso de ti para me pedires aconchego e para compreenderes, que por momentos, os meus braços podem estar ocupados, mas que o meu coração mantém o mesmo espaço reservado em exclusivo para ti. 

Preciso de ti para me mostrares que me amas. Que me queres. Que percebes que por agora o sexo não é uma prioridade, mas que o tempo faz com que tudo volte a ser como era, ou quem sabe, bem melhor!

Preciso de ti para me olhares enquanto mulher. Para puxares por esse meu lado também. 

Preciso de ti para me confrontares com o que achas que não está bem, mas para saberes ouvir o que sinto e que poderá estar em discórdia também. 

Preciso de ti para pedires ajuda a alguém, caso eu não me sinta mesma nada bem, e não reconheça, não compreenda.

 

No fundo, preciso de ti para vivermos a vida que idealizámos, e que agora foi completamente abanada pelo nascimento de quem muito esperámos. 

 

Preciso de ti para tudo isto, e quem sabe, até para muito mais. 

Mas se por agora não puderes estar e sentir comigo esta fase que vivemos, e que pode não estar a ser tão feliz como expectámos, sabe que sozinha (é bem provável que) também conseguirei. Mas é bem mais difícil e doloroso também. 

 

 

Baby Blues e Depressão pós-parto: Serão a mesma coisa?

Para quem segue o blogue há mais tempo provavelmente vai perceber que já não é a primeira vez que escrevo sobre este tema. No entanto, por ser um tema tão importante, nunca é demais apostar na sua abordagem. 

 

Logo no inicio do blogue um dos primeiros textos que fiz foi denominado por Baby Blues e Depressão Pós-Parto: Duas (realidades) muito diferentes!

Um texto que de uma forma muito simples e objetiva identificava algumas diferenças entre as duas realidades supracitadas. Mais tarde, e após um contacto - que jamais esquecerei - com a equipa de investigação do Serviço de Psicologia Médica da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra, a Dra. Ana Telma Pereira, coordenadora de estudos na área da saúde mental perinatal também nos esclareceu quanto à presente questão respondendo o que poderão verificar aqui.

 

 

Agora, poderão estar a questionar-se sobre o porquê de abordar novamente a questão, mas a verdade é que ainda há muito para ser falado sobre o tema. 

 

Há pouco tempo, andava eu a pesquisar sobre Baby blues, quando me deparo com o vídeo que coloco de seguida (no final do presente parágrafo). Em poucos minutos é realizada uma entrevista a Alanis Morissette - uma das cantoras e compositoras de eleição dos meus tempos de adolescente - quando verifico que a mesma também passou por um baby blues que foi muito abordado na época e sobre o qual a cantora resolveu falar em vários programas televisivos de forma a alertar mulheres e respetivas famílias para esta realidade. Contudo, algo com que me deparei no vídeo, foi que ao longo do mesmo tanto falavam em baby blues como em depressão pós-parto. Deu-me a entender que falavam de ambos os termos como se do mesmo se tratasse. E não é verdade

 

 

Baby blues e depressão pós-parto constituem-se duas realidades diferentes a vários níveis como podem verificar nos artigos referenciados ao longo do presente texto

 

Acima de tudo é importante compreender que o baby blues é, de facto, menos grave/intenso emocionalmente do que a depressão pós-parto. Esta última, por sua vez, já é considerada uma patologia que necessita de tratamento médico e acompanhamento especializado. Assim sendo, se sentem que estão a passar por uma fase que identificam como sendo um baby blues e se as alterações que verificam/sentem perduram por mais de 2/3 semanas após o parto, que vão piorando há medida que o tempo passa, e que vão ficando cada vez mais exaustas, isoladas, anérgicas, sem interesse no que vos rodeia (podendo incluir, ou não, o bebé), por exemplo, então devem procurar ajuda! 

 

Falem com o vosso companheiro, ou amigo/amiga, familiar, alguém com quem tenham mais confiança. Partilhem o que sentem. Se não conseguirem falar sobre o que vos angústia no momento, escrevam e mostrem a alguém de confiança, por exemplo. Mesmo assim, não se esqueçam que existem profissionais especializados para acompanharem este tipo de casos, a quem devem recorrer para que possa ser feita uma adequada avaliação da situação e caso seja necessário, obterem assim, um acompanhamento ajustado às vossas necessidades. 

