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Mulher, Filha e Mãe

Porque a saúde mental na gravidez e no pós-parto importa!

Mulher, Filha e Mãe

Porque a saúde mental na gravidez e no pós-parto importa!

Qui | 02.07.15

A influência da qualidade do sono na saúde mental pré e pós-parto.

Ana Vale

É mais  do que conhecido que quer durante a gravidez, ou no pós-parto, o sono de uma mulher sofre várias e intensas alterações.

 

No 1º trimestre a presença de náuseas, vómitos, o aumento da frequência urinária, assim como as preocupações pela construção do seu papel parental e as preocupações referentes ao estado de saúde do bebé, são muitos dos motivos que  podem perturbar o sono da mulher.

No 2º e 3º trimestre, as dores dorsolombares, os movimentos fetais, o desconforto abdominal, as cãibras, as expectativas do parto, entre tantos outros, continuam a tornar a atividade do sono, um momento de pouca qualidade, o que muitas vezes provoca sonolência diurna e um cansaço extremo. 

 

 

Para terem uma noção, cerca de 84% das mulheres, relata ter um ou mais sintomas de insónia nas várias semanas de gravidez, com 30% das últimas, a referirem que  nunca tiveram uma boa noite de sono durante a gravidez.

A avaliação deste facto, torna-se muito importante, pois sabe-se hoje que as alterações do sono na gravidez, assim como a vivência de insónia aumentam a probabilidade da mulher sofrer de sintomas depressivos/depressão pós-parto.

 

No pós-parto, o padrão de sono-vigília das mães sofre alterações significativas devido a uma diminuição abrupta das hormonas que estavam associadas à atividade/função da placenta  e também como resultado do padrão irregular do ciclo de sono-vigília do recém-nascido.

Para além disso, sabe-se que a duração total do sono diminui  do primeiro trimestre de gravidez até um mês no pós-parto e a eficiência do sono é inferior nos três meses pós-parto comparativamente à gravidez.

 

 

As mulheres que referem privação de sono significativa e cujos bebes têm problemas em dormir podem ter maior risco de virem a sofrer uma depressão.

No entanto, não são só os últimos referidos que influenciam o sono da mulher no pós-parto, existem outros fatores importantes que importa referir como, a idade da mãe, o tipo de parto, o tipo de alimentação do bebé, o temperamento do bebé, o regresso ao trabalho, o número de crianças em casa, a disponibilidade do parceiro ou de outros membros da família para ajudar durante a noite. 

 

 

Perante todos estes factos, há alguém por aí que tenha usufruído de boas noites de sono durante a gravidez e/ou no pós-parto?

 

 

Fonte 1

Fonte 2

3 comentários

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    Ana Vale

    06.07.15

    Boa noite!
    Antes de mais, MUITO OBRIGADA por partilhar a sua opinião e vivencia aqui no blog. 
    De facto a qualidade do nosso ritmo de sono é fundamental em toda a nossa vida, mas durante o período em questão, em que todo o nosso organismo está em constante adaptação, em que todas as nossas rotinas se alteram, em que uma série de novas necessidades surgem e que um bebé se integra na nossa vida, sem dúvida alguma que aqui a manutenção do ritmo de sono ainda se torna mais necessário... contudo... tal, nem sempre possível. Certo?


    E foi uma situação passada, ou ainda se mantém no presente, a depressão pós-parto? 


    Autoriza-me a colocar o seu comentário na nossa rubrica "Histórias que dão a cara por esta causa" para dar a conhecer a mais mulheres e respetivas famílias esta realidade? 


    Um grande grande beijinho, de coração *
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    Anonima

    09.07.15

    Olá. Sim, matem-se e só agora está a ser tratada. Até aos 2 anos de idade da minha filha nunca dormi uma única noite seguida, nem mais de 4 horas seguidas. Acordava várias vezes de noite. Uma situação que me levou a um desgaste gigantesco. Depressão e quase esgotamento. A vida tal como era antes acabou. O meu companheiro abandonou-nos nesta luta, nesta vida que perspectivamos. Depois, tive de gerir as minhas emoções e as da minha filha. Não há palavras! Os amigos afastam-se, a família culpabiliza. Ninguém sequer conseguirá imaginar o sofrimento por que se passa nestas situações. Nunca imaginei chegar a esta situação tão difícil. 
    Obrigada pelo seu blog que muito me tem ajudado.
    Sim, claro que pode partilhar, para que se saiba onde se pode chegar, para que ajude outras mães e pais. 
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