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Mulher, Filha e Mãe

Porque a saúde mental na gravidez e no pós-parto importa!

Mulher, Filha e Mãe

Porque a saúde mental na gravidez e no pós-parto importa!

Qui | 23.07.15

Porque é que se desvaloriza a Depressão na Gravidez e no Pós-Parto?

Ana Vale

Já foram realizados vários estudos para se tentar compreender a questão, mas de acordo com alguns resultados descritos neste livro, podemos verificar que:

 

- A sobreposição dos sintomas normais da gravidez (perturbações do sono e do apetite, alterações do peso, etc..), com os sintomas depressivos (insónia, falta de energia, alterações do apetite/peso) torna difícil o efetivo diagnóstico, pois muitas mulheres falham em reconhecer esses sintomas como depressivos (achando que são naturalmente decorrentes da gravidez), adiando a procura de ajuda;

 

- A existência de uma crença errada de que  a gravidez "protege" as mulheres contra o desenvolvimento de uma depressão, nomeadamente pelas alterações hormonais que se verificam;

 

- De acordo com o que muitos ainda pensam e transmitem, na gravidez e no pós-parto é "suposto" que as mulheres devam sentir-se felizes pelo facto de que tudo o que gira à volta da maternidade serem acontecimentos dotados de grande felicidade, alegria e bem-estar. As mulheres que não sentem essa "suposta" felicidade podem desenvolver sentimentos de vergonha, culpa, fracasso ou medo de serem estigmatizadas ou que lhes sejam retirados os filhos com receio de serem vistas como "más mães", não reconhecendo determinadas manifestações como sendo de valorizar para recorrer a apoio técnico especializado.

 

 

E por aí, há alguma opinião sobre o porquê deste tipo de desvalorização? 

 

 

blog@mulherfilhamae.pt

 

 

2 comentários

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    Ana Vale

    23.07.15

    Boa tarde Ana!


    Muito, mas mesmo MUITO obrigado pelo seu testemunho!
    Identifico-me tanto com o que descreve.. "a vergonha", o facto de sentir que tinha tantas condições de ajuda e que mesmo assim, se sentia deprimida. O facto de ter sido a primeira a desvalorizar a sua situação. 
    É muito mais frequente do que se pensa. E sem dúvida alguma que o apoio do companheiro e respetiva família são fundamentais para que este tipo de afeções seja ultrapassada de forma muito mais confortável. Porque por muita dor que haja, também poderá haver muito afeto e compreensão associados se o companheiro e respetiva família estiverem alerta e sensibilizados para situações como esta.


    Nem lhe consigo explicar como me identifico dado o que vivênciei, mas identifico-me e muito. 
    Mais uma vez, MUITO obrigado por ter partilhado aqui no blog a sua vivência. Permite-me que a publique na rubrica que tenho no blog sobre testemunhos de situações idênticas à nossa? a rubrica intitula-se de "Histórias que dão a cara por esta causa" e pode consultá-la no blog, se tiver interesse. 


    Ficarei a aguardar a sua resposta.
    Um grande bem haja para si e muita força para o seu caminho*
    Ana.
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