 

E caso tenham alguma dúvida, lembrem-se sempre que podem contactar-me através do seguinte email:

blog@mulherfilhamae.pt

Saúde Mental Perinatal: Sabem o que significa?

Vários são os momentos em que utilizo este termo nos meus textos, assim como existe um separador no menu e na barra lateral que o evidencia. 

Dado que muitas são as pessoas que vão entrando neste espaço, alguns possivelmente pela primeira vez, parece-me que é bom relembrar no que consiste. 

A Saúde Mental Perinatal caracteriza-se pela saúde mental da mulher desde a conceção até ao primeiro ano após o parto, e desta forma, engloba qualquer temática que integre este período e que esteja relacionado com a saúde mental.

Por sua vez, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS) a saúde mental caracteriza-se como “o estado de bem-estar no qual o indivíduo realiza as suas capacidades, pode fazer face ao stress normal da vida, trabalhar de forma produtiva e frutífera e contribuir para a comunidade em que se insere“.

Nesta definição, a “saúde mental” é entendida como um aspeto relacionado ao bem-estar, à qualidade de vida, à capacidade de amar, trabalhar e de se relacionar com os outros. Com esta perspetiva positiva, a OMS convida-nos a refletir sobre a saúde mental muito para além das doenças e das deficiências mentais.

 

Dentro da área da saúde mental perinatal podemos falar em inúmeros aspetos relacionados com a promoção da saúde, a prevenção das doenças, sobre as doenças que se podem desenvolver, sobre o tratamento e sobre a reabilitação das pessoas que desenvolvem as respetivas doenças, seja de que âmbito for. 

É por isso que também muito valorizo os testemunhos que me enviam sobre o tema, pois permitem-me, e a quem nos lê, compreender de uma forma mais ampla como é que cada pessoa, e respetiva família, vivência as problemáticas que a afetam, como se sente e que tipo de estratégias utiliza para ultrapassar o presente momento. Algo que considero bastante pertinente de publicar, e consequentemente transmitir a quem nos lê e procura informação deste tipo.

 

Quando se fala em Saúde Mental Perinatal, rápido se pensa em depressão pós-parto, mas quando se fala em saúde mental perinatal fala-se em muito mais do que a depressão pós-parto. Falamos de blues pós-parto, de psicose pós-parto, de ansiedade pós-parto, de depressão na gravidez, de fobias na gravidez e no pós-parto, de problemas na relação mãe-bebé, problemas de sono específicos neste período, de stress pós-traumático na gravidez e no pós-parto, de sintomas específicos deste período, entre muitos (mesmo muitos...) outros temas cujo foco é a mãe e o bebé. 

A saúde mental perinatal integra uma esfera de conteúdos sobre uma série de aspetos e problemáticas que confrontam a mulher e respetiva família num período de grande transição e expectativa (a conceção, a maternidade, a parentalidade...) paralelo a uma série de equilíbrios e desequilíbrios que daí possam surgir. 

 

É essa esfera que, neste espaço, pretendo fazer girar, sendo sobre a mesma que pretendo falar e aprofundar conhecimentos, espelhando-os no item da página principal do blogue que identifica "Saúde Mental Perinatal".

E já agora...já exploraram este espaço? 

 

Têm questões, sugestões, ideias?  

Não hesitem em enviar-me email sobre as mesmas! 

blog@mulherfilhamae.pt

Vem aí a Semana do Bebé dos Olivais...e há novidades!

Caros leitores,

 

Brevemente irá começar a semana do bebé dos Olivais. Uma semana que já é dinamizada pela Junta de Freguesia dos Olivais há já alguns anos e que conta com o apoio de vários parceiros.

 

Ocorrerá de 14 a 22 de Maio no espaço interior e jardim da biblioteca dos Olivais, e contará com a presença de uma série de profissionais de várias áreas para completarem uma semana dedicada à mãe e ao bebé.

 

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Uma das grandes novidades desta semana, será a presença de parte da equipa da Unidade de Primeira Infância (UPI) do Hospital D. Estefânia dia 19 de Maio (5ª feira) pelas 10h00. 

 

Para mim, esta é uma grande novidade, pois promove-se um momento na semana em que profissionais muito experientes e competentes na área, dedicarão o seu tempo a falar com e a ouvir as recém-mamãs. Estarão disponíveis para ouvir várias das suas questões em relação a si próprias, ao seu dia-a-dia consigo e com o seu bebé. Será, sem dúvida alguma, um momento imperdível para vocês que estão ai por casa a viver os primeiros dias, semanas e/ou meses mais agitados que caracterizam o inicio do período da maternidade, após o parto.

