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Mulher, Filha e Mãe

Porque a saúde mental na gravidez e no pós-parto importa!

Mulher, Filha e Mãe

Porque a saúde mental na gravidez e no pós-parto importa!

Sex | 10.07.15

Histórias que dão a cara por esta causa #7 - "O meu companheiro abandonou-nos nesta luta"

Ana Vale

Confesso que este, foi mais um testemunho que me deixou perplexa a olhar para o ecrã do computador... 

 

Como é que em pleno século XXI ainda se quebram famílias a este ponto e os casais ainda se separam por problemas como Depressões pós-parto subdiagnosticadas?! 

Como é que em pleno século XXI as famílias ainda não estão alerta para a existência (sim, porque estes problemas EXISTEM!) deste tipo de problemas? Como é que ainda se desvaloriza? Como é que a mulher ainda é culpabilizada e concomitantemente vive em sofrimento com a dor de uma Depressão? Como?! 

 

É que eu tenho a certeza que ao lerem o testemunho que chegou até mim há poucos dias, vão ficar exatamente com as mesmas questões!

 

Mais uma vez, um grande bem haja para esta mulher de coragem que fez chegar até nós a sua dura história, e que se mantém sob as consequências de uma realidade que já tem sido muito debatida por aqui: a Depressão pós-parto

 

 

"No meu caso, apenas no primeiro trimestre dormi bem. Depois, a partir de meados do segundo trimestre já não havia posição e no terceiro acordava de hora a hora. Por isso e pelos restantes fatores que referiu, sim, tive uma depressão pós-parto que se mantém e só agora está a ser tratada. Até aos 2 anos de idade da minha filha nunca dormi uma única noite seguida, nem mais de 4 horas seguidas. Acordava várias vezes de noite. Uma situação que me levou a um desgaste gigantesco. Depressão e quase esgotamento. A vida tal como era antes acabou. O meu companheiro abandonou-nos nesta luta, nesta vida que perspectivamos. Depois, tive de gerir as minhas emoções e as da minha filha. Não há palavras! Os amigos afastam-se, a família culpabiliza. Ninguém sequer conseguirá imaginar o sofrimento por que se passa nestas situações. Nunca imaginei chegar a esta situação tão difícil. 

Obrigada pelo seu blog que muito me tem ajudado.
Sim, claro que pode partilhar, para que se saiba onde se pode chegar, para que ajude outras mães e pais."

 

 

Se também nos quiserem enviar a vossa história, não hesitem!

Com a existência de cada vez mais testemunhos, sem dúvida alguma que o assunto ganhará mais força e será levado com mais realismo, a cada vez mais locais no nosso País!

Enviem-nos email para blog@mulherfilhamae.pt

 

 

 

Podem consultar a sequência de comentários/testemunho na íntegra aqui

 

3 comentários

  • Sem imagem de perfil

    Anonima

    10.07.15

    Olá. De facto não é possível contar a história toda nem avaliar as pessoas por um simples relato. Posso apenas dizer que foi embora porque já não era feliz ao meu lado. Para quem nunca estava presente, devido ao seu trabalho e estudos era fácil chegar a esta conclusão, depois de ter continuado uma vida lá fora e de ter alguém, eu, que durante os dois anos de vida da minha filha fiz de mãe, pai, médico, enfermeira, dona de casa, trabalho, tudo! Creio que é mais fácil e comodo sair, abandonar a vida que perspectivamos os dois para os três, do que ficar e ultrapassar os problemas juntos. Como poderia ser feliz se estava ausente? Como me poderia apoiar se não se apercebia o que lhe dizia e entendia tudo como críticas? Tantos sacrifícios fiz para ele poder fazer o que queria que fiquei para trás, neste buraco sem fundo. Sim! Abandonou, não só a mim como a minha filha. No sentido em que pouco ou nada fez para lutar pela vida que construímos. 
  • Imagem de perfil

    Ana Vale

    11.07.15

    Minha querida,


    A senhora descreveu a história que considerou pertinente. 
    Em meu nome e de muitas mulheres e respetivas famílias que hoje tiveram a oportunidade de a ler, agradeço-lhe por ter tido a coragem de o fazer. 
    O mais importante é que de certeza que ajudou de alguma forma alguém que por aqui passou, ou pelo menos, fez muitas pessoas refletirem sobre os seus atos e atos alheios. 
    Agora, que tipo de aprendizagem cada um tira disso, cabe a cada um decidir. 


    O que é certo é que passou por uma situação bastante delicada e hoje está aqui, a utilizá-la como promotora de um momento de reflexão e aprendizagem para cada um que aqui passou.


    Um grande bem haja para si e MUITA força para o seu percurso. 
    Se precisar de alguma coisa que esteja ao meu alcance, já sabe como me contactar!


    Um grande grande beijinho,
    Ana. 
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