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Mulher, Filha e Mãe

Porque a saúde mental na gravidez e no pós-parto importa!

Mulher, Filha e Mãe

Porque a saúde mental na gravidez e no pós-parto importa!

Seg | 23.03.15

Amor não é posse.

Ana Vale

Na sequência de uma conversa sobre filhos, amor, posse e personalidade, um amigo sugeriu-me a leitura de um livro: "O Profeta" de Gibran Khalil Gibran.

 

Até agora, todas as suas palavras parecem-me redondamente interessantes. Fazem-me parar para refletir não só em todas as perspetivas de uma frase, como também no que aquela frase poderá significar quando incluída na esfera da minha vida. Ainda não acabei, mas também não posso deixar de evidenciar aqui o seguinte excerto:

 

"Vossos filhos não são vossos filhos,
são os filhos e as filhas da ânsia da vida por si mesma.
Vêm através de vós, mas não de vós.
E embora vivam convosco, não vos pertencem.
Podeis outorgar-lhes vosso amor,
mas não vossos pensamentos.
Porque eles têm seus próprios pensamentos.
Podeis abrigar seus corpos, mas não suas almas;
Pois suas almas moram na mansão do amanhã,
que vós não podeis visitar nem mesmo em sonho.
Podeis esforçar-vos por ser como eles,
mas não podem fazê-los como vós,
Porque a vida não anda para trás
e não se demora com os dias passados.
Vós sois os arcos dos quais vossos filhos
são arremessados como flechas vivas.
O Arqueiro mira o alvo na senda do infinito
e vos estica com toda a sua força
para que suas flechas se projectem rápido e para longe.
Que vosso encurvamento na mão do Arqueiro seja vossa alegria;
Pois assim como Ele ama a flecha que voa,
ama também o arco que permanece estável."

 

Ontem, como filha, e hoje, também como mãe, faz-me sentido. É uma leitura transversal, rica e reflete, sem dúvidas e com bastante clareza que amor não é posse.

Amar não é ter ou impor o seu ser.

Amar é estar disponível para. É deixar ir, mas continuar lá.

Com respeito, humildade e assertividade, amar, é também ter a noção, que há sofrimento implícito. 

 

Não é, de todo, fácil o ato de amar.

Mas também, quem disse que seria?

 

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2 comentários

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    Ana Vale

    23.03.15

    Conheço muito bem essa sensação :) E achava eu que sabia o que "isto" poderia ser, antes de vivê-lo... 
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