 

 

Por isso, desafio-vos a ir e a passarem a mensagem às vossas amigas e/ou a quem considerem que possa ter interesse neste momento do evento.

 

Até lá, qualquer dúvida ou questão não hesitem em contactar-me!

blog@mulherfilhamae.pt 

Movimento Depressão Pós-Parto - Testemunho #1

Ontem lancei este Movimento - "O que é que tu sabes sobre Depressão Pós-Parto?" 

 

Já aderiram?

 

Uma das nossas leitoras já!

 

O que ela sabe sobre a Depressão Pós-Parto está relacionado com a sua experiência pessoal sobre o tema. 

Viver este tipo de realidade é uma situação bastante complexa que necessita de intervenção de profissionais especializados na área.

É comum que a mulher sinta uma grande pressão psicológica e social após o parto. Não é só a chegada de um novo membro da família e tudo o que essa nova e complexa realidade envolve, mas é também toda a adaptação do casal a essa nova realidade, assim como a adaptação da mulher a si mesma e a todas as experiências biopsicossociais que integra e que se vão desenvolvendo e maturando em si enquanto Mulher, Filha e Mãe, todos os dias, dia após dia.

Relembro-vos que Baby Blues ou Blues pós-parto e Depressão Pós-Parto são duas condições diferentes. Diferem em muito e é muito importante ter isto em conta para compreendermos o que se passa connosco, ou com terceiros, mas acima de tudo, é muito importante pois se o que sentimos perdura mais do que é 'suposto', então devemos procurar ajuda especializada para nos orientar na resolução do problema que vivemos.  

Já escrevi sobre essa diferença no seguinte artigo: 

Baby blues e Depressão Pós-parto: Duas realidades (muito) diferentes.

 

Deixo-vos de seguida com a partilha da nossa leitora sobre o que sabe sobre Depressão Pós-Parto:

 

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A gravidez ….correu bem, posso dizer-lho assim. Apesar de ser de risco a partir das 26 semanas desenvolveu-se sem problemas até ás 37.
Depois… depois nasceu um bebé. O parto correu bem, sem qualquer problemas, com poucas horas. Das 03:00 as 11:15… ate aqui tudo bem…
Depois… cada vez que olhava para aquele ser precioso, pequenino, indefeso, sentia-me impotente, incapaz, mal preparada para a responsabilidade que assumi - ser mãe. tinha 33 anos de idade, foi há pouco mais de um ano.
mas sinto que o baby blues ainda não passou, por vezes sinto-me num abismo. parece que tudo vai desabar.
no inicio pensava…agora já não sou só eu, este ser precisa de mim para tudo… não posso falhar, não posso errar. Agora sinto que se eu não estiver ninguém está, os horários são apenas ajustados por mim. Muitas vezes peço ao marido que me ajude nas tarefas diárias, mas já pedi tanta vez….Quando peço estou de tal forma desorganizada que sinto que tudo me escapa entre os dedos.
 Com uma criança para cuidar o tempo… ahhh o tempo… voa. Quando se dá conta passou duas horas e olhamos e nada feito… tudo igual, se estava desarrumado, desarrumado continua, o jantar continua por fazer.
Sempre me consegui organizar em termos de tempo, sou metódica, mas organizada, mas com uma criança não consigo, e pior é que não me habituo a que as tarefas não sejam feitas. Há já algumas tarefas domésticas que deixei de fazer mas mesmo assim… o tempo voa…
Para além de tudo isso há algo que agrava este mal estar… o facto do marido se manter descontraído, e nem sequer pensar que temos uma criança em casa. Não vê os perigos ao redor, ai sinto tudo… tudo em cima de mim… e se já não aguentou o pensamento ‘’não posso falhar’’, ai descamba tudo… Porque tenho duas crianças em casa, uma que não sabe o que faz e outra que devia cuidar da inocente e não se lembra, esquece-se de olhar em volta e ver os perigos…
Voltando atrás, ao pós parto imediato, houve ainda a dificuldade na implementação da amamentação, infrutíferas… Embora na minha mente amamentar é maminha… não fui capaz. Essa realidade é muito dura ainda na minha mente. E não fui capaz, porque não consegui organizar o meu tempo, e por consequência a minha mente. Havia sempre algo para fazer, o bebé precisava de horas para mamar, e não tive ninguém que me auxiliasse nas tarefas diariamente.
Quando nasceu cilho sentimos que não podemos falhar, a conjuntura económica familiar é muito importante pelo menos para garantirmos o essencial (alimentação, saúde, educação) e temos medo de perder o nosso trabalho, e nesta altura e ainda mais necessário, não podemos falhar (a nossa mente diz isto a todo o instante ). Então enquanto o marido trabalhava eu estava em casa com a bebe ( durante o período da licença), longe da família, por vivemos a 300km de distância. Era eu… eu que mudava a fralda, eu que fazia o almoço, eu que queria amamentar mas ela não pegava, eu que insistia e ela não pegava, eu que queria mas ela não. Eu que queria manter a casa limpa e arrumada, ter o jantar pronto quando o marido chegava as 20:30 depois de sair as 8:00 ou as vezes mais cedo… eu que muitas vezes nem ao WC conseguia ir, porque o bebe precisa de mim, vou aguentar…. Ficamos em segundo plano, enquanto aguentamos e na esperança que não e depressão , isto vai voltar ao sitio…. Vamos habituarmos uns aos outros e tudo volta a normalidade, mas vezes …. As vezes tudo desaba…. Porque ainda não consigo tomar conta de tudo sozinha, porque o pai também existe, e deve estar atento quando a mãe não esta por algum motivo, seja ele qual for…
De outro modo penso e continuo a pensar… não posso falhar!
 
