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Mulher, Filha e Mãe

Porque a saúde mental na gravidez e no pós-parto importa!

Mulher, Filha e Mãe

Porque a saúde mental na gravidez e no pós-parto importa!

Sab | 24.10.20

A Depressão pós-parto quase que triplicou durante a pandemia de coronavírus!

Ana Vale

De acordo com um estudo realizado pela Universidade de Alberta, no Canada, a depressão pós-parto quase que triplicou durante a pandemia que enfrentamos atualmente. 

Por aqui esta notícia não é acolhida com surpresa, contudo, não deixa de ser impressionante olhar para este estudo e perceber que das 900 mulheres entrevistadas que se encontravam no período perinatal (relembro que vai desde a gravidez até ao primeiro ano após o parto), 41% reportavam sintomatologia depressiva perinatal - em comparação com os cerca de 15% prévios à pandemia - e que 72% das mulheres referiram sintomas graves de ansiedade perinatal - em comparação com os cerca de 29% prévios à pandemia.

 

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Imaginar todas as alterações que têm surgido e implicado ajustes diversos na dinâmica destas "recém" famílias sempre com o futuro incerto...  a (im)possibilidade de ter o companheiro nas consultas de acompanhamento da gravidez, no parto, a vivência (ainda mais!) isolada daquilo que são os primeiros dias do bebé, com todas dúvidas e inseguranças associadas, os medos diversos no que concerne ao contágio e às suas implicações, mães e bebés que começam o seu percurso de vida em separado, um pós-parto imediato com uma obrigatoriedade quase que subjacente a este período de se estar resignado ao domicílio e pouco mais, a impossibilidade de ter por perto a rede com a frequência necessária para cada casal, o regresso ao trabalho do pai com um bebé tão pequeno em casa e tanto por gerir interna e externamente neste sentido. Enfim... a lista não termina. Um sem número de realidades ímpares que se conjugam numa mixórdia de tristes sentidos para quem está agora a começar a viver uma nova realidade parental e a desenvolver-se internamente neste âmbito.

Se esta fase costuma ser exigente para qualquer um que por ela passe, neste momento, a exigência é elevada a uma dimensão que pode chegar a ser bastante dolorosa para uns, sentida como muito injusta para outros, chegando até, a tornar-se patológica como se verifica para uma percentagem tão significativa de mulheres que se encontram neste período de acordo com o estudo inicialmente identificado. 

 

Não sei que relação de prevalência existe para o nosso país, nem sei sequer se está a ser realizada alguma investigação neste sentido, mas acredito que os números não sejam assim tão diferentes dos que nos são apresentados neste estudo

 

Se neste momento estás a sentir alguma sintomatologia de depressão/ansiedade perinatal - informação que podes consultar neste texto sobre depressão perinatal - não hesites em pedir ajuda! 

O primeiro passo, depende de ti. 

Se estás por perto de alguém que identificas como tendo alguns dos sinais e sintomas de depressão pós-parto, não ignores. Ajuda no que te for possível. Também podes encontrar algumas dicas aqui

 

Em qualquer um dos casos, podes sempre ligar/enviar email e esclarecer as tuas dúvidas! 

(+351) 936 180 928

mulherfilhamae@gmail.com

 

E lembra-te:

A saúde mental materna... IMPORTA! 

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