isto e o que sinto neste pós parto com pouco mais de um ano…..

Vou lançar-vos um desafio. Curiosos?

Quando fundei o blog o meu grande objetivo era conhecer histórias de outras mulheres, homens e famílias que tinham passado por baby blues, depressão pós-parto ou qualquer outra situação semelhante que evidenciasse a já tão debatida frase de que "nem sempre maternidade rima com felicidade" (Macedo & Pereira, 2014). 

 

Muito do percurso que fui traçando foi sempre a pensar nesse objetivo e em outro - o de criar um espaço onde falar sobre experiências menos positivas ligadas à maternidade, especialmente decorrentes deste tipo de realidades, não fosse motivo de julgamento, culpabilização ou vergonha por parte das pessoas que da mesma padeciam, mas sim uma forma de encarar a vida, tal como ela é. 

Não é que todos os momentos que envolvam maternidade e paternidade tenham só este lado mais lunar. Não. Mas, é verdade que também o têm. E sempre me fez muita confusão o facto das pessoas tornarem esse momento um pouco "surreal" quando o floreiam com as possibilidades de uma vivencia totalmente fantástica e rodeada de momentos extraordinariamente quentes e coloridos, sempre. 

 

Sim, também é assim. Mas não é só. E o outro lado também precisa de ser desmistificado. O outro lado da maternidade e da paternidade também precisa de ser falado. O outro lado também precisa de ser transmitido a quem pensa engravidar, aos casais que estão grávidos e aos casais que acabam de ser pais. O outro lado da maternidade e da paternidade também precisa de ser falado com as famílias destes casais. Esta realidade também precisa de ganhar cor, à sua maneira. Pois de outra forma, continuaremos a ter casais e respetivas famílias informados incompletamente sobre uma situação que, embora não floreie tanto o momento da gravidez e da maternidade/paternidade, sem dúvida alguma que lhe dará outra cor, caso esses momentos não rimem de imediato com felicidade. 

 

E é por isso que vos desafio! 

Desafio mulheres, homens e respetivas famílias que já tenham passado por situações semelhantes, que estejam a passar pelas mesmas atualmente e/ou que conheçam casos relacionados a partilharem connosco as vossas reflexões, as vossas vivências. 

Desafio Profissionais e técnicos de saúde que trabalhem na área a transcreverem para o papel as vossas reflexões críticas sobre o tema, ou a escreverem simplesmente sobre o assunto e a partilharem-nas connosco. 

 

Tenho a certeza que juntos gritaremos muito mais alto que esta é uma problemática real e que precisa de ser falada e transmitida, a quem por este tema, pessoal ou profissionalmente, se interessar. 

 

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E então, desafio aceite?

 

blog@mulherfilhamae.pt

 

Uma visita guiada ao blog.

Caso tenham chegado há pouco tempo, ou caso já cá estejam há algum, recordo-vos dos espaços que foram sendo construídos no blog para transmitir a quem nos lê o máximo de informação útil sobre temas relacionados com a Parentalidade, especialmente com a Saúde Mental Perinatal.

 

Na barra do Menu podem sempre consultar:

 

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  • A Nossa História (Onde poderão ler o nosso testemunho detalhado sobre a nossa passagem pelo babyblues e como tudo originou a criação deste blog);
  • Saúde Mental Perinatal (Onde poderão consultar todos os artigos que escrevo sobre saúde mental na gravidez e no período do pós-parto);
  • Movimento Depressão Pós-Parto (Onde poderão consultar tudo o que é publicado dentro do respetivo movimento - testemunhos, opiniões, esclarecimento de dúvidas e questões, etc.);
  • Literatura sobre Saúde Mental Perinatal (onde poderão consultar artigos, textos e livros que li e analisei sobre o tema).

 

Ah! E se quiserem consultar alguns artigos mais recentes que fui publicando no blog, podem aceder diretamente aos mesmos por aqui:

 

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Na barra lateral podem encontrar evidenciados vários tipos de itens:

 

  • Podem estar sempre atualizados sobre o que escrevemos se nos subscreverem por email, aqui:

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  • Podem seguir-nos pelo facebook, e caso queiram ter acesso direto à nossa página pelo blog, é só fazer click aqui:

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  • Podem saber mais informações sobre a autora do blog e subscreverem-nos pela plataforma da sapo, por aqui:

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  • Podem comunicar comigo via email e o nosso contacto está sempre expresso aqui:

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  • Podem ter acesso a todos os testemunhos reais que nos vão chegando, de mulheres e respetivas famílias que vivenciaram situações de babyblues, depressão pós-parto, ansiedade puerperal e psicose pós-parto, aqui:

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  • Podem ter acesso a todos os eventos que promovemos, entrevistas que nos realizaram e outros artigos/momentos nos media em que participámos, acedendo por aqui:

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  • Podem consultar vários textos que já escrevi e que outros autores escreveram sobre o que é o Reiki e a Meditação e sobre o seu beneficio para a gravidez e para o pós-parto)

 

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  • Podem consultar os vários textos que já escrevemos desde o inicio do blog, aqui:

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Na nossa página principal estará sempre o texto mais recente que foi publicado.

Qualquer questão que nos queiram colocar, nunca hesitem!

Contactem-me via email por: blog@mulherfilhamae.pt

 

Até jáá!

Tenho tanto para vos contar!!!

E confesso que nem sei por onde começar...

 

Vão demorar dias (ou talvez, semanas...) a descrever por aqui todas as novidades que tenho para vos transmitir. 

Os últimos meses que passaram foram marcados pela ausência da vertente escrita neste blog. É verdade! Algo que não previa acontecer, mas que por força de vários acontecimentos na minha vida, acabou por se verificar.

No entanto, eu não estive, nem nunca me senti, totalmente ausente deste nosso espaço. Estive atenta e fui respondendo a todas as questões que me iam colocando - e que eu consegui - via email, e acima de tudo, fui observar, aprender e integrar um conjunto de novas perspetivas, e novos conhecimentos sobre Saúde Mental, especialmente, sobre Saúde Mental Perinatal. Seja através da leitura, da prática e/ou da observação, a verdade é que nos últimos meses me tenho dedicado a absorver o máximo de informação possível sobre a área em questão. Um caminho que iniciei quando fundei este blog, que tenho mantido com grande motivação e avidez de conhecimento e que pretendo continuar.

Hoje, absorvendo um pouco mais do mundo académico, tenho-me confrontado com frequência com uma diversidade de novas questões relacionadas com o tema e que sei que será também do vosso interesse terem acesso. 

 

Tantas vezes me apeteceu pegar no bloco e começar a escrever sem parar.

Tantas vezes me apeteceu passar a tarde a refletir, a ler e/ou a escrever. Seja para desabafar, pesquisar ou simplesmente a atualizar-me quanto ao foco principal deste nosso espaço, tantas vezes me apeteceu passar tudo o que ia refletindo, observando e aprendendo para aqui.

No entanto, os vários compromissos e desafios que se foram colocando no meu dia-a-dia de Mulher, Filha e Mãe (e agora, também de volta aos estudos...) acabaram por me ir consumindo, e o tempo voou, até hoje. 

 

Sei que muitos de vós se poderão identificar. Outros, talvez nem por isso. Mas para mim, o importante é dizer-vos que aqui me encontro de novo, com uma nova energia e muito para partilhar! 

 

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E vocês, prontos para me acompanharem neste novo ciclo?